Colombiano herda a icônica camisa 10 e se destaca como principal trunfo vascaíno em um começo de temporada desafiador para as novas contratações.
O meia Johan Rojas está prestes a vestir a histórica camisa 10 do Club de Regatas Vasco da Gama, um número carregado de mística e responsabilidade. A estreia do colombiano com a nova numeração acontecerá no próximo confronto contra o Palmeiras, válido pelo Campeonato Brasileiro, nesta quinta-feira. Rojas, um dos seis reforços incorporados ao elenco na última janela de transferências, emerge como um ponto de luz em um cenário onde a maioria dos novos contratados ainda busca seu espaço e ritmo no futebol brasileiro.
Desde sua chegada, Rojas demonstrou uma notável capacidade de adaptação ao ambiente e ao estilo de jogo do país. As avaliações internas no Centro de Treinamento Moacyr Barbosa são extremamente positivas. A diretoria vascaína enxerga no jogador uma personalidade forte e uma rápida assimilação às exigências do futebol nacional, reflexo que já se manifesta em suas estatísticas. Com 11 partidas disputadas, sendo seis como titular, o camisa 10 é, até o momento, o reforço que mais participou de jogos na temporada de 2026.
Um raio de esperança em um mar de adaptação
Enquanto Rojas celebra sua ascensão com a camisa 10, os demais reforços contratados pela diretoria do Vasco para a temporada de 2026 enfrentam um período de transição mais acentuado. A adaptação ao futebol brasileiro, com suas particularidades táticas e físicas, tem se mostrado um desafio para a maioria.
Brenner: o artilheiro que ainda busca o faro de gol
Um dos casos mais comentados é o do atacante Brenner. Chegou ao clube com a expectativa de ser o homem de referência no ataque, mas seu início tem sido marcado por frustrações e críticas. Em oito partidas realizadas até agora, o jogador marcou apenas um gol e desperdiçou oportunidades cruciais. A cobrança se intensificou após a perda de um pênalti decisivo na semifinal do Campeonato Carioca contra o Fluminense.
Spinelli e Hinestroza: potencial e expectativas em busca de consolidação
No setor ofensivo, o argentino Spinelli também não conseguiu empolgar a torcida até o momento. Embora tenha tido a oportunidade de iniciar como titular em alguns jogos, incluindo os confrontos contra Fluminense e Santos, suas atuações foram consideradas apagadas. Internamente, o jogador é elogiado por sua dedicação e intensidade nos treinos e jogos, mas o desempenho em campo ainda não correspondeu plenamente. Ele soma um gol em cinco aparições.
Marino Hinestroza chegou ao Rio de Janeiro com um alto grau de expectativa, tanto por parte da diretoria quanto da torcida vascaína. Contudo, seu rendimento nas primeiras partidas tem sido avaliado como abaixo do esperado. Apesar disso, a direção mantém a confiança em sua capacidade de se firmar ao longo do ano, apostando em sua adaptação ao futebol brasileiro e na melhora de seu ritmo de jogo. Hinestroza participou de sete partidas, todas saindo do banco de reservas, com uma média de apenas 22 minutos em campo e ainda sem participação em gols.
Cuiabano e Saldivia: desafios de condicionamento e adaptação tática
Outro reforço que gerou expectativas foi o lateral Cuiabano. Sua contratação no início de fevereiro foi marcada por um desafio adicional: a condição física. O jogador vinha atuando pelo time sub-21 do Nottingham Forest, da Inglaterra, onde o nível de intensidade profissional não era o mesmo. Por esse motivo, ele ainda não teve a oportunidade de iniciar como titular no Vasco, tendo entrado em campo em duas ocasiões vindo do banco de reservas.
Alan Saldivia, por sua vez, foi uma solicitação expressa de Fernando Diniz, que se mostrava um grande entusiasta de seu futebol. A expectativa era de que ele pudesse agregar qualidade à defesa, mas sua adaptação ao futebol brasileiro e aos esquemas táticos da equipe também se configura como um processo em andamento.
O papel de Rojas e o futuro do Vasco em 2026
A ascensão de Johan Rojas ao posto de camisa 10 é um indicativo de que o Vasco possui em seu elenco um jogador capaz de liderar e desequilibrar. Sua rápida adaptação e bom desempenho servem de inspiração e exemplo para os demais companheiros que ainda buscam o melhor rendimento.
O início de temporada de 2026 para o Vasco tem sido marcado por essa dualidade: a consolidação de um talento estrangeiro e a necessidade de paciência e trabalho para que os demais reforços atinjam seu potencial máximo. A torcida vascaína aguarda ansiosamente para ver a equipe engrenar e brigar por seus objetivos, confiando na capacidade da diretoria e da comissão técnica em gerenciar esse período de transição e lapidação do elenco.

