Quando falamos sobre Flamengo e Remo não se enfrentam no Brasileirão há 48 anos; veja como foram os confrontos, é essencial entender os principais aspectos que envolvem este tema. A espera foi longa, mas finalmente o reencontro está marcado. O Flamengo e o Remo não se enfrentam no Brasileirão há 48 anos; veja como foram os confrontos que antecederam essa pausa histórica. O embate desta noite (hoje, em 2026) no Maracanã, embora possa soar como mais um capítulo da Copa do Brasil, reacende a memória de duelos que definiram capítulos importantes do futebol nacional nas décadas de 70 e 80.
Flamengo e Remo não se enfrentam no Brasileirão há 48 anos; veja como foram os confrontos: Um Olhar Nostálgico
A ausência de um confronto direto entre Flamengo e Remo no Campeonato Brasileiro por quase cinco décadas é um fato notável. Enquanto a Copa do Brasil proporcionou alguns encontros mais recentes, a elite do futebol nacional não testemunha essa rivalidade há mais de quatro décadas. Este será apenas o sexto capítulo dessa história em solo brasileiro, um número modesto diante da tradição de ambos os clubes.
A última vez que as duas equipes mediram forças pela principal competição de clubes do país foi em 1978. Naquele período, o futebol brasileiro ainda experimentava a transição para o formato de pontos corridos que conhecemos hoje. O Remo, que por muitos anos esteve ausente da Série A, retorna agora para a disputa, celebrando sua estreia na era moderna do campeonato após 32 anos longe da elite.
O Legado dos Primeiros Duels no Brasileirão: Flamengo e Remo não se enfrentam no Brasileirão há 48 anos; veja como foram os confrontos
A história entre Flamengo e Remo no Brasileirão é marcada por um equilíbrio surpreendente, com três vitórias para cada lado em seus cinco encontros anteriores, todos ocorridos entre 1972 e 1978. Esses duelos, mais do que estatísticas, contam histórias de momentos marcantes e personagens que ajudaram a moldar o futebol da época.
1972: A Estreia do Leão no Brasileirão e a Primeira Vitória Paraense
O primeiro confronto, em 17 de setembro de 1972, no Estádio Evandro Almeida, foi emblemático. Marcou não apenas a estreia do Remo no Campeonato Brasileiro, tornando-se o primeiro clube paraense a disputar o torneio, mas também a primeira vez que o Flamengo pisava em solo paraense em competições oficiais. Sob o comando de Zagallo, o Rubro-Negro carioca entrou em campo com uma escalação que incluía nomes como Renato, Moreira, Chiquinho Pastor, Tinho, Mineiro, Liminha, Zé Mário (substituído por Zanata), Doval (substituído por Humberto Redes), Vicentinho, Caio Cambalhota e Paulo César Caju.
A partida, válida pela terceira rodada da primeira fase, terminou com uma vitória magra do Remo por 1 a 0. O gol foi anotado por Roberto “Diabo Loiro”, um ídolo remista da década de 70. O jogo foi caracterizado por uma forte retranca do time paraense e uma atuação pouco inspirada do Flamengo, que sentiu a pressão da estreia em terras amazônicas.
1973: Zico em Campo e a Segunda Derrota Rubro-Negra
No ano seguinte, em 21 de outubro de 1973, o destino levou Flamengo e Remo novamente ao Estádio Evandro Almeida. Foi um momento de pressão para o Flamengo, então em sua quarta derrota consecutiva no campeonato, sob o comando de Zagallo em sua primeira passagem. A equipe carioca, com Ubirajara Motta no gol, Moreira, Rondinelli, Fred e Rodrigues Neto na defesa, Liminha, Afonsinho e Zico no meio, e Doval (substituído por Geraldo), Dada Maravilha e Arílson (substituído por Tinho) no ataque, sofreu um revés por 2 a 1.
O placar foi aberto com um gol de Rodrigues, para o Remo, ainda no primeiro tempo, em uma jogada que contou com uma falha defensiva de Rondinelli. Zico conseguiu o empate para o Flamengo, mas nos acréscimos, Caíto garantiu a vitória para os donos da casa, em um lance que gerou polêmicas sobre impedimento. A partida também foi marcada pela expulsão de Fred, do Flamengo, logo no início da segunda etapa.
