Investimento recorde na Inglaterra e comparação com outras ligas europeias
Com o encerramento da janela de transferências do inverno europeu na última segunda-feira, os clubes tiveram sua última oportunidade de reforçar suas equipes nesta temporada. Entre as cinco principais ligas do continente — Inglaterra, França, Espanha, Itália e Alemanha — a Premier League se destacou pelo volume de gastos.
Reforços na Premier League ultrapassam €453 milhões
Os times ingleses investiram mais de 453 milhões de euros (cerca de R$ 2,8 bilhões), valor que representa um aumento substancial em relação às demais ligas. Na comparação, as equipes de LaLiga, na Espanha, gastaram significativamente menos, reforçando o cenário de maior poder financeiro do futebol inglês nesta janela.
Comparativo com outras ligas europeias
A Série A, da Itália, foi a segunda mais gastadora, desembolsando aproximadamente 243,5 milhões de euros (R$ 1,5 bilhão). Os clubes do Campeonato Inglês também tiveram receitas consideráveis com vendas de jogadores na mesma janela, totalizando 288,9 milhões de euros (R$ 1,8 bilhão), valor superior ao das outras principais ligas.
Domínio histórico dos clubes ingleses em gastos com contratações
Dados indicam que a Inglaterra lidera o ranking de maiores gastos com contratações em nove das últimas dez temporadas. A única exceção foi a temporada 23/24, quando ficou em segundo lugar, atrás da Ligue 1, que investiu cerca de 270 milhões de euros. Apesar disso, nove clubes espanhóis, incluindo gigantes como Barcelona e Real Madrid, não fizeram contratações definitivas neste período, o que explica o menor investimento geral da LaLiga.
Investimentos na Espanha e estratégias dos clubes
Na Espanha, o Atlético de Madrid foi o maior investidor, gastando 54 milhões de euros (R$ 336 milhões) na contratação de jogadores como Ademola Lookman, Rodrigo Mendoza e Obed Vargas. A estratégia de alguns clubes por manter suas equipes intactas durante o mercado reforça a disparidade de investimentos entre as ligas europeias.
Em resumo, os dados revelam que a Premier League mantém seu protagonismo financeiro, superando consideravelmente a LaLiga tanto em gastos quanto em receitas de vendas de jogadores, consolidando-se como o principal mercado de transferências na Europa neste ciclo.

