Após o empate sem gols do Vasco contra o Madureira, em São Januário, o técnico Fernando Diniz foi alvo de vaias por parte da torcida. Em entrevista coletiva, o treinador surpreendeu ao concordar com as críticas vindas das arquibancadas e aproveitou para explicar seu método de trabalho com os jogadores, especialmente após um episódio de cobrança mais ríspida ao atleta Nuno Moreira, que repercutiu recentemente.
Vaia merecida e a busca pela confiança
Diniz reconheceu que o resultado não agradou e que a torcida tem o direito de expressar sua insatisfação. “Para recuperar a confiança tem que ganhar o jogo. A torcida está no direito de vaiar. De mim eles só vão receber elogios, vaiaram merecidamente”, declarou o técnico, ponderando que, apesar das chances criadas, faltou inspiração para a vitória.
O pilar da abordagem ao jogador
Questionado sobre sua forma de lidar com os atletas, Diniz defendeu que sua abordagem é um dos pilares para o desenvolvimento deles. “Um dos pilares é a maneira como eu abordo o jogador. Que eu não tenho receio, não tenho medo de abordar o jogador, que o jogador sabe que aquilo é para o bem dele”, explicou. Ele ressaltou que se expõe em favor dos jogadores e que as críticas externas não o abalam diante do carinho e do reconhecimento que recebe, citando exemplos como Rayan e Brenner.
O treinador admitiu que, se tivesse percebido a presença de câmeras no episódio contra o Mirassol, teria contido sua energia na cobrança. No entanto, reforçou que sua forma de tratar os jogadores envolve muita conversa e “amorosidade”, conhecendo suas vidas particulares para ajudá-los a render mais. “E a minha cobrança é uma cobrança para proteger, para fazer o cara jogar mais”, disse, afirmando que o time melhorou após a cobrança naquele jogo.
Estreias e ajustes necessários
Diniz também comentou as estreias dos atacantes Brenner e Marino Hinestroza, destacando a qualidade de ambos e a expectativa de que se adaptem rapidamente. Ele lamentou a perda de Rayan, que considera um jogador que “iria ajudar” em 2026, mas reiterou a necessidade de ajustes e adaptação. Sobre o mercado, Diniz evitou comentar nomes, mas garantiu que o clube trabalha para reforços pontuais e criteriosos.
O respeito máximo pelo atleta
Finalizando, o técnico reiterou que seu trabalho é focado em ajudar os jogadores, tratando-os com o máximo respeito, comparando a forma como cobra seus próprios filhos. Ele citou o desempenho de diversos atletas que evoluíram sob seu comando, como Paulo Henrique, Rayan, Cuesta, Andrés Gómez e Nuno, como prova de sua dedicação e método. “As pessoas têm liberdade, mas uma má vontade de perceber o todo. Perceber a verdade, de investigar a verdade, isso aí é a matriz central do meu trabalho, ajudar os jogadores, de gostar, de amar aquilo que é o jogador”, concluiu.

