Roy Keane critica favoritismo na escolha de treinadores do Manchester United
Em meio a uma fase de dificuldades recentes, o Manchester United tem visto figuras tradicionais do clube expressarem opiniões sobre suas decisões técnicas. Roy Keane, ídolo do time e autor de momentos marcantes na história do clube, reapareceu nesta semana e trouxe críticas à maneira como os treinadores têm sido escolhidos pela diretoria.
Keane minimiza a experiência de Carrick na função
Ao ser questionado sobre a contratação de Michael Carrick como treinador, Keane afirmou que a relação prévia de Carrick com o clube e com alguns jogadores não garante um bom desempenho na nova função. Para ele, a familiaridade pode não ser um fator decisivo na hora de comandar uma equipe e, às vezes, um profissional sem vínculos anteriores ao clube pode ser mais eficiente.
Histórico de Keane e Carrick no Manchester United
Roy Keane jogou pelo Manchester United por 12 anos e foi uma figura decisiva na conquista de títulos importantes, incluindo a Liga dos Campeões e o Mundial Interclubes de 1999. Em 2005, deixou o clube após desentendimentos com o então técnico Alex Ferguson. Já Carrick, também com passagem de 12 anos pelo clube, assumiu funções técnicas após aposentadoria e recentemente retornou ao time como treinador.
Críticas à atual política de contratação do clube
Keane também questiona a linha adotada pela diretoria ao priorizar profissionais com conexão direta ao clube, sugerindo que a falta de história com o Manchester United não deve ser um obstáculo. Ele acredita que nomes de fora do círculo interno podem oferecer uma perspectiva mais neutra e estratégias mais inovadoras para reerguer o time.
Embora a escolha de Carrick tenha gerado debates, a opinião de Keane reforça a ideia de que a experiência e a autonomia na gestão podem ser fatores determinantes para o sucesso de um treinador, especialmente em uma fase delicada como a que vive o clube atualmente.

