Neymar e a Seleção: Um Talento Indiscutível
Em entrevista exclusiva à ESPN, Dunga abordou a polêmica presença de Neymar na Seleção Brasileira para a Copa do Mundo. O craque do Santos não veste a camisa amarela há mais de dois anos, e a questão sobre sua convocação divide opiniões. Dunga, tetracampeão brasileiro, ressaltou que a decisão final cabe a Neymar e ao técnico Carlo Ancelotti, mas deixou claro seu posicionamento: o Brasil não pode abrir mão de um talento como o de Neymar se ele estiver em plenas condições físicas e disposto a se dedicar.
A Crítica à Contradição e o Foco no Futebol
O ex-capitão da seleção criticou a discussão recorrente sobre a personalidade de Neymar, defendendo que o foco deve ser exclusivamente no futebol. “Na época que eu era treinador me criticavam, ‘tem que ser do momento’. Bom, se tem que ser do momento, não vamos nos contradizer. Então, quando chegar no momento da convocação, o Ancelotti vai ver os jogadores que estão em melhores condições”, afirmou Dunga, referindo-se à máxima de convocar atletas em boa fase. Ele enfatizou que o talento de Neymar é inquestionável e que o Brasil precisa dele em forma e com disposição para render o seu melhor.
O Jejum e a Estrutura para o Sucesso
Com 24 anos sem conquistar uma Copa do Mundo, o Brasil se aproxima de um jejum que já durou 24 anos entre 1970 e 1994. Dunga alertou que uma escola como a brasileira não pode ficar tanto tempo sem o título máximo do futebol. Para ele, o sucesso não se resume aos 90 minutos de jogo, mas sim a uma preparação anterior sólida e a uma estrutura que dê suporte a todos os envolvidos. “Você tem que se preparar antes, tem que mostrar uma estrutura para todo mundo puxar para o mesmo lado, tem que ter uma estrutura que dê suporte ao treinador”, declarou.
Apoio ao Técnico Estrangeiro e o Chamado à União
Dunga também fez um apelo pela união em torno da Seleção Brasileira, especialmente com a iminente chegada de um técnico estrangeiro. Ele pediu que a comissão técnica receba o suporte necessário para realizar um bom trabalho, representando o país. “Não adianta todo mundo ‘ah, queremos um estrangeiro’, chegou o estrangeiro. Agora tem que dar suporte ao estrangeiro para ele fazer um bom trabalho. Está representando o nosso país. Agora é um momento que já não tem esse negócio de eu gosto, quero, não quero. Tem que torcer para o Brasil e fazer com que eles façam um bom trabalho”, concluiu. O Brasil conhecerá seu grupo para a Copa do Mundo de 2026 nesta sexta-feira (5), em sorteio a ser realizado em Washington.

