Decisão judicial impacta finanças da Macaca
A Ponte Preta terá R$ 1.540.000,00 de suas receitas junto à Confederação Brasileira de Futebol (CBF) penhorados. A decisão, proferida pela juíza Bruna Muller Stravinski, do Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região, atende a um pedido do clube para garantir o pagamento de 10 parcelas atrasadas do Plano Especial de Pagamento Trabalhista (PEPT). O prazo para regularização ou proposição de alternativa se encerrou em 30 de janeiro, com o clube acumulando um débito de cerca de R$ 150 mil mensais.
Ponte Preta propõe garantia para evitar bloqueio
A medida, que visa evitar um bloqueio direto de valores, foi sugerida pela própria Ponte Preta. A advogada Talita Garcez, representante do departamento jurídico do clube, explicou que a intenção é que os valores a serem recebidos da CBF, como os referentes à Copa do Brasil em março, sirvam como garantia. Caso o clube não regularize os pagamentos após receber esses recursos, o valor de R$ 1.540.000,00 será efetivamente penhorado. O presidente da Ponte, Luiz Torrano, afirmou que o atraso se deu por questões financeiras e que o clube pretende quitar a dívida ainda em fevereiro, suspendendo a garantia caso o pagamento seja efetuado.
PEPT e o histórico de dívidas do clube
O Plano Especial de Pagamento Trabalhista (PEPT) foi um acordo firmado pela Ponte Preta com a Justiça do Trabalho em agosto de 2023, unificando diversas ações trabalhistas contra o clube. Na época, o clube se comprometeu a realizar depósitos mensais por seis anos, com a parcela inicial de R$ 120 mil. Com o tempo e a inclusão de novas execuções, o valor da parcela mensal subiu para cerca de R$ 150 mil. O processo unificado inclui dívidas com ex-jogadores e ex-funcionários de gestões anteriores, como Renato Cajá, Fábio Ferreira, Aranha e Doriva.
Impacto no desempenho em campo
A situação financeira delicada da Ponte Preta tem se refletido diretamente em seu desempenho no Campeonato Paulista. Com atrasos salariais, novas ações trabalhistas e um transfer ban que impediu a regularização de contratações, o clube precisou recorrer às categorias de base para compor o elenco. Atualmente, a Macaca amarga a lanterna do estadual, com apenas um ponto em 18 disputados, e corre sério risco de rebaixamento para a Série A2, dependendo de uma combinação improvável de resultados nas rodadas finais e de seu próprio desempenho nos próximos jogos.

