O Manchester United vive um momento de transição e incertezas, mesmo após definir Michael Carrick como treinador interino até o final da temporada. A nomeação é apenas o primeiro passo em uma série de desafios que a diretoria, liderada pelo CEO Omar Berrada e o diretor de futebol Jason Wilcox, precisa enfrentar. A pauta inclui desde a reformulação do elenco até a busca por um novo técnico fixo e, em um cenário mais amplo, o futuro da própria propriedade do clube.
A Busca por um Novo Comando Técnico
A principal tarefa da diretoria após a estabilização temporária com Carrick é a contratação de um treinador permanente para a próxima temporada. Thomas Tuchel, atualmente técnico da Inglaterra, surge como o grande favorito, com seu contrato com a seleção se encerrando após a Copa do Mundo. Outros nomes como Mauricio Pochettino, Kieran McKenna e Oliver Glasner também são considerados. A grande questão, no entanto, não é apenas o nome, mas a filosofia: Jim Ratcliffe, Berrada e Wilcox precisam decidir se apostarão em um grande nome consolidado ou em uma jovem promessa para liderar o projeto. O melhor cenário para Carrick seria classificar o United para a próxima Liga dos Campeões; o pior, seria não conseguir vaga em nenhuma competição europeia.
Mercado de Transferências: Adeus a Casemiro e Novas Caras
A janela de transferências de janeiro deve ser discreta, com o United focando suas energias e recursos para o meio do ano. A prioridade é a contratação de dois jovens meio-campistas, com Elliot Anderson, do Nottingham Forest, e Adam Wharton, do Crystal Palace, sendo os principais alvos. A saída de Casemiro ao final da temporada é considerada “provável”, e Manuel Ugarte também é visto como uma “peça excedente”. Há, ainda, a possibilidade de Bruno Fernandes deixar o clube. Diante desse cenário, o United espera contratar um meio-campista de alto nível, além de buscar laterais confiáveis e um zagueiro central para reforçar o sistema defensivo.
O Futuro de Rashford e Mainoo
O futuro de Marcus Rashford, atualmente emprestado ao Barcelona, parece cada vez mais distante de Old Trafford. A decisão de emprestar o atacante partiu de Ratcliffe, Berrada e Wilcox, e o clube estaria satisfeito em selar um acordo de venda definitivo com o Barcelona, que possui uma opção de compra de 30 milhões de euros. Já para Kobbie Mainoo, jovem meia de 20 anos, a situação é incerta. Apesar de ter contrato até 2027, houve pouco movimento para uma renovação. Caso não se destaque sob o comando de Carrick, o jogador pode ser negociado na metade do ano.
Pressão sobre a Diretoria e o Cenário dos Glazer
A performance do Manchester United sob Michael Carrick nos próximos meses será crucial não apenas para o time, mas também para a diretoria. O cargo de diretor de futebol, ocupado por Jason Wilcox, está sob intensa observação, especialmente após o “desastre” envolvendo a passagem de Ruben Amorim. Wilcox é criticado por estar à frente de todas as grandes decisões em Old Trafford, e a reconstrução da confiança dos torcedores depende de um bom desempenho da equipe e de uma busca bem-sucedida pelo próximo técnico permanente. Além disso, o futuro da propriedade do clube pela família Glazer permanece uma incógnita. Uma cláusula no contrato de compra de 29% das ações por Jim Ratcliffe permite que os proprietários majoritários vendam o clube se receberem uma oferta de US$ 33 por ação a qualquer momento após agosto de 2025. Atualmente, as ações são negociadas a cerca de US$ 16,60. Embora o controle das operações de futebol tenha passado para a Ineos de Ratcliffe, a participação dos Glazer é agora puramente financeira, indicando que uma venda pelo preço certo é uma possibilidade real.

