Fim de um ciclo no Rubro-Negro
O Clube de Regatas do Flamengo anunciou, nesta segunda-feira (29), o encerramento de suas atividades nas modalidades de canoagem e remo paralímpico. A decisão, comunicada através de uma nota oficial, pegou muitos de surpresa, especialmente pela dispensa de atletas de renome, como o canoísta Isaquias Queiroz, multicampeão olímpico.
Motivações por trás da dispensa
Em sua justificativa, o clube carioca alegou que a decisão foi tomada após uma “avaliação estratégica alinhada às premissas que norteiam o esporte olímpico” do Flamengo. Um dos pontos centrais apresentados foi a não residência da maioria dos atletas da canoagem no Rio de Janeiro, o que, segundo o clube, “inviabiliza a consolidação de um trabalho estruturado de base e a formação de novos talentos”. Isaquias Queiroz, Gabriel Assunção, Mateus dos Santos e Valdenice do Nascimento foram citados como exemplos de atletas que não residem no estado.
Isaquias Queiroz se despede após sete anos
Isaquias Queiroz, dono de cinco medalhas olímpicas, encerra um ciclo de aproximadamente sete anos defendendo as cores do Flamengo. O canoísta, considerado um dos maiores atletas do esporte olímpico brasileiro, conquistou ouro em Tóquio 2020 e múltiplas medalhas em edições anteriores dos Jogos Olímpicos. A esposa de Isaquias, Laina Guimarães, expressou sua tristeza nas redes sociais: “Muito orgulho, meu amor, você ter vestido realmente esse manto de corpo e alma, e representado tão bem o Mengão. Triste porque sou flamenguista desde que me entendo por gente. E não ver o maior no melhor time do Brasil me corta o coração”.
Adeus também ao remo paralímpico
Além da canoagem, o remo paralímpico, que era o único esporte paralímpico do clube, também teve suas atividades encerradas. Atletas como Michel Pessanha, Gessyca Guerra, Diana Barcelos de Oliveira e Valdenir Junior foram dispensados. O Flamengo agradeceu a todos os atletas pelo profissionalismo e dedicação, desejando sucesso em suas futuras trajetórias esportivas.
Custos e legado das modalidades
Apesar do baixo custo mensal estimado para a manutenção do remo paralímpico (cerca de R$ 10 mil, segundo a coluna de Lauro Jardim no O Globo), a decisão do Flamengo sinaliza uma mudança de foco em suas estratégias esportivas. O clube reforça seu compromisso com a formação de base e o fortalecimento de modalidades com estruturas permanentes, buscando aliar excelência competitiva ao desenvolvimento contínuo de atletas.

