Ex-Flamengo, Diego Alves se dedica a ajudar atletas na transição de carreira: “De um dia para o outro, tudo muda”
Quando falamos sobre Ex-Flamengo, Diego Alves se dedica a ajudar atletas na transição de carreira: "De um dia para o outro, tudo muda", é essencial entender os principais aspectos que envolvem este tema. A adrenalina das arquibancadas, a rotina de treinos intensos, as viagens constantes e os holofotes da fama. Essa era a realidade de Diego Alves, ex-goleiro multicampeão pelo Flamengo, e de tantos outros atletas profissionais. Contudo, ao pendurar as luvas, a perspectiva muda drasticamente. A abrupta interrupção de uma vida dedicada ao esporte pode gerar um vazio imenso, e é exatamente nesse ponto de virada que o ídolo rubro-negro encontrou sua nova missão: auxiliar outros esportistas a navegarem pela complexa fase de transição de carreira.
Desde o início de 2026, quando anunciou sua aposentadoria, Diego Alves tem se empenhado em construir um futuro para aqueles que, assim como ele, vivenciaram o auge no esporte e agora precisam se reinventar. A experiência pessoal moldou sua visão sobre o tema.
A Nova Missão de Diego Alves: Preparando Atletas para o Pós-Carreira
Em suas próprias palavras, Diego Alves relata que a lesão no joelho, que o afastou dos gramados por um período, paradoxalmente o impulsionou a pensar no futuro. “Eu tive a lesão no joelho, me dediquei durante um ano para me recuperar, mas, no período lesionado, eu já comecei a dar um passo para fora da vida do atleta. Participei de eventos, conheci pessoas novas e, quando anuncio minha aposentadoria, eu já estava direcionado,” compartilha o ex-goleiro.
Ele enfatiza a importância de se preparar para o que vem depois. “Me entreguei durante os 25 anos de atleta profissional e, por mais que não tenha nada que preencha o vazio do futebol, tem vida fora dessa bolha. Dediquei toda minha vida ao futebol, e entendo que o que tenho de mais precioso é o meu tempo. Tenho amigos que viraram treinador e precisam se dedicar até mais do que quando eram jogadores. Optei por ganhar mais conhecimento em outra área,” explicou.
Recentemente, Diego Alves formalizou essa dedicação ao fundar uma empresa ao lado de João Pedro Castilhos, diretor do Osasuna, clube espanhol. O empreendimento visa o desenvolvimento integral de atletas, focando não apenas nas habilidades esportivas, mas também na preparação para os desafios pós-carreira. A iniciativa surge em um momento crucial, onde a falta de suporte para essa transição é notória.
O Legado no Flamengo e a Visão sobre a Transição de Carreira
Durante sua passagem pelo Flamengo, Diego Alves colecionou 217 partidas e 11 títulos memoráveis, incluindo duas Libertadores e dois Campeonatos Brasileiros. Nesse período, ele testemunhou de perto o sucesso na transição de carreira de colegas, como Filipe Luís.
“Converso com o Filipe todos os dias, somos amigos desde os 18 anos. Ano passado, quando encontrei ele, falei que ele passou por todos os processos que uma pessoa bem sucedida na transição de carreira tem que passar. Todo mundo viu o Filipe treinador vitorioso, mas, quando ele entra no sub-17, ele tem que trazer uma pessoa para auxiliá-lo,” comentou Diego, detalhando a jornada do ex-lateral.
Ele descreve como Filipe Luís, mesmo após uma carreira de glórias, dedicou-se incansavelmente ao aprendizado. “Ele estudava, não parava de ver jogo, de criar treinamentos e de buscar melhorias. Ele pagou o preço. Soube diferenciar o atleta espetacular que foi do treinador. Começou embaixo, treinando o sub-17, perdeu dias de sono estudando, desceu tudo que tinha subido como atleta e começou o processo de forma correta,” elogiou Diego.
A Falta de Preparo e a Importância da Educação Pós-Carreira
Diego Alves aponta uma lacuna preocupante no cenário esportivo brasileiro: a carência de programas estruturados de transição de carreira, mesmo em grandes clubes. “Pesquisei muito e vi que nem os grandes clubes têm esse trabalho de transição de carreira. Há uma falta de informação grande. Muitas vezes os clubes estão interessados na performance, no resultado ou em vender o atleta,” lamenta.
Ele defende a necessidade de educação financeira e mental para os atletas. “Educação financeira, por exemplo, seria importantíssimo. O Brasil é um dos países que mais exportam jogadores e não vai parar. Quando a gente apresenta esse projeto, as pessoas se interessam muito, porque não estamos falando só da parte financeira, mas de mentalidade. Os atletas não entendem que o que vai ditar o ritmo da vida depois da aposentadoria é a mentalidade, a saúde mental,” ressalta.
A perda do status e da atenção pública é um dos desafios mais difíceis. “Tem que perder o ego, não tem mais torcida te aplaudindo, imprensa te entrevistando… Tem uma dor. Devido a isso, o percentual de atletas que se perdem é alto. O quanto antes você ter conhecimento é melhor,” afirma.
Um Trabalho Personalizado para Cada Atleta
A abordagem da empresa de Diego Alves é individualizada. “Cada atleta tem uma dor, um medo, uma dúvida. Muitos querem voltar ao futebol, outros não. Primeiro, fazemos um diagnóstico para entender o próximo passo,” explica.
Ele reforça que a preparação para a transição deve começar antes mesmo do fim da carreira ativa. “Esse trabalho tem que começar antes, para ter já um conhecimento sobre o que vem pela frente. A gente consegue potencializar o que o atleta quer fazer, temos um acompanhamento durante 12 meses para trabalhar cinco pilares: transição de carreira, saúde mental, saúde financeira, marca pessoal e empreendedorismo,” concluiu Diego Alves.
Essa iniciativa representa um passo fundamental para garantir que os atletas, após dedicarem suas vidas ao esporte, possam construir um futuro próspero e com propósito, longe dos gramados.
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