O Cenário Atual: Distantes dos Gigantes
A temporada de 2026 se inicia com uma sombra pairando sobre o futebol gaúcho: a ausência de títulos de expressão há oito anos. Desde a conquista da Libertadores pelo Grêmio em 2017, Inter e Grêmio lutam para se manterem relevantes em um cenário nacional dominado por potências financeiras como Flamengo e Palmeiras. A realidade orçamentária, consideravelmente inferior à dos clubes de ponta, impõe à dupla a missão de ser mais do que coadjuvante, uma tarefa árdua que se reflete nas recentes campanhas e na participação modesta em competições sul-americanas, com o Grêmio representando o estado na Copa Sul-Americana.
Internacional: Um Recomeço Sob Pressão
No Beira-Rio, o início de 2026 se apresenta mais desafiador do que no ano anterior. Enquanto 2025 começou com um elenco promissor e a esperança em Roger Machado, o ano terminou com a comemoração da permanência na Série A, após um turbilhão de resultados. Agora, sob o comando do uruguaio Paulo Pezzolano, o Internacional aposta em um elenco que, no papel, parece menos encorpado, especialmente após as saídas de jogadores como Valencia, Fernando e Vitão. A venda do zagueiro Vitão para o Flamengo, clube com um poder de investimento bilionário, evidencia ainda mais o abismo financeiro e a necessidade de um trabalho preciso.
Grêmio: O Projeto de Luís Castro e a Expectativa de Renovação
A gestão de Odorico Roman no Grêmio deposita suas fichas em um projeto voltado para o técnico Luís Castro, que retorna ao Brasil após passagem pelo Botafogo. A temporada passada foi marcada por um

