A Origem do Entretenimento no Super Bowl
Atualmente, o show do intervalo do Super Bowl é sinônimo de grandes produções, com artistas renomados, efeitos especiais e coreografias elaboradas. No entanto, essa grandiosidade não era a realidade na primeira edição do evento, em 1967. Na partida entre Green Bay Packers e Kansas City Chiefs, realizada no Los Angeles Memorial Coliseum, na Califórnia, o intervalo foi palco de uma apresentação que, embora mais modesta, já buscava entreter o público.
Um Palco de Brass e Movimento
A honra de animar o primeiro intervalo do Super Bowl coube à Banda Marcial da Universidade do Arizona, à Banda Marcial da Grambling State e ao trompetista Al Hirt. A apresentação contou com centenas de músicos que ocuparam grande parte do gramado, realizando formações em movimento. Em um momento chave, Al Hirt assumiu um pequeno palco central, enquanto os instrumentistas ao redor se organizaram para formar um trompete gigante. A criatividade se estendeu com os músicos se dividindo para criar a imagem de dois homens gigantes, simbolizando o pontapé inicial da partida.
Interatividade e Simbolismo
A inovação não parou por aí. Os “homens gigantes” ganharam vida e se aproximaram para simular o kick off. Em seguida, homens dentro de duas bolas de futebol americano gigantes foram lançados, adicionando um elemento lúdico e surpreendente à performance. Nos momentos finais, os músicos se reagruparam para formar o mapa dos Estados Unidos, culminando com a liberação de centenas de balões de gás hélio, criando uma nuvem colorida que marcou o encerramento da apresentação.
A Evolução do Show do Intervalo
Desde essa estreia com bandas marciais e formações criativas, o show do intervalo do Super Bowl passou por uma transformação notável. O que era uma atração mais ligada a bandas locais evoluiu para um dos palcos mais cobiçados da música pop e rock mundial. Com o passar dos anos, a inclusão de tecnologia, efeitos visuais e a participação de artistas de renome transformaram o intervalo em um espetáculo à parte, capaz de atrair milhões de espectadores e quebrar recordes de audiência, como a apresentação de Kendrick Lamar em 2025, que alcançou 133,5 milhões de telespectadores.

