A Ascensão de uma ‘Colônia’ Colombiana no Vasco
O Vasco da Gama vive um momento peculiar e promissor em seu elenco: a formação de uma verdadeira ‘colônia’ colombiana. Após as chegadas de Manuel David Cuesta e Andrés Felipe Gómez, o clube carioca agora conta com Johan Rojas e está prestes a oficializar a contratação do atacante Marino Hinestroza. Essa crescente presença de talentos sul-americanos não é obra do acaso, mas sim um plano arquitetado pela diretoria, com figuras centrais como Admar Lopes e o técnico Fernando Diniz.
Admar Lopes: O Olheiro Estratégico do Mercado Sul-Americano
A capacidade de Admar Lopes em identificar e avaliar jogadores no mercado sul-americano, com foco especial em países como Colômbia e Equador, foi um dos principais fatores que levaram à sua contratação pela diretoria vascaína. Lopes foi fundamental na indicação e negociação de Andrés Gómez e Carlos Cuesta, nomes que já vinham sendo observados pelo clube. Sua experiência anterior no Porto, onde participou da contratação de estrelas colombianas como Jackson Martínez e James Rodríguez – que abriram caminho para uma cultura de sucesso com jogadores do país –, confere ao Vasco uma expertise valiosa na prospecção de talentos com potencial de seleção.
Fernando Diniz: O Catalisador de Carreiras e o Poder de Convencimento
Fernando Diniz surge como uma peça-chave para atrair esses jogadores. O treinador goza de grande prestígio na Colômbia, em grande parte pela notável evolução que proporcionou a Jhon Arias no Fluminense. Arias, que era uma aposta subutilizada, transformou-se em ídolo do clube carioca e peça fundamental na seleção colombiana sob o comando de Diniz. Essa fama e a habilidade do técnico em dialogar e convencer foram cruciais nas conversas com Gómez e Cuesta. O Vasco e Diniz enxergaram na dupla um grande potencial para integrar a seleção colombiana, um objetivo que se concretizou com a regularidade e o bom desempenho no Brasil, levando ambos a serem novamente convocados.
O Futuro em São Januário: Rojas e Hinestroza no Radar
A estratégia do Vasco é clara: replicar o sucesso de Cuesta e Gómez com os recém-chegados Johan Rojas e Marino Hinestroza. Hinestroza, em particular, é visto por Diniz como um jogador capaz de desequilibrar partidas e com um futuro brilhante. A comissão técnica e o departamento de futebol acreditam que o atacante ainda não atingiu seu potencial máximo. Apesar de ter sido convocado para a seleção colombiana e ter participado de Eliminatórias, o projeto vascaíno e a influência de Diniz foram determinantes para que ele escolhesse o Brasil em detrimento de clubes como o Boca Juniors, demonstrando o crescente apelo do clube e de seu projeto esportivo para talentos internacionais.

