O presidente do Flamengo, Luiz Eduardo Baptista (Bap), concedeu entrevista ao jornal espanhol As e trouxe à tona bastidores da negociação que repatriou o meia Lucas Paquetá, revelando que o acordo com o West Ham, da Inglaterra, esteve por um fio. Segundo Bap, a transação quase “melou” devido a um impasse inicial.
Os Hammers, clube inglês que detinha os direitos de Paquetá, tinham a intenção de manter o jogador até o final da temporada europeia. Contudo, o Flamengo urgia pela chegada do atleta para o início do calendário brasileiro, que se desenrola de forma diferente. Bap argumentou que a chegada tardia de Paquetá, após a Copa do Mundo e um período de férias, o faria perder a maior parte da temporada brasileira, impactando seu desempenho e aproveitamento.
A reviravolta com a proposta rubro-negra
Para destravar o negócio e garantir a vinda imediata de Paquetá, o Flamengo precisou rever e aumentar os valores oferecidos. “Foi por isso que pagamos mais! Porque o West Ham disse que, nessas condições, não iria aceitar nossa proposta, então fizemos esse ajuste (no valor). Um pouco aqui, um pouco ali…”, rememorou Bap, destacando que a negociação não foi simples, mas marcada por respeito mútuo entre os clubes.
O dirigente fez questão de frisar que a contratação não foi barata, mas ressaltou a importância de considerar os múltiplos detalhes envolvidos em uma transação desse porte.
West Ham garante fatia em futura venda de Paquetá
Um dos pontos cruciais da negociação foi a inclusão de uma cláusula que assegura ao West Ham o direito a uma porcentagem em uma eventual futura revenda de Lucas Paquetá pelo Flamengo. Bap considerou o pedido dos ingleses “absolutamente legítimo”.
“Se eu estivesse no lugar do dono do West Ham, pensaria que, se o Paquetá jogar só um ano no Brasil e a gente o vender por 70 milhões de euros, o West Ham sairia prejudicado. Entendi que era um pedido justo deles”, explicou o presidente flamenguista. Ele afirmou ter compreendido a preocupação do clube inglês, mesmo não sendo a intenção do Flamengo vender o jogador rapidamente.
Bap enfatizou que, caso uma oferta vultosa de 100 milhões de euros chegasse ao Flamengo, a possível venda seria considerada, desde que Paquetá também estivesse de acordo. Contudo, o fator determinante para o sucesso da operação foi, sem dúvidas, o desejo do próprio jogador de retornar ao Brasil. “Não tenho a menor dúvida de que, se não fosse o desejo do jogador em voltar ao Brasil, mesmo que o Flamengo tivesse os 42 milhões de euros, ou até mais dinheiro, a negociação pelo Paquetá não teria sido possível. Foi um final feliz porque o West Ham topou vender”, concluiu.
Próximos jogos do Flamengo:
- Vitória (F) – 10/02, 21h30 (de Brasília) – Brasileirão
- Botafogo (F) – 15/02, 17h30 (de Brasília) – Campeonato Carioca
- Lanús (F) – 19/02, 21h30 (de Brasília) – CONMEBOL Recopa

