Novo capítulo na gestão da Neo Química Arena
O Corinthians está perto de concretizar uma mudança significativa na gestão do fundo financeiro responsável pela dívida da Neo Química Arena. Em um movimento estratégico, o clube e a Caixa Econômica Federal avançaram em um acordo para substituir a atual administradora, a Reag, que recentemente teve suas operações liquidadas pelo Banco Central. A decisão de buscar uma nova gestão foi tomada pelo Corinthians após a deflagração da operação “Carbono Oculto”, que investiga a Reag por supostas fraudes, crimes financeiros e lavagem de dinheiro, com ligações com a facção criminosa PCC.
Trâmites iniciados antes da intervenção do Banco Central
As conversas entre Corinthians e Caixa para reavaliar a atuação da Reag (atualmente chamada Arandu) tiveram início em agosto de 2025. O clube, em nota oficial, destacou que as tratativas para a substituição da administradora começaram antes mesmo da decretação da liquidação extrajudicial da Reag pelo Banco Central. Após um rigoroso processo de análise conduzido pela diretoria executiva e pelos responsáveis pela Arena, o Corinthians indicou à Caixa possíveis novos administradores e gestores do fundo financeiro.
Indicação de novos gestores e próximos passos
O processo de seleção de um novo gestor foi conduzido com foco em compliance e diligência, alinhado com as melhores práticas de governança corporativa. A diretoria do Corinthians, em conjunto com os responsáveis pela administração da Neo Química Arena, realizou uma análise criteriosa. Recentemente, a Caixa Econômica Federal concluiu a análise dos nomes apresentados pelo clube. Nos próximos dias, o Corinthians formalizará o pedido de transferência da administração e da gestão dos fundos para os novos indicados, aguardando a aprovação da CVM (Comissão de Valores Mobiliários) para a conclusão dos trâmites regulatórios.
Dívida da Arena e investigação do Ministério Público
A dívida do Corinthians referente ao financiamento para a construção da Neo Química Arena soma R$ 655 milhões, como parte do endividamento total do clube, que chega a R$ 2,7 bilhões. Paralelamente à busca por uma nova gestão, o Ministério Público de São Paulo solicitou à Polícia Federal a investigação sobre a contratação e atuação da Reag como gestora do fundo. O promotor Cássio Conserino requisitou a instauração de inquérito policial para apurar as circunstâncias e a regularidade da nomeação da Reag, bem como sua conduta durante o período em que esteve à frente da gestão.

