Elenco blindado e finanças em alta: a receita do Fla para 2026
O Flamengo, impulsionado por uma receita que ultrapassou a marca de R$ 2 bilhões em 2025, não se contenta em apenas investir em novas contratações. A diretoria rubro-negra tem como um de seus principais objetivos para a temporada algo considerado raro no futebol brasileiro: manter a base titular do ano anterior. Essa estratégia de blindagem do elenco visa evitar a perda de jogadores-chave, um cenário que tem sido recorrente na última década.
Resistência a propostas e alvos de mercado
Enquanto jogadores como Juninho, Matheus Cunha, Pablo, Cleiton, Carlinhos e Viña, todos reservas, já deixaram o clube, o Flamengo tem sido categórico internamente: nenhum titular será vendido. A diretoria tem resistido firmemente às investidas de outros clubes. Recentemente, quatro peças fundamentais do time que disputou a final do Mundial de Clubes têm sido alvo de cobiça: Léo Ortiz, Léo Pereira e Giorgian De Arrascaeta. O meia uruguaio, inclusive, já foi procurado pelo Olympique de Marselha, da França, enquanto o zagueiro Léo Pereira foi sondado pelo West Ham, da Inglaterra. O versátil Léo Ortiz, apelidado de “camisa 10 da zaga”, chamou a atenção de um clube do Catar.
Histórico de perdas e a busca pela estabilidade
A história recente do Flamengo é marcada pela saída de titulares importantes. No meio do ano passado, o clube recusou uma proposta de quase R$ 100 milhões do Leipzig, da Alemanha, por Léo Ortiz e também rejeitou uma investida do Cruz Azul, do México, por Arrascaeta. Se o Flamengo conseguir manter todos os seus titulares em 2026, alcançará um feito inédito na última década. O histórico recente mostra diversas saídas significativas: Gabigol deixou o clube ao final do contrato, Wesley foi vendido para a Roma, Gerson para o Zenit, Matheuzinho para o Corinthians, Thiago Maia foi emprestado e comprado pelo Inter. No início de 2024, o clube perdeu João Gomes para o Wolverhampton e Rodinei para o Olympiacos. Em anos anteriores, nomes como Michael, Isla, Willian Arão, Andreas Pereira, Pablo Marí, Rafinha, Paquetá, Rever, Cuéllar, Léo Duarte, Pará, Everton, Felipe Vizeu, Jorge, Wallace, César Martins e Canteros também deixaram o clube em momentos cruciais.
Filipe Luís renova e reforça a estratégia de continuidade
Além de segurar os jogadores, o Flamengo de 2026 também garantiu a permanência do técnico Filipe Luís. O treinador, que terminou dezembro com contrato livre e cobiçado no mercado após um ano vitorioso, renovou seu vínculo após longas negociações. Essa decisão evita um cenário semelhante ao de 2020, quando Jorge Jesus deixou o clube rumo ao Benfica após uma temporada de sucesso em 2019. A manutenção da comissão técnica e da base de jogadores demonstra a ambição do clube em construir um projeto de longo prazo e consolidar sua força no cenário nacional e internacional.