1974: A Resposta do Mengão e o Brilho de Zico
A redenção do Flamengo veio em 1974, no dia 1º de junho, com um triunfo convincente por 3 a 0 sobre o Remo no Maracanã. O destaque da partida foi Zico, o camisa 10 que se tornaria um ícone do clube. Ele foi o maestro do meio-campo, participando ativamente da criação de jogadas e dando duas assistências que selaram a vitória carioca.
O time era comandado por Joubert, ex-zagueiro que teve longa carreira no clube e que, após ser auxiliar de Zagallo, conquistou o Carioca de 1974, consolidando Zico como titular absoluto. Os gols foram marcados por Paulinho, no primeiro tempo, e Doval, na etapa final. A formação do Flamengo contava com Cantareli, Aloísio, Jayme, Luís Carlos e Rodrigues Neto (substituído por Rondinelli); Liminha, Geraldo e Zico (substituído por Léo); Paulinho, Doval e Arílson.
1975: Novo Triunfo Paraense no Rio
Ainda em 1975, em 25 de outubro, o Remo aprontou novamente no Maracanã, conquistando uma vitória por 2 a 1 sobre o Flamengo. Este resultado demonstrava a capacidade do time paraense de surpreender e impor seu ritmo mesmo atuando no Rio de Janeiro. Para aprofundar sobre a história de confrontos entre grandes clubes e suas reviravoltas, confira também o artigo sobre os reencontros gloriosos na carreira técnica de Renato Gaúcho.
1978: O Último Duelo Antes da Longa Pausa
O último encontro oficial entre Flamengo e Remo pelo Campeonato Brasileiro ocorreu em 1978. Este jogo, que fechou a sequência de confrontos pelo torneio, selou a paridade nas vitórias, com três para cada lado. A memória desses duelos históricos reacende a expectativa para o reencontro, que promete trazer à tona a rivalidade e a paixão que movem o futebol brasileiro. O contexto atual do futebol reserva surpresas, como a ascensão de jovens talentos. Saiba mais sobre como a nova geração está se destacando em ‘É uma raridade’, como joia do Palmeiras se reinventou para ter chance no futebol profissional.
A Era dos Pontos Corridos e o Retorno do Remo
O longo período sem que Flamengo e Remo se enfrentassem na Série A coincide com a implementação e consolidação do formato de pontos corridos no futebol brasileiro. O Remo, após mais de três décadas longe da elite, retorna agora para viver essa nova realidade, buscando consolidar sua permanência e reencontrar seu espaço entre os grandes do país. A trajetória do Remo na elite do futebol é um capítulo à parte, e sua volta é celebrada pelos torcedores paraenses.
O Que Esperar do Reencontro em 2026?
Com o Flamengo sempre entre os favoritos e o Remo buscando se firmar na Série A, o confronto em 2026 tem potencial para ser mais do que um simples jogo. Pode ser um teste para as ambições do time paraense e uma oportunidade para o Rubro-Negro manter sua hegemonia. Para entender mais sobre as estratégias e expectativas em relação a novos treinadores, leia também sobre Artur Jorge no Cruzeiro: Quais os Detalhes do Contrato e da Multa para Trazê-lo?.
A expectativa é de um jogo disputado, com ambas as equipes buscando impor seu ritmo. A história recente do Remo na Copa do Brasil mostra um time aguerrido, capaz de complicar a vida de equipes de maior investimento. Por outro lado, o Flamengo, com seu elenco estrelado e a força do Maracanã, buscará reafirmar sua superioridade.
Este reencontro, após 48 anos de ausência no Brasileirão, é um convite à nostalgia e à celebração do futebol em sua essência. É a oportunidade de reviver uma rivalidade que, embora adormecida na principal liga nacional, carrega consigo a paixão e as memórias de um tempo que moldou o esporte no Brasil. A presença de talentos nas seleções nacionais também reflete o bom trabalho nas bases. Entenda melhor como o Fluminense lidera o ranking de crias da base em convocação para amistosos.
O futebol é feito de ciclos e reencontros. A volta do Remo à Série A e o embate com o Flamengo são provas disso. Que este novo capítulo seja marcado por grandes emoções e, acima de tudo, pelo respeito e pela paixão pelo jogo. A convocação de jogadores para seleções também é um indicativo da força de certos clubes. Descubra o porquê em Ferraresi é Convocado e Desfalca o Botafogo em Amistosos.

