Medina comenta escolha de Mineirinho como técnico: "Quando a gente conversou deu liga"
Quando falamos sobre Medina comenta escolha de Mineirinho como técnico: "Quando a gente conversou deu liga", é essencial entender os principais aspectos que envolvem este tema. O tricampeão mundial de surfe, Gabriel Medina, revelou os bastidores da sua nova parceria técnica com Adriano de Souza, o Mineirinho. A decisão de ter o também campeão mundial ao seu lado em todas as 12 etapas do Circuito Mundial de 2026 foi motivada por uma conexão imediata e pela necessidade de comunicação fluida.
Após um período afastado das competições devido a uma lesão no ombro, Medina retorna com força total, e a presença de Mineirinho promete ser um diferencial. Atualmente treinando em Bells Beach, na Austrália, para a primeira janela do circuito, que ocorrerá entre 1º e 11 de abril, o surfista compartilhou em entrevista exclusiva ao ge.globo os motivos por trás dessa escolha.
A Busca por Conexão e Linguagem Comum
Medina explicou que o desejo principal era trabalhar com alguém que pudesse compartilhar sua língua e visão de mundo de forma mais direta. “Queria trabalhar com alguém que falasse a minha língua”, afirmou. Ele relembrou sua experiência com o técnico australiano Andy King, com quem conquistou títulos mundiais e manteve uma ótima relação profissional e pessoal. No entanto, a necessidade de uma comunicação sem barreiras culturais e linguísticas se tornou um fator determinante.
“Às vezes fala em inglês e não fala do jeito que eu gostaria”, confessou Medina, destacando a importância de um entendimento mais profundo e intuitivo, algo que ele acredita que Mineirinho pode proporcionar.
O Entusiasmo de um Campeão para Outro
Ainda no início da jornada como dupla técnica, Medina e Mineirinho têm focado nas nuances do surfe, como as condições do mar e a escolha de equipamentos. O surfista descreveu a convivência como “maneira” e ressaltou uma qualidade fundamental de Mineirinho que o inspira: a paixão inabalável pelo esporte.
“É um cara que ama o surfe, tem aquela fome de quando ainda estava competindo”, elogiou Medina. Ele vê em Mineirinho um exemplo, lembrando de sua trajetória e da admiração que nutre pelo colega de profissão. Essa energia contagiante é vista como um combustível essencial para a busca por mais títulos.
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Superando Adversidades e Focando no Futuro
A lesão no ombro que o afastou por mais de um ano foi um período desafiador para Medina. A cirurgia e a recuperação o impediram de competir, mas ele encara essa pausa como um momento de aprendizado e fortalecimento. “Estou 100% recuperado. Foi um ano bom para me recuperar, para estar mais em casa”, declarou, enfatizando que “tudo acontece por um motivo”.
Agora, o foco está em retomar o ritmo de competição e recuperar seu lugar no topo. A volta em Bells Beach traz consigo a emoção de reencontrar a comunidade do surfe e a esperança de ondas perfeitas. “Estou animado para o início da competição. Espero que dê altas ondas. Bells é uma onda que eu aprendi a gostar. É uma onda bem difícil de surfar, mas estou animado. Estou com as pranchas boas”, disse, mostrando confiança.
Novas Regras e a Busca Olímpica
O retorno de Medina ao Circuito Mundial coincide com algumas mudanças no regulamento da WSL e na corrida pela classificação olímpica para os Jogos de Los Angeles. Sobre as alterações nas vagas definidas pela ISA, Medina considera que “a quantidade é um detalhe”, lembrando de seus sucessos tanto pelo circuito quanto pelos ISA Games. Ele defende o “bom senso entre os dois” sistemas de qualificação.
Quanto às novidades no Circuito Mundial, como o fim da repescagem e a etapa final em Pipeline, Medina demonstra estar atento. A busca pelo título mundial em 2026 promete ser acirrada, com muitos concorrentes fortes.
Medina comenta escolha de Mineirinho como técnico: "Quando a gente conversou deu liga" no Cenário Competitivo
O surfe brasileiro vive um momento de ouro, com nove representantes no circuito. Medina destaca a força e a representatividade do país, expressando orgulho em fazer parte desse movimento. “São nove surfistas que realmente têm chances de ganhar etapas e título. O surfe brasileiro está muito bem representado. Fico feliz com este movimento e de estar participando disso tudo ainda”, celebrou.
Ele cita nomes como Ethan Ewing e Jack Robinson (Austrália) e Griffin Colapinto (EUA) como exemplos de evolução no cenário internacional, elevando o nível da competição. A rivalidade saudável com atletas como John John Florence, mesmo com seu afastamento voluntário, também é um ponto de motivação para Medina.
“Sempre gostei de competir com os melhores e o John John está nesta lista. A gente tem uma amizade boa, saudável, a gente conversa, mas quando está na bateria, óbvio, cada um quer ganhar. Vou sentir falta. É diferente. Caras assim ajudam a puxar o nível”, comentou.
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A nova fase de Medina, com Mineirinho ao seu lado, carrega a promessa de muita energia e foco. A sintonia entre os dois campeões é o ingrediente secreto que pode levar o tricampeão mundial a mais conquistas. A expectativa é alta para o início da temporada, e o mundo do surfe aguarda ansiosamente para ver essa parceria em ação nas ondas ao redor do globo.
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