A Análise: empate mostra que Botafogo precisa dar liberdade a Danilo e corrigir combates no meio, um placar de 2 a 2 no Nilton Santos contra o Coritiba, válido pela 11ª rodada do Brasileirão 2026, evidenciou pontos críticos para o trabalho do técnico português Franclim Carvalho. O desempenho alvinegro, que oscilou entre a virada e a cedência do empate, trouxe lições importantes sobre a utilização de Danilo e a urgência em aprimorar a combatividade no setor medular do campo.
A Necessidade de Liberdade para Danilo
Em um cenário onde Alex Telles se encontra indisponível, o Botafogo buscou alternativas na lateral-esquerda, escalando Jhoan Hernández em detrimento de Caio Roque. A zaga manteve a dupla de estreia com Bastos e Barboza, enquanto Medina e Jordan Barrera compunham o meio-campo. A ausência de Ferraresi e Mateo Ponte, devido ao limite de estrangeiros, também moldou a equipe.
A estratégia inicial do Glorioso envolveu a pressão na saída de bola do Coritiba e ligações diretas para Arthur Cabral. No entanto, sem um volante com características de marcação mais agressiva, Danilo assumiu um papel multifuncional, ora próximo à saída de bola, ora buscando espaços e trocando passes com Montoro. Essa versatilidade, contudo, foi em parte limitada pelas imposições táticas iniciais.
A primeira etapa do confronto deixou claro que prender Danilo na base da jogada não é a melhor tática. O jogador demonstrou brilhar quando lhe é concedida maior liberdade para criar, propor o jogo e se infiltrar na área adversária. Essa correção começou a ser implementada com sucesso após o intervalo, com a entrada de Edenilson, que quase marcou logo em sua primeira movimentação.
“Estamos todos de acordo que o Danilo é um craque. Aquela posição de segundo volante tem um peso grande na forma de jogar. Nós temos que dar mais liberdade ao Danilo do que a um segundo volante diferente do Danilo, porque ele tem essa chegada, a meia distância e essa capacidade de fazer gols. Nós temos que encontrar formas de equilibrar a equipe para lhe dar essa liberdade. Não trancar sempre aqui atrás”, analisou Franclim Carvalho em coletiva.
Ajustando a Combatividade no Meio-Campo
O jogo também expôs fragilidades na capacidade do Botafogo em impor sua força física e tática no meio-campo. Falhas individuais e posicionais permitiram que o Coritiba encontrasse espaços para criar jogadas perigosas. Em um lance crucial, Bastos, ao tentar se reposicionar, deixou Medina exposto e permitiu que Breno Lopes avançasse pela esquerda com liberdade para finalizar, resultando no gol do Coritiba.
A torcida presente no Nilton Santos demonstrou sua insatisfação, e o técnico Franclim Carvalho foi alvo de críticas em seu segundo jogo à frente da equipe. A frustração com o empate, que poderia ter sido uma vitória, é palpável.
No segundo tempo, a situação se repetiu. Após a saída de Vitinho e a entrada de Chris Ramos, Lucas Villalba, recuado para a lateral direita, cometeu um erro grave ao tentar afastar a bola, entregando-a para Lavega empatar o jogo. Contudo, o gol sofrido não teve um único culpado. Antes do erro de Villalba, um Bastos já amarelado se lançou e foi superado, permitindo o cruzamento que culminou no lance.
Franclim Carvalho reconhece a necessidade de aprimorar a combatividade defensiva, especialmente no que tange à capacidade de realizar faltas táticas para interromper o avanço adversário. O número de faltas cometidas pelo Botafogo aumentou em relação ao jogo anterior, mas o treinador busca uma equipe mais resiliente e taticamente disciplinada nesses momentos decisivos.
“Hoje, sofremos um segundo gol em que temos que matar a jogada mais cedo. Falei isso no último jogo, sobre a questão das faltas, mas o tempo urge. Só fiz cinco treinos, mas já dá para ver que os jogadores têm tentado implementar o que nós queremos. Gostei muito do segundo tempo de hoje. Gostei mesmo. O mérito é todo deles. Não é fácil para um atleta, quando muda uma comissão e pede coisas diferentes. Este ano, já sou o terceiro técnico. Portanto, a resposta deles têm sido excelente”, declarou o comandante.
Análise: empate mostra que Botafogo precisa dar liberdade a Danilo e corrigir combates no meio
Com 13 pontos e ocupando a 11ª posição no Brasileirão 2026, o Botafogo agora volta suas atenções para a disputa da Sul-Americana, enfrentando o Racing na Argentina. As lições deste empate contra o Coritiba são fundamentais para que a equipe possa evoluir sob o comando de Franclim Carvalho, buscando um equilíbrio entre a criatividade de jogadores como Danilo e uma defesa mais sólida e combativa no meio-campo.
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A busca por consistência é o próximo passo para o Glorioso na temporada.

