Bastidores: jogadores do Flamengo usaram oxigênio no vestiário, mas estratégia para altitude funcionou
Quando falamos sobre Bastidores: jogadores do Flamengo usaram oxigênio no vestiário, mas estratégia para altitude funcionou, é essencial entender os principais aspectos que envolvem este tema. A estreia do Flamengo na Libertadores de 2026 em Cusco, a 3.350 metros acima do nível do mar, foi marcada por uma atuação sólida e uma vitória por 2 a 0 sobre o Cusco FC. Mais do que o placar, o desempenho da equipe na altitude peruana confirmou a eficácia da estratégia adotada pelo clube para mitigar os efeitos do ar rarefeito. O time rubro-negro demonstrou resiliência física e mental, superando um dos desafios mais temidos do continente.
A medicina esportiva tem evoluído em suas recomendações para lidar com ambientes de alta altitude. Uma das diretrizes mais aceitas sugere que equipes não aclimatadas cheguem ao local da partida o mais próximo possível do horário do jogo, a fim de diminuir a exposição aos efeitos negativos. No entanto, o Flamengo optou por uma abordagem diferente, chegando a Cusco com 22 horas de antecedência e hospedando-se em um hotel que oferecia quartos com um sistema de pressurização. Essa tecnologia, através de tubulações específicas, aumentava a concentração de oxigênio, simulando uma altitude cerca de 1.000 metros inferior.
A percepção individual dos atletas sobre a eficácia desses quartos variou, mas o fato de nenhum jogador ter apresentado mal-estar antes ou durante o confronto foi considerado um sucesso pela comissão técnica e médica do clube. A avaliação interna aponta que a estratégia geral, que incluiu o uso de cilindros de oxigênio no vestiário para suplementação, foi fundamental para a performance da equipe.
Oxigênio no Vestiário: Uma Medida de Segurança Crucial
Alguns jogadores optaram por utilizar os suplementos de oxigênio durante o intervalo, como uma medida preventiva. Léo Pereira, zagueiro do Flamengo, comentou sobre a importância dessas ações:
“A gente usou oxigênio, eu também usei. Tentamos as manobras que temos para ajudar. Toda ajuda é bem-vinda, eles (médicos) estudam e sabem melhor do que nós, a gente só obedece e tenta fazer o nosso melhor. Acho que conseguimos nos comportar bem diante de todas as adversidades na altitude. Estávamos bem concentrados e entramos sabendo o que tinha que fazer: um jogo inteligente, porque a altitude pesa em determinados momentos do jogo, ainda mais se você ficar forçando muito a bola e quiser imprimir velocidade. Tentamos controlar um pouco o jogo. O saldo é positivo”, declarou o defensor.
A resistência física do time durante os 101 minutos de jogo foi notável. Apesar disso, alguns atletas demonstraram sinais de fadiga mais acentuada em determinados momentos, como Bruno Henrique e Ayrton Lucas. Bruno Henrique, por exemplo, foi substituído perto do final da partida, enquanto Ayrton Lucas permaneceu em campo até o apito final. A equipe médica monitorou de perto o desempenho físico de todos os jogadores.
Arrascaeta, que entrou no segundo tempo e ainda marcou o segundo gol da partida, compartilhou sua visão sobre o desempenho: “Quem começou o jogo sentiu um pouquinho mais, mas o time entrou muito sólido, controlando muito bem as ações. Algumas bolas escaparam pela velocidade, mas fizemos uma grande partida e estamos felizes.” O meia, que não necessitou do oxigênio suplementar, ressaltou a inteligência tática da equipe em gerenciar os esforços.
O Desafio Inesperado: A Água Gelada Pós-Jogo
Enquanto a altitude foi superada com sucesso, o pós-jogo reservou um contratempo inesperado para a delegação flamenguista. Com temperaturas em torno de 8ºC em Cusco, a falta de água quente nos vestiários do estádio Garcilaso de la Vega gerou descontentamento. A maioria dos jogadores optou por adiar o banho para o hotel, temendo resfriados diante da agenda intensa de jogos. “Ninguém pode gripar agora, tem muito jogo”, brincou Arrascaeta.
Apurações indicaram que havia um sistema de aquecimento de água disponível, porém, o tempo de reaquecimento era consideravelmente longo. A primeira leva de jogadores que utilizou as duchas esgotou o estoque de água quente, deixando os demais com água fria. A solução foi recorrer ao conforto do hotel, localizado a poucos minutos do estádio. Para aprofundar sobre as estratégias do técnico Jardim na Libertadores, acesse nosso artigo.
A performance do Flamengo em Cusco não apenas garantiu os três pontos, mas também serviu como um importante teste para futuras partidas em condições semelhantes. A capacidade de adaptação e a implementação de estratégias eficazes são cruciais para o sucesso em competições continentais. Para entender os desafios enfrentados por outras equipes na Libertadores, confira também o duelo entre Coquimbo Unido e Nacional.
A gestão dos efeitos da altitude é um componente cada vez mais relevante no planejamento de equipes de futebol, especialmente em torneios como a Copa Libertadores. A experiência do Flamengo em Cusco demonstra a importância da preparação e do investimento em soluções inovadoras para garantir o melhor desempenho dos atletas. Saiba mais sobre a preparação de times para grandes desafios, como a possível contratação de Alisson pelo Juventus.
A superação da altitude em Cusco reforça a importância da preparação física e tática, além de estratégias de recuperação. O elenco do Flamengo mostrou maturidade ao lidar com as adversidades e executar o plano de jogo proposto. A busca por um bom desempenho em todas as frentes é constante. Entenda melhor como as equipes se preparam para grandes jogos, como no confronto entre Barcelona e Atlético de Madrid.
O caso da água gelada, embora menos crítico que a altitude, serve como um lembrete da importância dos detalhes na infraestrutura esportiva. A atenção a todos os aspectos, desde o conforto dos atletas até o suporte médico, contribui para um ambiente propício ao alto rendimento. O Flamengo demonstrou mais uma vez sua capacidade de lidar com imprevistos e manter o foco nos objetivos da temporada.
A análise interna do clube aponta que a estratégia de altitude funcionou, permitindo que os jogadores mantivessem um bom nível de performance durante toda a partida. Esse sucesso em Cusco pode servir de modelo para futuras campanhas na Libertadores, onde o domínio das condições adversas é um diferencial competitivo. Para conhecer outras declarações e polêmicas no futebol, veja mais detalhes sobre a confissão de Arroyo.

