Crise no Ataque: Lesões Assombram o Mirassol
Apesar do sucesso em 2025 e um início promissor na temporada atual, o Mirassol enfrenta um problema persistente: a escassez de um centroavante confiável. A saída de Dellatorre, artilheiro e recordista de gols pelo clube em 2024, deixou uma lacuna que o clube tem lutado para preencher. Agora, o obstáculo se chama lesões, afastando peças fundamentais do ataque.
Três Opções Fora de Combate
Atualmente, o técnico Rafael Guanaes tem apenas um centroavante à disposição: Nathan Fogaça, recém-contratado e que já marcou seu primeiro gol pelo clube. As outras três opções estão no departamento médico ou em transição física. André Luís, contratado para esta temporada, sofreu uma lesão muscular após estrear com um gol em três partidas. Renato Marques, com um problema no tornozelo, tem seu retorno indefinido. Edson Carioca, que já atuou na função, está em fase final de recuperação de uma cirurgia no tendão da coxa direita.
Histórico de Dificuldades no Comando de Ataque
Desde a saída de Dellatorre, o Mirassol tem tido dificuldades em encontrar um dono para a camisa 9. Iury Castilho, autor do gol do acesso à elite nacional, marcou cinco gols em 22 jogos antes de se transferir para o Coritiba. Léo Gamalho também teve sua passagem pelo clube, com dois gols em oito partidas, antes de acertar com o Botafogo-SP. A contratação de Chico da Costa gerou expectativas, com um início promissor de seis gols em dez jogos, mas problemas físicos o fizeram perder espaço e terminar a temporada como reserva.
Estatísticas Preocupantes e Buscas Constantes
Neste ano, o Mirassol disputou oito jogos e marcou 13 gols, com a peculiaridade de ter 10 artilheiros diferentes. Apenas jogadores que não atuam como centroavantes marcaram mais de uma vez: o meia Eduardo e o lateral-direito Igor Formiga, ambos com dois gols. A busca por uma referência ofensiva continua, enquanto o time se prepara para o próximo compromisso contra o Capivariano, fora de casa, pela penúltima rodada da primeira fase do Paulistão.

