Decisão por felicidade e identidade
Lucas Paquetá foi apresentado oficialmente pelo Flamengo no Ninho do Urubu e explicou os motivos que o levaram a deixar o West Ham para retornar ao clube onde foi revelado. O jogador enfatizou a busca por felicidade e o forte sentimento de pertencimento como fatores determinantes. “Primeiro, é impossível eu não falar de felicidade, porque minha decisão foi voltada nisso. Tive outras oportunidades de continuar na Europa e na Inglaterra. O motivo de eu me sentir bem e feliz é que me fez ter essa primeira decisão de voltar ao Flamengo”, declarou Paquetá, emocionado.
O meia ressaltou o amor pelo clube e a sensação de estar em casa. “Eu vou ter que usar uma música: ‘só quem é rubro-negro para compreender’. É um amor que eu sempre tive, eu cresci aqui, é a minha casa. Eu queria voltar para casa. É sentimento, é identidade. É o que eu sinto”, completou.
Sacrifícios pela volta ao Rio
A vontade de Paquetá em retornar ao Flamengo foi crucial para o desenrolar das negociações. O jogador revelou ter feito o possível e o impossível para viabilizar o acordo, chegando a pagar do próprio bolso o voo para o Rio de Janeiro e abrindo mão de propostas financeiramente mais vantajosas na Europa, incluindo uma do Chelsea com a possibilidade de disputar a Champions League. “Eu posso dizer que fiz o possível e impossível. […] Fiz o que eu podia e o que eu não podia. Primeiro por mim, pela minha felicidade e da minha família. De voltar para casa, me sentir bem novamente jogando no Flamengo. Era o que eu queria, isso não mudaria”, afirmou.
Crescimento na Europa e cobrança pessoal
Paquetá afirmou que a experiência na Europa o transformou em um profissional e ser humano mais maduro. “Eu volto uma pessoa diferente, obviamente. Eu cresci não só como profissional, mas como ser humano também. Me tornei pai, tenho uma família. Volto mais experiente, em todos os lugares por que passei aprendi um pouco, procurei evoluir. Volto mais cascudo no sentido de aprender a lidar com as situações que eu vá vivenciar. Mais preparado para lidar com tudo”, disse.
Apesar da maior experiência, o jogador admitiu a forte autocrítica. “Mais cascudo não quer dizer que é mais fácil. Eu não consegui dormir (depois do gol perdido na Supercopa). Eu me cobro muito. […] Óbvio que eu queria chegar e ser campeão”, desabafou. Ele ressaltou que a experiência no exterior o ajuda a encarar o futuro com otimismo. “A experiência que eu tive lá fora me ajudar a pensar que hoje é um novo dia para que eu possa converter outra oportunidade e ajudar o Flamengo.”
Expectativas para o futuro
Com contrato de cinco anos, Paquetá almeja construir uma história vitoriosa no Flamengo. Ele se colocou à disposição do técnico Filipe Luís para atuar em diversas posições, visando sempre ajudar a equipe. O jogador também comentou sobre a reação da torcida e a sua própria frustração após a derrota na Supercopa, mas reafirmou a confiança no sucesso do time. “Meu objetivo é cumprir o meu contrato, fazendo o meu melhor e ter uma história vencedora por isso cinco anos, porque sei que vou ter oportunidade de ganhar títulos e comemorar com a torcida”, concluiu.

