Em um duelo eletrizante no Maracanãzinho, o Flamengo controla o Brasília no Maracanãzinho e empata série das quartas de final do NBB. Após uma derrota fora de casa, o time rubro-negro respondeu com uma performance dominante na noite desta sexta-feira (8), superando o Brasília pelo placar de 83 a 66. Com essa vitória crucial, a série melhor de cinco das quartas de final do Novo Basquete Brasil (NBB) fica igualada em 1 a 1, prometendo ainda mais emoção nos próximos confrontos.
Flamengo Impõe Ritmo e Empata Série nas Quartas do NBB
A atmosfera no Maracanãzinho era de pura expectativa. A torcida carioca, mesmo em menor número comparada à vibrante audiência brasiliense, fez sua parte, empurrando o time desde os primeiros segundos de jogo. Em quadra, a resposta veio com uma atuação coletiva sólida, onde a divisão de pontos foi um dos grandes destaques. O pivô Wesley e o ala Kayo lideraram a pontuação flamenguista com 16 pontos cada. Kayo, em particular, teve uma noite de gala, acertando todos os seus 16 arremessos tentados, incluindo quatro cestas de três pontos.
Além da dupla, Baralle, Negrete e Shaquille Johnson também contribuíram significativamente, ultrapassando a marca dos 10 pontos. Essa distribuição de responsabilidade ofensiva demonstrou a força do elenco comandado por Fernando Pereira, que assumiu o time rubro-negro pouco antes do início dos playoffs.
Gui Deodato Alça Voos Históricos no NBB
Um dos momentos mais celebrados da partida foi a marca histórica alcançada por Gui Deodato. Com nove pontos anotados neste jogo, o ala atingiu a expressiva marca de seis mil pontos em sua trajetória no NBB, posicionando-se como o décimo maior cestinha da história da liga. Emocionado, Deodato compartilhou a importância dessa conquista:
“Eu represento um moleque que vem de periferia do interior de São Paulo e, conquistar uma marca como essa no Flamengo, é muito especial. Trago muita gente comigo nisso. É muito gratificante e estou na luta por muito mais. Acho que é o meu melhor momento”, declarou o jogador.
A performance de Gui Deodato adiciona mais um capítulo à sua carreira e reforça seu papel fundamental para o Flamengo na temporada. Saiba mais sobre o histórico de conquistas do NBB em O Campeonato Que Você Não Pode Perder: Detalhes da 15ª Rodada do Brasileirão.
Brasília Luta, Mas Erros Custam Caro na Partida
Pelo lado do Brasília, a luta foi visível, com Von Haydin liderando a equipe em pontuação com 12 unidades, seguido por Pedro e Paulichi, ambos com 11 pontos. No entanto, o esforço individual não foi suficiente para conter a força do Flamengo e evitar o revés. Este resultado marca a 15ª derrota do Brasília para o rubro-negro em confrontos gerais, evidenciando um retrospecto favorável ao time carioca.
O ala Pedro, do Brasília, analisou a partida com franqueza:
“A gente não igualou a intensidade que eles iam trazer para o jogo. A gente sabia que eles iam entrar assim. Não sei o que aconteceu. A gente acabou entrando muito apático, coisa que não é normal do nosso time. Agora o Playoff é isso aí, um a um, quem fizer três primeiro”, avaliou.
Um fator determinante para a vitória flamenguista foram os erros não forçados cometidos pelo Brasília. Ao longo da partida, a equipe visitante acumulou 24 falhas de posse de bola, contra 16 do Flamengo. Essa displicência dificultou a construção de um ritmo de jogo consistente e permitiu que o Flamengo abrisse e mantivesse uma vantagem considerável, que chegou a 20 pontos em alguns momentos do confronto.
O Jogo: Ritmo Intenso e Mudanças de Cenário
Os primeiros minutos do jogo foram marcados por um ritmo acelerado e trocações intensas, o que, paradoxalmente, elevou o número de erros para ambas as equipes. No primeiro quarto, foram 13 falhas combinadas, com um aproveitamento em arremessos de três pontos girando em torno de 30%. A eficiência só começou a melhorar no final do período.
A segunda parcial apresentou uma mudança de abordagem. As equipes passaram a valorizar mais a posse de bola e a estudar o adversário, resultando em menos erros, especialmente por parte do Flamengo. O time carioca também se destacou nos arremessos de maior valor, impulsionado pela entrada de Negrete, o principal pontuador do Flamengo na temporada, que anotou 11 pontos apenas neste período. Entenda melhor a atuação do Flamengo em São Paulo Imprevisível: Roger Machado Mantém Mistério na Escalacão Tricolor.
Ao final do primeiro tempo, o Flamengo já acumulava uma vantagem de 14 pontos. O coletivo rubro-negro se mostrou mais entrosado, enquanto o Brasília não conseguiu encontrar seu melhor jogo, continuando a cometer erros que permitiram ao Flamengo ampliar a liderança. Apesar de algumas aproximações do adversário, que chegou a reduzir a diferença para cerca de 10 pontos, a equipe carioca administrou bem o placar, sem permitir que a virada fosse ameaçada.
Próximos Capítulos da Série
Com a série empatada, os times voltam a se enfrentar no domingo (10), às 14h, novamente no Maracanãzinho. A vantagem de mando de quadra, que pertence ao Brasília por ter terminado a primeira fase em melhor colocação (4º), se fará valer nos jogos 3 e 4. Caso sejam necessários, estes duelos estão previstos para o Ginásio Nilson Nelson, na quarta-feira (13) e sexta-feira (15).
A expectativa agora é por mais jogos disputados e cheios de emoção, com ambos os times buscando a classificação para as semifinais. Acompanhe as novidades do NBB e outras modalidades esportivas em nosso portal. Para aprofundar, confira o artigo sobre Por Que Ganso é o Foco das Transferências no Fluminense.
Confira os placares parciais:
- 1º quarto: Flamengo 19 x 15 Brasília
- 2º quarto: Flamengo 28 x 18 Brasília
- 3º quarto: Flamengo 23 x 19 Brasília
- 4º quarto: Flamengo 13 x 14 Brasília
A disputa segue acirrada e cada ponto conta. Para entender melhor as estratégias em outros confrontos, veja O Segredo do Confronto na Fonte Nova: Bahia x Cruzeiro Revela Seus Trunfos e Táticas.
O cenário do NBB está cada vez mais imprevisível, assim como em outras competições. Saiba mais sobre as movimentações táticas em Libertação Tática no Timão: Fernando Diniz é Absolvido pelo STJD e Comanda o Corinthians no Clássico.

