Jogador relembra transferência para o Al-Nasr e a importância do momento na crise financeira do clube
Após sete temporadas jogando pelo Al-Nasr, dos Emirados Árabes Unidos, Glauber, ex-zagueiro revelado na base do Botafogo, fala abertamente sobre sua trajetória no futebol, os desafios de viver no Oriente Médio e seu desejo de retornar ao clube carioca.
Memórias da transferência e a ajuda ao Botafogo
Em entrevista ao ge, Glauber contou com bom humor o momento em que foi vendido pelo Botafogo em 2019. Na ocasião, o clube passava por uma forte crise financeira, com salários atrasados, e a venda de 70% dos direitos econômicos do jogador, por cerca de R$ 2,5 milhões, foi fundamental para quitar dívidas.
“Eu estava treinando quando o diretor chamou para uma conversa, dizendo que estava negociando minha venda para poupar o clube. Fiquei surpreso, pois ninguém tinha me informado antes. Depois, recebi diversas mensagens de pessoas agradecendo, dizendo que minha venda ajudou a pagar salários atrasados. Então, brincando, eu disse: ‘pelo menos minha venda serviu para alguma coisa’”, divertiu-se Glauber.
Trajetória e adaptação no Oriente Médio
Revelado na base do Botafogo, Glauber se destacou desde cedo na equipe juvenil, chegando até a ser relacionado ao profissional em 2019. Sua trajetória nas categorias de base e a experiência de crescimento pessoal são marcantes. Após a transferência para o Al-Nasr, o jovem de 25 anos enfrentou desafios culturais e linguísticos, que foram superados com o tempo.
“No começo, a adaptação foi difícil. Não entendia muito bem a língua e a comida era muito apimentada. Pensei até que Dubai fosse mais perto da minha imaginação, mas aos poucos consegui me acostumar”, contou Glauber.
Hoje, ele vive a expectativa de uma convocação para a seleção árabe, já que possui a cidadania local, e revela seu orgulho por essa conquista, além de desejar algum dia vestir a camisa do Botafogo novamente.
Humor e sonhos futuros
Entre histórias divertidas, Glauber fala sobre as brincadeiras em relação às premiações de luxo na região. “Na minha época, tinha presente, carro, relógio… Mas hoje, isso mudou. Os clubes ainda investem, mas nada tão extravagante como antes.” Com sondagens de outros clubes brasileiros e do próprio Oriente Médio, o zagueiro mantém vivo seu sonho de retornar ao Botafogo e disputar uma Libertadores.

