A política interna do Sport Club Corinthians Paulista entrou em ebulição com a decisão que Conselheiros do Corinthians aprovam afastamento de Romeu Tuma Júnior. A medida, de caráter provisório, retira o presidente do Conselho Deliberativo de suas funções e foi o culminar de uma reunião tumultuada realizada na noite desta segunda-feira, 23 de março de 2026.
A convocação partiu do presidente da diretoria, Osmar Stabile, que alegou interferências diretas de Tuma Júnior em sua administração. Com o voto favorável da maioria dos conselheiros presentes, a presidência do órgão fiscalizador das contas do clube agora recai sobre Leonardo Pantaleão, vice-presidente do Conselho Deliberativo, que assume interinamente a responsabilidade.
Tensão e Irregularidades Marcam Reunião Decisiva
O encontro que selou o destino de Romeu Tuma Júnior no comando do Conselho Deliberativo foi palco de intensos debates e divergências. Tuma Júnior optou por não comparecer à votação que definiria seu afastamento, enquanto Leonardo Pantaleão, o vice, se ausentou devido a discordâncias sobre a forma como a reunião foi convocada.
Diante das ausências, a condução da sessão ficou a cargo de Maria Angela Ocampos, a 1ª Secretária. Contudo, sua participação foi breve. Minutos após o início, ela declarou o encerramento da reunião, citando irregularidades estatutárias e divergências com outros membros, como Rubens Gomes (Rubão), ex-diretor de futebol.
“Saí porque encerrei a reunião. A reunião está totalmente irregular, não está de acordo com o estatuto. Eu encerrei a reunião, eles (conselheiros) não concordaram. Estou indo embora”, declarou Maria Angela à imprensa, evidenciando o clima de instabilidade.
A condução da assembleia foi então passada para Denis Nieto Piovesan, o 2º Secretário. A partir daí, os 137 conselheiros presentes foram chamados a depositar seus votos. Após aproximadamente três horas de deliberação, o resultado foi divulgado: 115 votos a favor do afastamento, 15 contrários e sete abstenções. A decisão, portanto, foi clara quanto à necessidade de afastar o presidente do Conselho.
Argumentos de Tuma Júnior e Possíveis Contestações
Fontes próximas a Romeu Tuma Júnior indicam que há questionamentos sobre a validade do processo. Um dos argumentos centrais é que a reunião não deveria ter sido convocada pelo presidente da diretoria, Osmar Stabile, sem a prévia autorização do presidente do próprio Conselho Deliberativo.
A saída de Maria Angela Ocampos e o subsequente prosseguimento da reunião também podem ser pontos de contestação judicial. A interpretação é de que, uma vez encerrada, a assembleia não poderia ser reaberta para deliberar sobre o mesmo tema.
O Contexto da Crise Política no Corinthians
A decisão de Conselheiros do Corinthians aprovam afastamento de Romeu Tuma Júnior se insere em um cenário de intensas disputas políticas no clube. A reforma do estatuto, que propõe conceder o direito ao voto aos sócios do programa Fiel Torcedor nas eleições presidenciais, tem sido um dos principais focos de tensão.
Em uma reunião anterior, no dia 9 de março, Osmar Stabile acusou Romeu Tuma Júnior de interferência e até mesmo de ameaças. Stabile relatou ter ouvido de Tuma Júnior a frase “ou você faz o que eu quero ou eu vou te foder”, além de apresentar documentos que indicariam tentativas de controle de suas decisões administrativas.
“Não posso administrar o Corinthians com pessoas me tratando dessa forma. Tenho testemunhas aqui sobre isso além de outras interferências. Trago aqui documentos sobre ele (Tuma) me pedindo atualizações sobre o que faço. Não posso aceitar mais isso, só colocando uma situação aqui. Assunto do censo do Corinthians, ele me colocou 30 pontos que gostaria de saber. Por que você quer saber? Posso vir aqui e responder o que vocês quiserem. Não vou aceitar isso, trago isso para vocês resolverem”, declarou Stabile na ocasião, gerando revolta e tumulto.
Naquele momento, a reunião foi interrompida, e Tuma Júnior agendou uma assembleia geral para o dia 18 de abril, onde a possível mudança estatutária seria votada pelos associados. Agora, com o afastamento de Tuma Júnior, o futuro da reforma e da própria gestão do clube se torna ainda mais incerto.
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