O Clube de Regatas do Vasco da Gama está mergulhado em uma profunda crise de gols no início da temporada de 2026. A debandada dos três principais responsáveis pela artilharia na temporada anterior deixou um vácuo ofensivo assustador. Juntos, os atacantes que lideraram o placar em 2026 contribuíram com mais da metade dos tentos vascaínos, e sua ausência agora cobra um preço altíssimo.
O Vazio Deixado Pelos Goleadores
A despedida de Philippe Coutinho, oficializada na última quarta-feira, selou o fim de um trio que era a espinha dorsal do ataque vascaíno. Ao lado de Rayan, que rumou para o Bournemouth, e Vegetti, agora no Cerro Porteño, Coutinho formava a linha de frente que mais assustava os adversários. Essa trinca, em 2026, foi responsável por um volume impressionante de gols.
Ao todo, foram 58 gols marcados pelos três jogadores que agora defenderão outras cores. Esse número representa uma parcela significativa do desempenho ofensivo da equipe carioca naquele ano. A saída desses atletas, somada, significa que o técnico Fernando Diniz perdeu aproximadamente 61,7% do poder de fogo que tinha à disposição.
Estatísticas que Apavoram
Os números são cruéis e não deixam margem para dúvidas. Em 2026, o desempenho individual desses atacantes foi:
- Vegetti: 27 gols em 65 partidas
- Rayan: 20 gols em 57 partidas
- Coutinho: 11 gols em 56 partidas
A ausência desses artilheiros tem um reflexo direto e imediato no desempenho coletivo. Em 2026, o Vasco ostenta o pior ataque entre os 20 clubes da Série A até o momento. Com apenas 12 gols marcados em dez jogos disputados, a equipe demonstra uma gritante falta de poder de fogo.
Reformulação Ofensiva e Críticas Severas
A seca de gols e a ineficiência ofensiva se tornaram o principal ponto de interrogação e alvo de críticas para a diretoria e a comissão técnica neste início de temporada. A situação é tão alarmante que, nas últimas cinco partidas, o time disparou 117 chutes a gol e marcou apenas quatro vezes. Essa média coloca o Vasco como a equipe que mais necessita de finalizações para conseguir balançar as redes no campeonato nacional.
Diante desse cenário preocupante, a diretoria vascaína colocou a reformulação do setor ofensivo como prioridade máxima durante a recente janela de transferências. A aposta recaiu sobre os reforços Brenner e Claudio Spinelli para a posição de centroavante, e Marino Hinestroza para atuar pelas pontas do ataque.
Os Novos Rostos do Ataque
Brenner, contratado por um investimento de 5 milhões de euros (aproximadamente R$ 31 milhões), assumiu a titularidade no ataque sob o comando de Diniz. Apesar de ter marcado um gol nas suas primeiras cinco aparições pelo clube, o atacante de 26 anos tem sido criticado pelas chances claras desperdiçadas, especialmente em partidas cruciais como os tropeços contra Bahia e Chapecoense, pelo Brasileirão, em São Januário.
Marino Hinestroza, por sua vez, chegou ao Rio de Janeiro com um custo de US$ 5 milhões (cerca de R$ 30 milhões), após duas temporadas de destaque no Atlético Nacional, da Colômbia. No entanto, o atacante ainda não conseguiu se firmar na equipe titular de Diniz, apresentando atuações discretas. Com quatro jogos disputados, todas entrando no decorrer da partida, Hinestroza ainda busca seu primeiro gol com a camisa cruzmaltina.
Claudio Spinelli, que também já demonstrou ter faro de gol ao marcar o tento que evitou a eliminação do Vasco no Campeonato Carioca – um gol de empate contra o Volta Redonda que levou a decisão para os pênaltis –, é o argentino que desembarcou por último em São Januário. Ele disputou duas partidas até agora, sem ter iniciado como titular.
O Desafio dos Reforços
Sem o trio que ditou o ritmo do ataque em 2026, a responsabilidade de resgatar o Vasco para o caminho dos gols recai agora sobre os ombros dos novos contratados. A comissão técnica, por sua vez, acredita que o desempenho atual está intrinsecamente ligado ao processo natural de adaptação dos jogadores ao novo clube e ao futebol brasileiro. A expectativa é que, com o tempo, esses reforços consigam atingir o nível esperado e suprir a carência ofensiva que assola a equipe em 2026.

