Análise: em noite de Shakira, Grêmio dança música errada e mantém sina fora de casa. O espetáculo de Shakira em Copacabana ditou o tom de um sábado que, para o Grêmio, foi marcado por uma performance aquém do esperado. Em vez de vibrar com os sucessos da cantora colombiana, o Tricolor Gaúcho parecia ter sintonizado em uma estação diferente, resultando em um frustrante empate em 0 a 0 contra o Athletico-PR, na Arena da Baixada, pela 14ª rodada do Brasileirão. A equipe gaúcha, mais uma vez, adiou a tão desejada primeira vitória como visitante na temporada, estendendo a incômoda sequência para 13 partidas sem triunfos fora de seus domínios em 2026.
A referência à música “Waka Waka”, um hino de superação e esforço coletivo, serve como um contraponto amargo à atuação gremista. A letra, que incentiva a dar o melhor para vencer obstáculos, parece ter sido ignorada em campo. O time iniciou a partida com uma proposta defensiva clara, apostando em uma formação com três zagueiros, visando neutralizar os perigosos atacantes Mendoza e Viveros. Essa estratégia surtiu efeito na contenção, mas deixou um vácuo preocupante no setor ofensivo.
Grêmio: A Falta de Ousadia que Custa a Vitória Fora de Casa
Apesar de conter as investidas adversárias, faltou ao Grêmio a criatividade e a audácia necessárias para criar chances de gol e ameaçar a meta defendida por Santos. A partida, que poderia ter ganhado contornos mais emocionantes, viu seu ritmo ser quebrado por um lance polêmico. Após intervenção do VAR, o volante Esquivel foi expulso por uma cotovelada em Enamorado, ainda no primeiro tempo. Essa expulsão, que deixou o Grêmio com um jogador a menos, poderia ter sido um fator de desequilíbrio, mas a equipe não soube capitalizar a vantagem numérica.
Curiosamente, o Grêmio se viu em vantagem numérica pela terceira partida consecutiva. Contudo, em vez de acelerar o jogo e buscar a vitória, o time optou por um ritmo lento e previsível, lembrando a canção “Monotonia”, que retrata o desgaste emocional e o fim de um relacionamento. Essa escolha de ritmo, longe de ser uma estratégia eficaz, apenas ressaltou a falta de inspiração e de ambição em buscar os três pontos.
Análise: em noite de Shakira, Grêmio dança música errada e mantém sina fora de casa – O Ponto de Vista do Torcedor
A expectativa por uma atuação mais incisiva aumentava com a vantagem de jogadores em campo. Enfrentar o Athletico-PR na Arena da Baixada, local onde o time paranaense ostentava cinco vitórias consecutivas no Brasileirão, já era um desafio considerável. No entanto, a superioridade numérica deveria ter sido o gatilho para um futebol mais envolvente e propositivo. A falta dessa postura ofensiva se traduziu em uma performance que, embora racionalmente possa ser vista como um ponto somado, deixou um sentimento de frustração.
A decepção sentida pelo torcedor gremista em campo pode ser comparada à dor de cotovelo retratada nas canções de Shakira. Em uma partida que se apresentava vencível, o Grêmio criou pouquíssimas oportunidades de gol. Apenas um lance de destaque, uma cabeçada de André Henrique, e uma chance perdida por Wilian na área, evidenciaram a dificuldade da equipe em converter momentos de posse de bola em lances de perigo real. A sina de não vencer fora de casa, um fantasma que assombra a temporada de 2026, persiste, apesar das falas sobre a importância de somar pontos.
Enquanto o show de Shakira em Copacabana proporcionou um final de sábado memorável para muitos, para a torcida do Grêmio, a noite foi marcada pela repetição de um padrão já conhecido: a dificuldade em impor seu jogo e conquistar vitórias longe de seus domínios. A equipe precisa urgentemente encontrar um novo ritmo, uma nova playlist, para quebrar esse ciclo e reencontrar o caminho das vitórias fora de casa. A capacidade de superação, tema central da música que embalou a Copa de 2010, precisa ser resgatada em campo para que o Tricolor volte a brigar por posições de destaque no Campeonato Brasileiro.
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