Samuel Xavier lidera a corrida pela braçadeira
O Fluminense inicia a temporada de 2026 com um desafio inesperado: a necessidade de encontrar novos líderes após a saída de Thiago Silva. O zagueiro, que assumiu a capitania em todos os jogos desde sua chegada em meados de 2024, era uma figura central no vestiário e em campo. Sua transferência para o Porto abre um vácuo que promete movimentar o elenco.
Nas ausências de Thiago Silva durante o ano de 2025, o lateral-direito Samuel Xavier foi quem mais vezes empunhou a braçadeira. Com 35 anos e uma longa história no clube desde 2021, o jogador soma 248 partidas e participações importantes em títulos como a Libertadores, a Recopa Sul-Americana e dois Campeonatos Cariocas. Sua identificação com a camisa tricolor e a experiência o colocam como um dos principais candidatos a assumir a liderança de forma definitiva.
Ganso e Fábio: a experiência como trunfo
Outros veteranos com histórico de liderança também despontam como opções. O meia Paulo Henrique Ganso, apesar de ter encerrado 2025 como reserva após uma lesão, mantém sua importância como uma das vozes mais respeitadas no vestiário. Como o atleta com mais tempo no elenco profissional, com 294 jogos, sua presença é fundamental.
O goleiro Fábio, embora muitas vezes preterido da braçadeira devido a protocolos recentes sobre diálogo com a arbitragem, possui um legado de liderança construído, especialmente em sua passagem pelo Cruzeiro. No Fluminense, ele é uma liderança silenciosa, mas de grande peso para o grupo.
Martinelli e Canobbio: a juventude com representatividade
A disputa pela liderança também conta com nomes mais jovens que já conquistaram seu espaço e a confiança do clube. O volante Martinelli, formado nas categorias de base do Fluminense, é o jogador com mais partidas de Libertadores na história do clube (31) e o Moleque de Xerém com mais atuações pela equipe principal (294). Sua ligação com o clube e seu desempenho em campo o credenciam para um papel de maior destaque.
O atacante uruguaio Canobbio, apesar de ter menos tempo de casa, se consolidou como peça-chave. Sua escolha por Renato Gaúcho para ser capitão em jogos da Sul-Americana, em parte por suas qualidades de comunicação com a arbitragem, demonstra seu potencial de liderança.
Mercado de transferências: a possibilidade de um retorno
Uma carta na manga para o Fluminense seria o retorno de Nino, capitão na conquista da Libertadores de 2023. Caso o Zenit aceite negociar o defensor, ele se tornaria um candidato natural e fortíssimo a reassumir a liderança do elenco, trazendo de volta um líder experiente e vitorioso.

