Virada de Chave aos 30 Anos
Aos 30 anos, Chay viveu uma reviravolta em sua carreira ao ser contratado pelo Botafogo em 2021. Após passagens pelo futebol asiático e pelo fut-7, o meia vivia um bom momento na Portuguesa, que o projetou para clubes como Fluminense e Vasco. No entanto, foi o Glorioso, então na Série B e com dificuldades financeiras, que o acolheu, marcando o início de uma nova fase.
“Não esperava (a virada de chave aos 30 anos). Óbvio que trabalhamos constantemente para ter uma melhora de vida. Não esperava que fosse ocorrer. Mas depois que o campeonato foi passando, em 2020 também foi um ano bom, vinha numa crescente física e numa leitura de jogo muito melhor do que nos anos anteriores… A experiência foi aumentando. Eu e meu representante sabíamos que iria aparecer algo muito bom. Mas não no nível de Botafogo, Fluminense. Não esperava. Foi bom, importante e acabou casando”, relembra Chay.
Música da Torcida e Gratidão à Portuguesa
A passagem de Chay pelo Botafogo foi marcada por uma música criada pela torcida, uma paródia de “I Will Survive”, que o comparava a grandes craques do futebol. O meia expressa gratidão à Portuguesa pela oportunidade de mostrar seu futebol e pela parceria em um momento de dificuldade financeira do Botafogo.
“Casou bem. Era um momento de dificuldade financeira do Botafogo e eu era alguém que o clube podia apostar, porque era barato. Como falei, vinha em uma crescente. Se arrastou bastante o desenrolar da negociação por conta da dúvida. Era um jogador de 30 anos que faria 31 no fim do Brasileirão. O Botafogo tinha aquela urgência de subir, tinha que ser certeiro nas contratações. Deu certo, tinha uma fome de vencer enorme, queria vestir essa camisa. Deu extremamente certo para mim e para o clube”, conta.
Desavenças com Luís Castro e Novo Capítulo
Apesar do sucesso em campo e do carinho da torcida, Chay deixou o Botafogo após a venda da SAF para John Textor e a chegada do técnico Luís Castro. O meia revela que a relação com o treinador português não era boa, citando desentendimentos sobre posicionamento em campo.
“Para mim era o melhor cenário no momento. As coisas não casavam entre eu e o Luís Castro. Não gosto de ficar falando muito isso, mas a verdade é essa. Não me sentia muito respeitado em relação a posicionamento, mas a vida seguiu e tive a oportunidade de ir para um clube gigante do futebol brasileiro e não pensei duas vezes”, afirma.
Retorno à Portuguesa e Experiência Ampliada
Após passagens por Cruzeiro, Ceará, Guarani, CRB e Volta Redonda, Chay retorna à Portuguesa, onde é tratado como ídolo. Com mais experiência, ele acredita que pode agregar ainda mais ao clube, tanto em campo quanto na formação dos jovens jogadores.
“Hoje acho que agrega muito mais a experiência e a rodagem. Entendimento de jogo e tudo mais. Acho que o contato com as pessoas também. Hoje posso estar passando várias experiências para os mais jovens. Mas o Chay da bola, jogador, acho que sou o mesmo. Não desaprendi a jogar. Acho que se sentir bem onde você está jogando é essencial e o que faz diferença na Portuguesa. Estou bem, feliz e acho que é isso que venho para agregar”, conclui.

