Estádio novo? Diretor do Atlético-MG detalha planos para a nova casa das Vingadoras
Quando falamos sobre Estádio novo? Diretor do Atlético-MG detalha planos para a nova casa das Vingadoras, é essencial entender os principais aspectos que envolvem este tema. Após a inauguração de sua moderna Arena MRV, o Clube Atlético Mineiro não para de olhar para o futuro, especialmente no que diz respeito ao futebol feminino. Um passo crucial nesse avanço é a criação de um espaço dedicado às Vingadoras, com capacidade para receber jogos oficiais de menor porte. Pedro Tavares, diretor de futebol da equipe feminina, apresentou os detalhes do projeto que visa transformar a Vila Olímpica em um lar permanente para as jogadoras.
A visão é clara: dotar a Vila Olímpica de infraestrutura que a qualifique para sediar partidas do Campeonato Brasileiro, da Copa do Brasil e do Campeonato Mineiro. A expectativa, segundo Tavares, é que as obras sejam concluídas até o fim de 2026, marcando um novo capítulo na história do futebol feminino alvinegro.
Vila Olímpica: Um Novo Lar em Construção
As intervenções planejadas na Vila Olímpica incluem a construção de novas arquibancadas e a instalação de um sistema de iluminação profissional. O objetivo é atender a todas as exigências regulamentares para a realização de jogos oficiais. O diretor ressalta a importância de ter um local próprio, um desejo antigo que se aproxima da realidade.
“A gente pensa, e estamos com projeto pronto, em fazer uma arquibancada e iluminação. A esperança é que até o final do ano seja entregue para que seja a casa das Vingadoras”, afirmou Pedro Tavares. Ele complementa, destacando a ambição do clube: “A gente não tem ainda um estádio que a gente possa chamar de nosso, mas é o processo.”
O investimento total previsto para estas melhorias na Vila Olímpica gira em torno de R$ 22 milhões. Uma parte significativa dessas obras já foi executada, demonstrando o compromisso do Atlético com o desenvolvimento da modalidade.
Detalhes da Transformação e Potencial do Gramado
As modificações incluem a criação de uma entrada independente para o público, a instalação das arquibancadas e a implantação de torres de iluminação, além da obtenção dos laudos técnicos necessários. Um dos pontos fortes destacados por Tavares é a qualidade do gramado da Vila Olímpica.
“Vai ser uma entrada independente, vão ser colocadas as arquibancadas, vai ter que torre de iluminação e os laudos que é o mais importante. A gente acredita que a Vila Olímpica vai se tornar um dos melhores estádios para se jogar dentro da Série A do Campeonato Brasileiro por causa do gramado”, explicou o diretor.
Historicamente, a Vila Olímpica foi o principal centro de treinamento da equipe masculina do Atlético até o início dos anos 2000. Atualmente, o espaço serve como um clube de lazer para os associados, enquanto a SAF do clube arca com os custos para que as Vingadoras utilizem o local como centro de treinamento.
Arena MRV e a Busca por Equilíbrio Financeiro
Desde a inauguração da Arena MRV em 2026, a equipe feminina do Atlético Mineiro teve poucas oportunidades de atuar no estádio principal. Foram apenas três jogos: nas fases decisivas do Brasileirão A2 do ano passado e na estreia da temporada 2026 contra o Corinthians. Outros campos, como o Gregorão e a Arena do Jacaré, também já receberam partidas das Vingadoras.
Ricardo Guedes, gestor da equipe, explicou a estratégia por trás dessa decisão, que envolve questões orçamentárias. “O nosso objetivo esse ano era ter o Gregorão como… não vou dizer a casa porque a nossa casa é a Arena MRV, mas que, por questões orçamentárias a gente precisa avaliar jogo a jogo para que a gente consiga estar lá (na Arena) mais vezes”, comentou.
O desafio de mandar jogos na Arena MRV ainda apresenta um déficit financeiro, mesmo com preços de ingressos acessíveis. “Conseguimos fazer a primeira rodada na Arena MRV, contra o Corinthians. Infelizmente ainda com prejuízo. A gente tenta equilibrar essa balança”, admitiu Guedes. Para a partida contra o Corinthians, os ingressos custaram R$ 20 para sócios e R$ 50 para não sócios.
Olimpíadas e Copa do Mundo Feminina: Um Legado em Construção
O Atlético também tem planos ambiciosos em relação à Copa do Mundo Feminina. O clube busca transformar a Vila Olímpica em um Centro Oficial de Treinamento (COT) para o torneio. O clube já recebeu inspeções da FIFA e formalizou sua candidatura para sediar seleções durante a competição.
“A associação está investindo num estádio para, a princípio ser um campo de treinamento para a Copa do Mundo, no ano que vem”, disse Guedes. Ele acrescentou: “A gente teve uma visita da Fifa mês passado e a gente ofereceu o CT (Cidade do Galo) e a Vila Olímpica. É uma decisão muito mais da Fifa oferecer para as Seleções agora. Mas estamos interessados em oferecer as dependências para a competição.”
Essa iniciativa não só fortalecerá a estrutura do futebol feminino do Atlético, mas também poderá deixar um legado importante para o esporte no Brasil, alinhado com o crescimento e a visibilidade que a modalidade tem conquistado. Para aprofundar sobre os desafios que os grandes clubes enfrentam para evitar a zona de rebaixamento, confira também.
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