Falhas na saída de bola comprometem resultado
O Vasco da Gama iniciou sua jornada no Campeonato Brasileiro de 2026 com um desempenho que remete diretamente às suas dificuldades na temporada anterior. A derrota por 2 a 1 para o Mirassol, em casa, expôs a fragilidade defensiva e a instabilidade da equipe, que parece carregar os mesmos problemas que encerraram 2025.
Mesmo saindo na frente do placar com um gol de Coutinho, o time carioca permitiu a virada com lances originados de erros crasso na defesa. O primeiro gol do Mirassol surgiu de um passe errado de Robert Renan, seguido por uma disputa aérea perdida por Puma Rodríguez e um gol contra do zagueiro Cuesta. O segundo gol foi fruto de uma saída de bola equivocada de Lucas Piton, que entregou a posse na área para o adversário finalizar.
Organização tática sob questionamento
O técnico Fernando Diniz, em entrevista após a partida, apontou as ausências de Nuno Moreira e Rojas na saída de bola como um dos fatores, mas a análise da partida sugere um problema mais profundo na organização tática da equipe. A estratégia de recuar os meias e avançar os zagueiros na construção de jogadas em campo de defesa tem deixado o Vasco exposto à pressão adversária e aos contra-ataques.
Em diversos momentos, jogadores como Coutinho e Nuno se posicionaram próximos à área de Léo Jardim, dificultando a saída limpa de bola e abrindo espaços que o Mirassol soube explorar. A inversão de funções, com Lucas Piton atuando mais centralizado e de costas para o jogo, também se mostrou um ponto de vulnerabilidade, culminando na perda da bola que gerou o segundo gol sofrido.
Vasco perde para si mesmo
Apesar de alguns bons momentos, como a pressão inicial que resultou no gol de Coutinho, o Vasco demonstrou dificuldade em manter a intensidade e a solidez defensiva ao longo da partida. A falta de opções confiáveis no banco, com a ausência de jogadores como Brenner e Hinestroza, também limitou as alternativas de Diniz para buscar a reação.
A frustração para a torcida reside em ver que, após a primeira partida oficial da temporada, os mesmos problemas defensivos que assombraram o clube em 2025 persistem. A equipe parece, em muitas ocasiões, perder para si mesma, com erros evitáveis que comprometem o resultado e a confiança.
Um alerta para o restante da temporada
Embora seja apenas o início do Brasileirão, a estreia do Vasco serve como um importante alerta. A fragilidade defensiva e a falta de consistência na saída de bola são questões que precisam ser urgentemente corrigidas. O estilo de jogo proposto por Fernando Diniz, que preza pela aproximação dos jogadores, precisa evoluir para garantir maior segurança defensiva sem sacrificar a capacidade ofensiva da equipe.
A história recente do clube em campeonatos brasileiros mostra que esses erros defensivos não são novidade. A capacidade de aprendizado e adaptação da equipe será crucial para que o Vasco não repita os tropeços do passado e construa uma temporada mais sólida e vitoriosa.

