Roger Machado Lamenta Empate em que São Paulo “Criou o Suficiente” para Vencer o Bahia
Quando falamos sobre Roger Machado lamenta empate em que São Paulo "criou o suficiente" para vencer o Bahia, é essencial entender os principais aspectos que envolvem este tema. O técnico Roger Machado expressou sua profunda frustração com o resultado de 2 a 2 entre São Paulo e Bahia, ocorrido na 14ª rodada do Campeonato Brasileiro de 2026. Em sua análise pós-jogo, o treinador destacou que a equipe tricolor produziu oportunidades mais do que suficientes para garantir a vitória, mas acabou cedendo o empate em Bragança Paulista, no estádio Cícero de Souza Marques.
O São Paulo demonstrou resiliência ao abrir o placar, sofrer o empate, mas reagir para retomar a liderança momentânea. Contudo, a partida tomou um rumo adverso com as lesões de Lucas e Alan Franco, que limitaram as opções do técnico e, na prática, deixaram a equipe com um jogador a menos em um momento crucial do segundo tempo. A situação se agravou com Alan Franco permanecendo em campo mesmo contundido, em um ato de sacrifício pelo coletivo.
“É frustrante por todo o contexto da partida”, declarou Roger Machado em entrevista coletiva. “Temos saído na frente, sofrido o empate e novamente estar à frente do placar. Penso que criamos outra chance para definir o placar ali, na abertura do segundo tempo poderíamos ter feito o segundo em um lance individual do Artur. Quando faltavam 20 minutos, a partida mudou totalmente o contexto com a lesão do Lucas. Ficamos com 10 jogadores em campo, mas na prática com menos um, porque o Alan, no sacrifício que podia fazer pelo coletivo, permaneceu, pois não havia outra troca.”
O Esforço Tricolor Diante das Adversidades
Apesar do desfecho desfavorável, Roger Machado fez questão de valorizar a entrega e o empenho de seus atletas. Ele ressaltou que o ponto conquistado, mesmo sem a vitória almejada, deve ser comemorado pela consistência apresentada contra um adversário direto na competição. A equipe mostrou garra e busca por um futebol atrativo, mas também a capacidade de competir em momentos de dificuldade.
“A gente lamenta muito o resultado porque criamos o suficiente para vencer, mas tem que valorizar o esforço dos atletas”, afirmou o treinador. “Esse ponto a gente vai comemorar lá na frente, sim, mesmo não vencendo, mas atuando com consistência contra uma grande equipe, que também busca se recuperar e está disputando posição com a gente.”
A resiliência em campo, mesmo em desvantagem numérica e com jogadores fora de suas condições ideais, foi um dos pontos altos destacados por Roger Machado. O comandante enfatizou que a dedicação e a doação do grupo foram notáveis, e que essa é a postura esperada de quem veste a camisa do São Paulo.
Análise da Oscilação Tática e da Tomada de Decisão
Roger Machado também comentou sobre a natural oscilação do São Paulo ao longo da partida. A equipe teve momentos de bom desempenho, mas também períodos em que cedeu espaço ao Bahia, principalmente devido a erros pontuais na tomada de decisão em campo. Passe errado, domínio incorreto e perda de posse de bola foram citados como fatores que permitiram ao adversário retomar o controle em determinados momentos.
“É natural do futebol, você não vai conseguir controlar o seu adversário o tempo inteiro. O adversário também fez mudanças buscando retomar o controle que não conseguiu no primeiro tempo. Em alguns momentos ele retoma, muito pelos nossos erros em tomada de decisão, um passe errado para o centro, um domínio que ficou curto, e o adversário ficou com a bola”, analisou. Ele complementou que a alternância de controle de jogo no segundo tempo se deu pela qualidade de ambas as equipes, que possuem características de buscar a posse e o domínio da partida.
O treinador ressaltou a importância de maximizar os períodos de controle do jogo, mas, quando isso não é possível, é fundamental evitar que o adversário crie perigo. Ele apontou que, nos lances finais, talvez a melhor estratégia seria ter recuado e marcado a área de forma mais intensa, em vez de arriscar jogadas que poderiam resultar em contra-ataques perigosos, especialmente considerando o curto tempo restante.
“Talvez no último lance ali o ideal seria deixar o adversário ganhar campo, não acelerar a jogada, marcar mais a área, sabendo que seria mais jogada de cruzamento e não de infiltração, porque faltavam poucos segundos. Isso, sim, fica de aprendizado para as próximas partidas, entender o que o jogo está pedindo”, concluiu Roger Machado.
A reflexão sobre os momentos cruciais do jogo e a gestão de recursos em campo, especialmente diante de emergências como lesões inesperadas, será fundamental para o futuro da equipe na temporada de 2026.
A busca por um futebol consistente e a capacidade de lidar com adversidades são temas recorrentes no futebol atual, como visto em outras equipes em momentos decisivos. Por exemplo, o Cruzeiro enfrenta uma sequência crucial que exige o mesmo nível de entrega. Já o Atlético-MG busca se reerguer sob a liderança de Everson após a saída de Hulk. Enquanto isso, o Flamengo perdeu uma oportunidade valiosa de pontuar na liderança do campeonato, demonstrando como cada detalhe pode impactar o resultado. Até mesmo a volta de jogadores importantes como Lucho Acosta pode reacender a esperança em momentos de pressão.

