A análise do desempenho recente do Fluminense revela um padrão notável: John Kennedy eleva patamar pelo Fluminense quando tem dupla no ataque; veja comparação. O jovem atacante, que vive sua segunda melhor temporada em termos de gols pelo Tricolor das Laranjeiras em 2026, tem demonstrado uma capacidade de decisão ainda maior quando compartilha o setor ofensivo com outro centroavante.
O Impacto da Parceria Ofensiva
Com nove gols marcados até o momento em 2026, John Kennedy lidera a artilharia da equipe. No entanto, os gols mais recentes do camisa nove ganham um destaque especial. Em três das últimas quatro partidas do Campeonato Brasileiro, o jogador saiu do banco para formar uma dupla de ataque, frequentemente ao lado de Rodrigo Castillo, seu concorrente direto pela posição de centroavante.
Essa estratégia, embora ainda com uma amostra temporal reduzida, tem sido extremamente eficaz. Em todas essas aparições como dupla, Kennedy balançou as redes. Foram três gols decisivos que, em partidas onde o time estava em desvantagem ou empatado, garantiram cinco pontos preciosos para o Fluminense.
A estatística é impressionante: três gols em apenas 96 minutos jogando ao lado de outro centroavante (contra Coritiba, Santos e Chapecoense). Isso se traduz em uma média de um gol a cada 32 minutos. Em contrapartida, quando atuou como a referência solitária no ataque por 1.525 minutos na temporada, marcou seis gols e deu uma assistência, com uma média de participação a cada 217 minutos.
Zubeldía e a Visão de Futuro para a Dupla de Ataque
O técnico Fernando Diniz, e agora Fernando Zubeldía, parecem observar essa dinâmica com atenção. As últimas escalações têm indicado uma consolidação da ideia de ter Castillo e John Kennedy juntos em campo. Inicialmente, essa formação tem sido utilizada como uma arma para buscar o resultado em momentos de adversidade.
Contudo, o treinador não descarta a possibilidade de essa dupla iniciar partidas no futuro. Zubeldía enfatiza a complementaridade e o entendimento mútuo entre os atletas. “Creio que eles estão dando a mensagem de que são complementares, que se entendem”, afirmou o comandante.
Ele prossegue explicando os desafios táticos de jogar com dois atacantes centrais. “Jogar com dois atacantes gera um vazio na parte central, onde normalmente atua um meia. Com dois atacantes, um deles precisa ocupar esse espaço.” Zubeldía relembra experiências passadas, como a do Lanús com Flaco López, onde dois atacantes foram artilheiros.
A complementariedade é a chave. “Se eu acelero essa situação, pode acabar sendo ruim. Pouco a pouco vou colocando os dois juntos, a ideia é que eles ganhem minutos para serem titulares ou jogarem juntos ao longo dos jogos. Mas o importante é que eles são complementares”, concluiu.
Um Legado de Sucesso com Parceria
A eficácia de John Kennedy em duplas de ataque não é novidade para o Fluminense. Em 2026, seu melhor momento com a camisa tricolor foi justamente atuando ao lado de Germán Cano. Naquele time, sob o comando de Diniz, o atacante, carinhosamente apelidado de “Moleque de Xerém”, frequentemente jogava com o experiente argentino.
Essa parceria foi fundamental para a conquista da Copa Libertadores. Dos quatro gols marcados por Kennedy na campanha vitoriosa, três foram quando ele atuava junto com Cano. O gol do título contra o Boca Juniors é o exemplo mais emblemático. A única exceção foi o primeiro gol, contra o Argentinos Juniors, quando Cano já havia sido substituído.
A formação com dois atacantes, apelidada de “Ursos”, surge como um recurso valioso para o Fluminense, especialmente em um momento em que a equipe lida com a ausência de Lucho Acosta, em recuperação de lesão, e com uma fase menos inspirada de Paulo Henrique Ganso. A dupla pode trazer mais poder de fogo e alternativas táticas para o Tricolor.
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A busca por entrosamento e a exploração de diferentes duplas ofensivas são temas recorrentes no futebol. Assim como o Fluminense explora sua dupla, outros clubes buscam soluções para fortalecer seus elencos. Saiba mais sobre a estratégia do Corinthians em buscar reforços sem custos.
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John Kennedy eleva patamar pelo Fluminense quando tem dupla no ataque; veja comparação
A evolução de John Kennedy como peça fundamental no ataque do Fluminense é inegável. A tendência é que a parceria com outros atacantes, como Rodrigo Castillo, seja cada vez mais explorada, oferecendo novas dinâmicas e potencializando o poder ofensivo da equipe. O “Moleque de Xerém” parece ter encontrado em uma dupla de ataque o caminho para elevar ainda mais seu patamar e contribuir significativamente para as conquistas do Tricolor.

