O tênis brasileiro vive um momento de efervescência, impulsionado pelo brilho de novos talentos e a consolidação de atletas já estabelecidos. Nomes como João Fonseca, apontado como uma das principais promessas mundiais, e Luisa Stefani, destacada no circuito, não apenas levam o país aos holofotes da modalidade, mas também se tornam fontes poderosas de inspiração para milhares de jovens que sonham em seguir seus passos. Esse fenômeno de sucesso tem um impacto direto e positivo na base do esporte, estimulando a formação de novos atletas e o crescimento de iniciativas dedicadas a esse fim, como a Liga Tênis 10.
A Trajetória de Fonseca e o Papel Fundamental da Liga Tênis 10
Muito antes de brilhar em Grand Slams e ser elogiado por grandes astros, João Fonseca dava seus primeiros passos competitivos em torneios juvenis no Rio de Janeiro. Em 2016 e 2017, com apenas dez anos, ele participou de competições organizadas pela Liga Tênis 10, um projeto com uma década de existência que visa proporcionar experiência competitiva a jovens tenistas. Bruna Assemany, coordenadora e uma das idealizadoras do projeto, relembra que, embora Fonseca não tenha conquistado taças nessas primeiras aparições, sua qualidade já era evidente.
“Ele sempre foi um jogador muito querido com os amigos. Tem essa personalidade gentil. Hoje muitas pessoas acompanham. E principalmente já tinha o jogo bem rápido. Então você via que ele tinha um fore-hand agressivo, mas ele estava em processo de formação”, conta Bruna. Ela enfatiza que a Liga foi uma ferramenta crucial para que ele pudesse colocar em prática, de forma competitiva, o que aprendia no dia a dia, mesmo não sendo “o que ele é hoje”, mas já possuindo as características que o levariam ao sucesso.
O Poder da Referência Próxima: De Guga a Fonseca
O sucesso de atletas como João Fonseca e Luisa Stefani, que é uma das principais apoiadoras da Liga, tem despertado um interesse crescente das crianças pelo esporte. Essa proximidade com ídolos que trilham ou trilharam caminhos semelhantes é um fator motivacional imenso. Bruna Assemany destaca a importância de ter referências acessíveis.
“É muito importante essa referência próxima e é uma coisa que faz muita diferença. Eu me lembro que tentei jogar tênis profissional, mas passei muito longe. E pensava assim: ‘Poxa, quero ser o Guga’. É legal ver as crianças falando que querem ter o fore-hand do João, o voleio da Luísa e treinarem especificamente e se sentirem próximos. ‘Poxa, estou fazendo um caminho que essas pessoas já fizeram'”, explica. Ela recorda também a naturalidade com que crianças em centros de treinamento como a Tennis Route interagiam com Bia Haddad e Bellucci, mostrando que “não é uma coisa tão distante”.
Crescimento e Potencial da Nova Geração no Tênis Brasileiro
A inspiração gerada por esses atletas se reflete diretamente no crescimento de projetos como a Liga Tênis 10. “A Liga tem tido um crescimento bem impressionante ano a ano. Mais pessoas entendendo essa visão competitiva, mais treinadores entendendo que quanto mais motivado os seus alunos estiverem, mais competitivos eles vão ser”, afirma Bruna Assemany. Dentro da Liga, ela observa um potencial crescente de novos tenistas brasileiros.
Além de nomes como Naná Silva e Guto Miguel, que já se destacam, há uma “nova geração de crianças de sete ou oito anos que estão vivendo aí”, beneficiadas pela proximidade com os ídolos, a oferta de novos torneios e a atuação de treinadores cada vez mais assertivos no desenvolvimento de jogadores e pessoas.
O Futuro de João Fonseca e o Legado para o Tênis Nacional
Com o olhar voltado para o futuro, Bruna e todos que acompanharam o crescimento de João Fonseca torcem por seu sucesso contínuo no circuito profissional. Acreditam que ele é um atleta maduro e humilde, ciente da responsabilidade de seu caminho. “Ele já deu entrevistas falando que esse ano é importante para ele, porque ele tem que defender o que ele construiu em 2025. Eu acho que ele é um cara muito maduro e espero que ele vá ao maior lugar que ele possa conseguir”, conclui Bruna, reforçando a esperança de que Fonseca alcance o topo e continue a ser um farol para as futuras gerações do tênis brasileiro.

