Atlético-MG: A saga da busca por um comandante vira um padrão na gestão 4R’s
O Atlético Mineiro se encontra, mais uma vez, em um cenário familiar para sua torcida e para o mercado do futebol brasileiro: a espera pela definição de um novo técnico. Nesta quinta-feira, completa-se uma semana desde o anúncio da saída de Jorge Sampaoli, e o clube ainda não apresentou um substituto. Essa indefinição, que já se tornou uma marca registrada da atual gestão, conhecida como ‘4R’s’, tem sido uma constante desde 2020. Em um período de pouco mais de três anos, o Galo já precisou recorrer ao mercado em oito ocasiões para preencher o cargo de comandante, e a média de tempo para encontrar um novo nome supera o período de espera atual.
Um histórico de trocas e a média de espera
Desde a chegada da gestão liderada por 4R’s (Rafael Menin, Renato Salvador, Ricardo Guimarães e Rodrigo Santana), o Atlético-MG testemunhou uma rotatividade impressionante no comando técnico. Ao longo de oito diferentes momentos, o clube teve que buscar um novo treinador. O que chama atenção é que, em média, o processo de substituição tem levado mais tempo do que a atual espera por um sucessor para Sampaoli.
Analisando o histórico, o tempo médio entre a demissão de um técnico e a apresentação oficial de seu substituto no Atlético-MG é de 8,75 dias. Esse cálculo leva em consideração o período que vai desde o comunicado oficial do desligamento do profissional anterior até o anúncio do novo comandante.
A agilidade surpreendente e a demora que se arrasta
O futebol, muitas vezes, nos reserva surpresas, e o Atlético-MG já demonstrou que é capaz de agilidade em suas decisões. Em 2022, o clube protagonizou sua troca mais rápida. Após demitir El Turco Mohamed no dia 22 de julho, o Alvinegro surpreendeu ao anunciar Cuca como seu novo treinador já no dia seguinte, em um intervalo de apenas 24 horas.
Por outro lado, a gestão também já experimentou longas e, por vezes, frustrantes buscas. O período mais extenso de espera ocorreu na transição entre Gabriel Milito e Cuca. A novela durou exatos 25 dias. Essa demora foi amplamente atribuída a uma negociação que não se concretizou com Luis Castro, que era a prioridade inicial do clube.
Para ilustrar a variação nesse processo, podemos observar alguns intervalos notórios:
- A saída de Sampaoli para a chegada de Cuca levou 11 dias.
- Cuca, em sua primeira passagem, cedeu lugar a El Turco após 16 dias de espera.
- A segunda passagem de Cuca com a saída de El Turco foi instantânea, com zero dias de intervalo.
- De Cuca para Coudet, foram 5 dias.
- Coudet deu lugar a Felipão em 5 dias.
- Felipão para Milito, um intervalo de 4 dias.
- A já citada transição de Milito para Cuca, que esticou para 25 dias.
- E de Cuca para Sampaoli, novamente uma agilidade de 4 dias.
Prioridade estrangeira e o interino no comando
A atual busca pelo sucessor de Jorge Sampaoli parece caminhar para aumentar a média histórica de espera. Fontes indicam que a diretoria do Atlético-MG tem como prioridade a contratação de um técnico estrangeiro. No entanto, até o momento, não há negociações avançadas com nenhum nome específico. Essa estratégia, embora possa trazer novas perspectivas táticas e metodológicas, também adiciona uma camada de complexidade e potencial demora ao processo, dada a necessidade de adaptação cultural e linguística.
Enquanto a cúpula alvinegra se dedica à caça por um novo comandante, as atividades no dia a dia do clube estão sob o comando do técnico interino Lucas Gonçalves. Ele tem sido o responsável por comandar os treinos e preparar a equipe para os próximos desafios, incluindo a semifinal do Campeonato Mineiro, que se aproxima.
O impacto na performance e a expectativa da torcida
A constante troca de treinadores, além de impactar a estabilidade tática e o planejamento a longo prazo, pode gerar insegurança e ansiedade tanto entre os jogadores quanto na apaixonada torcida atleticana. A falta de um projeto contínuo e a necessidade de adaptação a diferentes filosofias de trabalho a cada poucos meses podem comprometer o rendimento em campo e a construção de uma identidade de jogo sólida.
A torcida, que sempre demonstra um grande apoio e paixão pelo clube, acompanha de perto cada passo dessa busca. A esperança é que a próxima contratação seja assertiva e traga os resultados esperados, consolidando o Atlético-MG como uma força ainda maior no cenário nacional e internacional. A definição rápida e acertada de um novo comandante é crucial para que o Galo possa retomar seu caminho de vitórias e conquistas.
O futuro em aberto
Com a janela de transferências e a temporada em andamento, a urgência em definir o novo técnico se torna ainda maior. A capacidade da diretoria em conduzir essa negociação de forma eficiente será um dos principais termômetros para avaliar o sucesso da gestão nos próximos meses. A expectativa é que, desta vez, a espera não se prolongue excessivamente e que o Atlético-MG possa, em breve, anunciar um nome que agregue valor e confiança ao projeto.

