Raphael Veiga está de saída do Palmeiras rumo ao América-MEX, em um empréstimo de um ano. O adeus do agora ex-camisa 23 do Verdão levanta a questão sobre o tamanho de seu legado e sua posição na vasta galeria de ídolos do clube. Em sua passagem, Veiga acumulou números impressionantes: 11 títulos, 109 gols e 54 assistências em 383 jogos.
Diante desse cenário, comentaristas da ESPN foram consultados para avaliar onde Raphael Veiga se encaixa na ‘prateleira’ de ídolos palmeirenses. A maioria concorda que, embora não esteja no mesmo patamar de lendas como Ademir da Guia, Marcos ou Zinho, ele está muito próximo, principalmente por encarnar o ‘DNA palmeirense’ e ser a face de uma geração extremamente vitoriosa.
Bruno Vicari: Top 5 em Importância e Merecedor de Busto
Para Bruno Vicari, Raphael Veiga não se destaca tecnicamente entre os melhores meias que já vestiram a camisa do Palmeiras, citando Rivaldo, Djalminha, Alex, Zinho e Ademir da Guia. Contudo, em termos de importância, Vicari o coloca no top 5 dos maiores ídolos da história do clube. Ele justifica essa posição com números incontestáveis: Veiga é um dos jogadores com mais títulos, o que mais disputou finais, o que mais fez gols em decisões, além de ser o artilheiro do time no século e no Allianz Parque.
Além das estatísticas, Vicari ressalta a ‘relação familiar’ de Veiga com o clube, destacando que ele realizou o sonho de todo palmeirense. Por isso, defende que, após a aposentadoria, Veiga merecerá um busto nas alamedas do Parque Antártica, ao lado de outras lendas como Marcos, Ademir da Guia, Junqueira, Oberdan Cattani e Waldemar Fiume, sublinhando sua relevância para a geração atual e a história do Palmeiras.
Osvaldo Pascoal: O DNA Palmeirense como Marca Especial
Osvaldo Pascoal não tem dúvidas de que Raphael Veiga será lembrado como um dos grandes nomes da história do Palmeiras. Apesar de não o colocar na mesma prateleira de Marcos, Ademir da Guia e Luís Pereira, Pascoal enfatiza que Veiga terá um lugar de destaque. A grande diferenciação, segundo o comentarista, é o ‘DNA e o sangue do palmeirense’ que Veiga possui, o que lhe confere um destaque especial na galeria de ídolos.
Pascoal compara a trajetória de Veiga com a de Ademir da Guia, que se profissionalizou no Palmeiras vindo do Bangu, enquanto Veiga, que passou por Coritiba e Athletico-PR antes de se firmar no Verdão, carrega essa identidade forte. Ele também elogia o gesto do Palmeiras de estender o contrato de Veiga até 2028, permitindo uma futura despedida digna. Pascoal finaliza destacando a liderança do meia, que fará muita falta ao time.
Ubiratan Leal: Ídolo Geracional, mas com Recorte Técnico
Ubiratan Leal concorda que Raphael Veiga é um ídolo do Palmeiras, mas propõe um ‘recorte geracional’ e técnico. Em termos de qualidade pura, Leal posiciona Veiga atrás de muitos craques históricos do clube, que estiveram entre os melhores do mundo em suas posições, como Luís Pereira, Ademir da Guia, Leão, Marcos e Oberdan. Veiga, em sua avaliação, nunca esteve nesse patamar de excelência global.
No entanto, para torcedores palmeirenses com menos de 30 anos, Veiga é uma grande referência. Leal o descreve como um ótimo jogador, vitorioso e decisivo, que brilhou intensamente em clássicos e finais. Ele reitera que não há como não considerá-lo um ídolo, mesmo que não no mesmo patamar de um Marcos ou Ademir da Guia, tanto pelo tempo de casa quanto pela qualidade técnica. A despeito das comparações, Leal conclui que a importância de Raphael Veiga e a referência que ele representa para pelo menos duas gerações de palmeirenses são inegáveis na história do clube.

