A Chegada do Salva-Vidas Financeiro
A torcida do Botafogo vive um misto de expectativa e apreensão com a promessa de John Textor de um aporte financeiro significativo para aliviar a grave crise econômica do clube. O valor de US$ 28 milhões (aproximadamente R$ 147 milhões) teria sido mobilizado por dois futuros sócios: a GDA Luma Capital e a Hutton Capital. Um dos nomes por trás dessa operação é Gabriel de Alba, um renomado especialista em recuperação de empresas e atual presidente do Cirque du Soleil.
GDA Luma Capital: A Especialista em Ativos em Dificuldade
A GDA Luma Capital se destaca no mercado por sua expertise em “distressed assets”, ou seja, ativos considerados de alto risco que necessitam de estratégias de recuperação. A firma já demonstrou sua capacidade ao reerguer duas importantes companhias canadenses que estavam à beira da falência: a Gateway Casinos, do setor de jogos e entretenimento, e a Frontera Energy, atuante na exploração e produção de petróleo. Gabriel de Alba preside os conselhos de ambas as empresas.
Gabriel de Alba: Um Histórico de Sucesso em Investimentos Arriscados
Fundador e sócio-gerente da GDA Luma Capital Management, Gabriel de Alba possui uma sólida formação acadêmica e uma vasta experiência no mundo dos investimentos. Com graduação em finanças e economia pela NYU Stern School of Business, MBA pela Universidade Columbia e pós-graduação em matemática e ciências da computação em Harvard, ele acumula 25 anos de atuação no mercado financeiro. Sua especialidade reside em assumir o controle de investimentos em empresas com dificuldades financeiras e subvalorizadas, desenvolvendo estratégias de recapitalização focadas em setores como tecnologia, hotelaria, farmacêutico, saúde, mídia e telecomunicações. Atualmente, sua liderança no Cirque du Soleil, a maior companhia circense do mundo, reforça seu prestígio e capacidade de gestão em grandes empreendimentos.
Cautela e Negociações em Andamento
Apesar da promessa de aporte, o clube social do Botafogo tem demonstrado cautela. Em uma reunião recente, foi cobrada a apresentação de garantias de sustentabilidade financeira, pois há o entendimento interno de que o aporte pode, na verdade, se tratar de um empréstimo que agravaria a situação do clube. Para sanar essas dúvidas, o Botafogo social solicitou uma consultoria ao banco BTG Pactual. A decisão final sobre a aprovação do aporte dependerá do laudo técnico emitido pelo banco. Caso os especialistas apontem que a solução apresentada por Textor possa prejudicar o Botafogo futuramente, o investimento não será aprovado. A expectativa é que o aporte total, somando GDA Luma Capital e Hutton Capital, possa chegar a US$ 50 milhões (cerca de R$ 263 milhões).

