Como Rui Costa bancou mudança no São Paulo e vinculou o próprio futuro ao sucesso de Roger
Quando falamos sobre Como Rui Costa bancou mudança no São Paulo e vinculou o próprio futuro ao sucesso de Roger, é essencial entender os principais aspectos que envolvem este tema. A gestão de futebol no São Paulo vive um momento de alta tensão, e o diretor executivo Rui Costa se encontra no centro das atenções. Ele divide com o técnico Roger Machado a responsabilidade pela insatisfação da torcida, que já expressou seu descontentamento em manifestações recentes. A situação atual é reflexo de uma aposta audaciosa feita pelo dirigente, que alterou drasticamente o rumo do clube.
Em março deste ano, Rui Costa foi uma figura chave na articulação para a saída de Hernán Crespo. Apesar de Crespo apresentar resultados positivos, mantendo o time na zona de classificação para a Libertadores no Brasileirão, a eliminação para o Palmeiras na semifinal do Campeonato Paulista serviu como gatilho para a mudança. A derrota no clássico paulista foi o ponto de virada para que Rui Costa buscasse um projeto “autoral”, após um período dividindo a tomada de decisões.
Contudo, essa nova abordagem não tem sido bem recebida pela massa são-vPaulina, que já clamou pela demissão do próprio executivo na porta do centro de treinamento.
Autonomia e Projeto “Autoral” de Rui Costa
Rui Costa assumiu o cargo de diretor executivo do São Paulo em 2021, durante a gestão de Julio Casares. Por anos, ele compartilhou a liderança do futebol com Carlos Belmonte. Após a saída de Belmonte em novembro de 2026, Rui Costa, bem avaliado internamente por seu trabalho nos bastidores, ganhou maior autonomia para definir os rumos do departamento.
A percepção interna é que o real impacto de sua gestão só pode ser medido a partir de janeiro de 2026, com a posse de Harry Massis como presidente. Massis, que era vice-presidente, assumiu o cargo após a renúncia de Casares, que enfrentou um processo de impeachment no Conselho por alegada gestão temerária.
A primeira janela de transferências sob essa nova configuração trouxe seis reforços para o clube. A temporada, que iniciou com certa desconfiança, ganhou um novo fôlego com a chegada de jogadores como Danielzinho e Lucas Ramon, que rapidamente se firmaram no time titular.
O cenário positivo foi abruptamente interrompido pela demissão de Crespo. Internamente, a justificativa era a falta de perspectiva de evolução no trabalho do técnico argentino. Declarações do próprio Crespo, que apontava a permanência na Série A como meta para 2026, reforçaram essa percepção.
A Escolha por Roger Machado e o Vinculo com o Futuro
Ao lado de Rafinha, gerente esportivo que chegou nesta temporada, Rui Costa defendeu a troca de comando por um projeto mais ambicioso para Harry Massis. O nome preferido para assumir o posto era Roger Machado, com quem Rui Costa já havia trabalhado no Grêmio em 2015. Na época, como diretor executivo do clube gaúcho, Rui Costa participou da montagem de elencos que conquistaram títulos importantes, como a Copa do Brasil de 2016 e a Libertadores de 2017, embora já sob o comando de Renato Gaúcho. O ciclo vitorioso, no entanto, teve Roger Machado como técnico entre maio de 2015 e setembro de 2016.
“Eu perguntei ao Roger: você acredita que o São Paulo pode ser campeão? Ele acreditou que é possível. Outros treinadores poderiam dizer outra coisa, mas ele mostrou convicção de que pode conquistar aqui”, declarou Rui Costa, evidenciando a confiança depositada no novo comandante.
Na coletiva de apresentação de Roger Machado, em 10 de março, Rui Costa fez questão de estar ao lado do treinador, demonstrando seu apoio incondicional à decisão. Ele admitiu que a mudança era necessária e que poderia ter optado por um caminho de menor risco profissional.
“Primeiro ponto: nós entendemos que era necessária a mudança. E poderia ser muito mais fácil, no objetivo de autopreservação profissional, porque eu estou sendo muito criticado, eu, o Rafinha e o presidente, esperar que as coisas acontecessem como normalmente acontece: que os resultados fossem ruins, que fossem inconstantes, para fazer a mudança na comissão”, explicou o dirigente.
Como Rui Costa bancou mudança no São Paulo e vinculou o próprio futuro ao sucesso de Roger
Desde o início das críticas, Rui Costa sabia que o desempenho de Roger Machado teria um impacto direto em sua permanência no cargo. Em uma demonstração de forte convicção, ele adotou uma postura de “all-in”, atrelando seu futuro profissional ao sucesso do treinador.
“Estar associado ao Roger é um orgulho. Se ele não for bem, eu corro risco? Isso não é problema, sempre corri risco no futebol, e por isso sou executivo há muitos anos (…) Eu não tenho dúvidas de que o torcedor do São Paulo vai se identificar na maneira que o Roger trabalha os valores que o são-paulino mais admira. Isso é questão de tempo”, afirmou Rui Costa.
A diretoria do São Paulo tem mantido o respaldo a Rui Costa e a aposta na troca de comando, mesmo após o primeiro mês de trabalho de Roger Machado. Até o momento, foram 11 jogos, com um retrospecto de seis vitórias, um empate e quatro derrotas.
Apesar do apoio interno, uma parcela do Conselho Deliberativo continua a expressar críticas ao trabalho do dirigente nesta temporada, aumentando a pressão sobre sua permanência. Os contratos vigentes de Rui Costa e Roger Machado têm validade até o final de 2026.
A torcida, por sua vez, segue dividida, com protestos ocorrendo mesmo após vitórias, evidenciando a necessidade de resultados consistentes e um futebol que convença. A questão que paira no Morumbi é: até quando a paciência será mantida diante de um projeto que ainda busca sua consolidação?
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