Rotatividade no comando se torna marca do clube sergipano
A demissão de Luizinho Vieira após a derrota para o Sergipe no Clássico Maior, pelo Campeonato Sergipano, não foi um evento isolado na história recente do Confiança. O clube sergipano atingiu a marca de 11 temporadas consecutivas com ao menos uma troca de treinador. A última vez que o Dragão manteve um comandante do início ao fim de um ano foi em 2015, com Betinho.
Betinho em 2015: O último ano completo de um técnico
Na temporada de 2015, sob o comando de Betinho, que iniciou seu trabalho em março de 2014, o Confiança conquistou o bicampeonato estadual e chegou perto do acesso à Série B do Campeonato Brasileiro, sendo eliminado nas quartas de final da Série C. No entanto, o ciclo de estabilidade se encerrou em março de 2016, com a demissão de Betinho após um mau início no Campeonato Sergipano.
Uma década de mudanças e recordes de instabilidade
Desde 2016, o Confiança viu um total de 17 treinadores passarem pelo clube. Seis dessas temporadas registraram mais de dois técnicos. O ano de 2021, que culminou com o rebaixamento para a Série C, foi o mais crítico, com quatro comandantes diferentes: Daniel Paulista, Rodrigo Santana, Zé Carlos e Luizinho Lopes. Vários nomes, como Betinho, Roberto Fernandes, Luizinho Lopes, Daniel Paulista e o recém-demitido Luizinho Vieira, retornaram para segundas passagens, evidenciando a dificuldade em encontrar uma solução duradoura.
Conquistas e o desafio de encontrar estabilidade
Apesar da alta rotatividade, quatro treinadores conseguiram celebrar títulos estaduais neste período: Leandro Sena em 2017, Matheus Costa em 2020, Gerson Gusmão em 2024 e Waguinho Dias em 2025. Atualmente, o Confiança enfrenta mais um desafio para definir seu comando. O auxiliar Ricardo Resende assumirá a equipe interinamente para a partida contra o Guarany, enquanto a SAF proletária busca um novo nome para o cargo, visando a sequência do Campeonato Sergipano.

