Quando falamos sobre Jardim pede outra postura do Flamengo e critica expulsão de Pulgar: "Temos que ter controle emocional", é essencial entender os principais aspectos que envolvem este tema. O técnico Leonardo Jardim expressou profunda insatisfação com o desempenho do Flamengo na recente derrota para o Bragantino, enfatizando que Jardim pede outra postura do Flamengo e critica expulsão de Pulgar: “Temos que ter controle emocional”. O treinador não poupou palavras ao analisar a atuação rubro-negra, que resultou em um placar desfavorável de 3 a 0, e destacou a necessidade de uma mudança radical na mentalidade e execução em campo.
Vergonha e Falta de Intensidade Marcam Atuação do Flamengo
Em uma coletiva pós-jogo carregada de desapontamento, Jardim ecoou o sentimento de vergonha manifestado pelo zagueiro Danilo. “Faço das palavras do Danilo as minhas. Todos estamos envergonhados”, declarou o comandante, sublinhando que a camisa do Flamengo exige uma entrega e uma capacidade superiores.
O primeiro tempo foi especialmente criticado. Segundo Jardim, a equipe se mostrou previsível, com um ritmo aquém do esperado e uma desconexão alarmante entre os setores. A transição da construção de jogadas para a finalização falhou, e a equipe permitiu que o adversário se impusesse nos duelos individuais, capitalizando em duas oportunidades para marcar gols.
“No primeiro tempo não fomos capazes de jogar, tudo previsível, um ritmo muito baixo, sem ligação dos setores. Não tivemos entre a primeira fase de construção e a segunda. O adversário foi mais forte que nós nos duelos, teve dois arremates na baliza e fez dois grandes gols”, lamentou.
Expulsão de Pulgar e a Perda do Controle Emocional
A expulsão de Erick Pulgar no início da segunda etapa foi apontada como um ponto crucial na derrocada da equipe. Jardim reconheceu que o jogador chileno não demonstrou o comportamento ideal, apesar de sua conhecida vontade de vencer.
Jardim pede outra postura do Flamengo e critica expulsão de Pulgar: “Temos que ter controle emocional”. Para o técnico, o controle emocional é um pilar fundamental para atletas de alto nível. “O Pulgar com certeza não teve o melhor comportamento. Eu sei que ele quer ganhar, como todos querem, mas temos que ter controle emocional. É fundamental o controle emocional em jogadores de alto nível”, ressaltou.
Apesar de reconhecer o temperamento forte de Pulgar, Jardim enfatizou a responsabilidade do jogador em gerenciar suas emoções, especialmente em um momento em que a equipe já se encontrava em desvantagem. A expulsão, segundo o treinador, minou as poucas iniciativas de reação que a equipe buscava.
“Pulgar tem o sangue quente, mas ele sabe que tem que ter cuidado, porque prejudicou a equipe, apesar de o resultado já estar 2 a 0. Mas prejudicou a equipe em uma possível reação. Pulgar, ou qualquer outro jogador, tem que ter essa atenção”, pontuou.
O Flamengo na Tabela e os Próximos Desafios
Com o resultado adverso, o Flamengo despenca para a sexta posição no Campeonato Brasileiro, acumulando 14 pontos em oito partidas disputadas, ainda com um jogo a menos. A próxima oportunidade de recuperação virá no domingo, quando a equipe carioca enfrentará o Santos no Maracanã.
O desempenho recente da equipe levanta questionamentos sobre a confiança dos jogadores. Jardim admitiu que a derrota quebra uma sequência positiva, mas reiterou sua crença na capacidade individual e coletiva do elenco.
“Sinceramente, este jogo quebra um pouco a série que os jogadores vinham fazendo. Por isso acredito que os níveis de confiança eram bons, porque eles vinham de uma série positiva. Eu acredito que alguns destes jogadores eram para estar mais confiantes, mas com certeza esse não foi o melhor jogo”, analisou.
Exigência e Autocrítica: O Caminho para a Superação
A análise de Jardim vai além das táticas e das emoções. Ele aponta a necessidade de um modelo de jogo mais dinâmico e participativo, onde os jogadores se coloquem à disposição para a construção ofensiva. A estagnação e a falta de agressividade foram pontos de atenção.
“Nós temos um modelo, uma forma de jogar em que nossos jogadores tem que se colocar à disposição para o jogo. Hoje, principalmente do meio de campo para frente, não fizeram isso. Ficaram muito fixos, muito estáticos e permitiram que o adversário ganhasse os duelos. Nós temos que ter outra capacidade. Com bola, temos que ter a capacidade de agredir o adversário, com jogo entre linhas, situação de superioridade. E hoje ficamos extremamente estáticos”, explicou.
O técnico não foge da responsabilidade e faz um chamado à autocrítica. Para ele, a cobrança deve ser constante, começando por ele mesmo. A alta competição exige o máximo de todos os envolvidos, e o Flamengo, por sua história e tradição, não pode se contentar com menos do que o seu potencial máximo.
“Agora vamos ver o futuro, mas com certeza temos que cobrar porque quem entra na alta competição como nós tem que cobrar. Quando cobro a equipe sou o primeiro a cobrar a mim mesmo porque eu represento os jogadores. Nós acreditamos que somos capazes de fazer mais e melhor. Quando eu acho que tivemos abaixo daquilo que podemos fazer é porque acreditamos no valor dos nossos jogadores e do somatório da equipe para fazer mais e melhor”, concluiu.
A equipe precisa urgentemente reencontrar o caminho das vitórias e demonstrar a intensidade e a qualidade que a torcida espera. A reflexão sobre o desempenho e a busca por um maior controle emocional serão cruciais para os próximos capítulos da temporada rubro-negra. Para aprofundar sobre a disciplina e as expulsões no clube, confira nosso artigo sobre o alerta vermelho do Flamengo.

