Atlético-MG inicia meticulosa caçada por comandante internacional, priorizando cautela
Com a recente saída de Jorge Sampaoli, o Clube Atlético Mineiro já colocou em andamento a sua estratégia para a contratação de um novo técnico. No entanto, longe de uma decisão iminente, a diretoria alvinegra tem optado por um processo criterioso, avaliando cuidadosamente os nomes que despontam no cenário internacional.
Apesar da necessidade de agilidade para preencher a lacuna deixada pelo argentino, a cúpula atleticana demonstra uma clara intenção de não repetir equívocos passados, marcados pela pressa na tomada de decisões importantes. Essa postura mais ponderada sugere que a definição do novo comandante poderá levar mais tempo do que o inicialmente esperado, possivelmente ultrapassando a marca de uma semana.
Mercado internacional em foco: poucos contatos, muitas análises
Fontes internas revelam que o número de contatos realizados até o momento é reduzido. A prioridade, neste instante, é mapear o mercado de treinadores estrangeiros. A lista de possíveis alvos é composta exclusivamente por profissionais que atuam fora do Brasil, indicando uma clara aposta em novas metodologias e experiências para o comando técnico da equipe.
A diretoria entende a importância de ter um treinador definido o mais rápido possível, especialmente para iniciar um trabalho com uma semana cheia de treinos. Contudo, a filosofia atual é clara: a qualidade da escolha suplanta a urgência. A experiência recente do clube em acelerar processos e, consequentemente, colher resultados aquém do esperado, serve como um forte alerta.
O objetivo é garantir que o próximo passo seja o mais acertado possível, visando um ciclo de maior estabilidade e sucesso a longo prazo. A cautela, neste cenário, é vista não como lentidão, mas como um investimento na solidez do projeto esportivo.
Dupla decisória: Bracks e Menin no comando da busca
A responsabilidade pela condução das conversas e pela definição final do novo técnico recai sobre os ombros de duas figuras chave no organograma atleticano: Paulo Bracks, o executivo de futebol, e Rafael Menin, um dos proprietários do clube. Ambos estão imersos no dia a dia das negociações e na análise dos perfis dos candidatos.
Enquanto a nova comissão técnica não é definida, o interino Lucas Gonçalves assume as rédeas da equipe, liderando os treinamentos e as atividades na Cidade do Galo. Sua presença é fundamental para manter a rotina da equipe em funcionamento.
Um histórico de trocas: a busca por estabilidade
Desde 2020, período em que os chamados “4 R’s” assumiram a gestão do Atlético-MG, o clube tem se caracterizado por uma notável rotatividade no comando técnico. A contratação do próximo treinador marcará a nona mudança nesse lapso temporal, evidenciando um padrão de instabilidade que a diretoria busca romper.
O último profissional a ostentar uma passagem mais duradoura pelo comando alvinegro foi Cuca, que permaneceu no clube entre o segundo semestre de 2011 e o final de 2013. Sua longevidade no cargo contrasta com as frequentes trocas que se seguiram.
A lista de treinadores que passaram pelo Atlético-MG recentemente inclui nomes como Jorge Sampaoli (que pediu demissão), Cuca (duas vezes, com pedidos de demissão), Turco Mohamed, Eduardo Coudet, Felipão, Gabriel Milito e novamente Sampaoli. Essa sucessão de comandos evidencia a busca incessante por uma fórmula que traga resultados consistentes.
Próximos desafios e a preparação em andamento
A vitória expressiva sobre o Itabirito, que garantiu a vaga do Galo na semifinal do Campeonato Mineiro, trouxe um alívio momentâneo e uma merecida pausa para o elenco. Após o triunfo, os jogadores receberam três dias de folga, com o retorno agendado para a tarde de quarta-feira. A partir daí, a equipe iniciará a preparação para o confronto contra o América-MG, que acontecerá no próximo domingo, na Arena MRV, marcando o duelo de ida da semifinal do estadual.
A expectativa é que a definição do novo treinador ocorra em meio a essa preparação, embora não haja garantia de que o nome esteja à disposição para comandar a equipe desde o início da semana cheia de atividades. A prioridade permanece em acertar a escolha, mesmo que isso signifique um cronograma menos apertado.

