O Conselho Consultivo (CC) do São Paulo Futebol Clube se reuniu nesta terça-feira (6) e, por maioria de votos, deu parecer negativo ao pedido de impeachment do presidente Júlio Casares. A decisão, embora não definitiva, representa um alívio momentâneo para o dirigente tricolor, que enfrenta novas denúncias e pressões por sua saída.
A Reunião dos “Cardeais” e o Voto
Composto por 12 membros, incluindo ex-presidentes do clube e do Conselho Deliberativo, o Conselho Consultivo analisou o pedido encaminhado pelo Conselho Deliberativo (CD). Durante a sessão, que não contou com a presença de todos os conselheiros, apenas José Carlos Ferreira Alves, presidente do CD entre 2011 e 2014, manifestou-se a favor do afastamento de Casares.
O Poder de Recomendação e o Próximo Passo
Conhecido por sua influência e por ser formado pelos “cardeais” do São Paulo, o Conselho Consultivo tem, no entanto, apenas a prerrogativa de recomendar ou não o impeachment. A palavra final sobre a permanência ou saída de Júlio Casares da presidência caberá ao Conselho Deliberativo, que ainda não tem data marcada para a votação. A expectativa é que a análise do CD leve em consideração o parecer emitido pelo CC.
Protestos e a Tensão Externa
A reunião do Conselho Consultivo, realizada na residência de um dos membros, foi acompanhada por manifestações de torcedores do lado de fora. Com uma faixa com a frase “gestão criminosa”, os torcedores protestaram contra a administração do clube e confrontaram os carros que deixavam o local, evidenciando o clima de insatisfação que ronda o Morumbi.
Os Argumentos do Parecer Negativo
O documento oficial do Conselho Consultivo, assinado por José Eduardo Mesquita Pimenta, presidente do órgão, detalhou as razões para o parecer desfavorável. O texto destacou que as acusações “carecem de provas materiais, especificamente contra o Presidente, que alegou inocência”. Além disso, o conselho ponderou que, embora o impeachment tenha uma base jurídica inicial, sua decisão final é inerentemente política. O parecer concluiu que, “do ponto de vista estritamente jurídico, não há elementos de prova material para justificar um parecer favorável ao impeachment presidencial”, mesmo diante da gravidade do momento e de comportamentos que, segundo o documento, já teriam sido habitualmente utilizados na direção do clube.

