Novo presidente enfrenta caos político e promessa de pacificação
O empresário Harry Massis Junior, aos 80 anos, assumiu a presidência interina do São Paulo após o afastamento de Julio Casares, decidido em votação no Conselho Deliberativo. A missão de Massis é clara: tentar pacificar o clube, que vive um momento de intenso caos político, e iniciar um processo de reestruturação financeira e esportiva. Em conversas informais, o novo mandatário já especula nomes para futuras diretorias e prometeu trabalhar pela união dos são-paulinos.
Reestruturação administrativa e apuração de irregularidades
Enquanto parte do conselho defende uma reformulação completa em todas as áreas do clube, outros apostam que Massis manterá proximidade com membros da gestão anterior. Flávio Marques, conselheiro atuante na oposição, ressalta a importância de focar em princípios e processos administrativos antes de definir nomes. A sindicância sobre o caso dos camarotes foi concluída, e a expectativa é que Massis apoie punições no Conselho de Ética para os envolvidos, caso sejam considerados culpados.
Diretoria de futebol e montagem do elenco: prioridades urgentes
A vaga de diretor de futebol, deixada por Carlos Belmonte no final do ano passado, é um dos cargos mais cobiçados e urgentes a serem preenchidos. O departamento tem sido representado pelo executivo profissional Rui Costa na ausência de uma liderança política. A montagem de um time competitivo é outro desafio crucial. A crise financeira e a instabilidade política afastaram reforços na última janela de transferências, com jogadores recusando propostas. A expectativa é que, com a diminuição da instabilidade, negociações travadas possam avançar.
Dívida bilionária e fluxo de caixa: o maior obstáculo
O principal desafio do São Paulo reside em seu expressivo buraco financeiro, com dívidas que se aproximaram de R$ 1 bilhão no final de 2024. A meta para 2026 é alcançar uma receita de R$ 931,8 milhões, e Massis terá a tarefa de dar continuidade aos projetos iniciados por Casares, além de buscar novas fontes de receita. Os problemas de fluxo de caixa já resultaram em dois transfer bans durante a gestão anterior devido a pagamentos não efetuados, e o atraso constante nos direitos de imagem dos jogadores gera descontentamento e insatisfação entre atletas e seus representantes.

