Como o corte de Wesley deve mexer na dinâmica ofensiva do Brasil
A recente lesão de Wesley durante o confronto contra o Egito trouxe novos desafios para Carlo Ancelotti na preparação da seleção brasileira para a Copa do Mundo. Como o corte de Wesley deve mexer na dinâmica ofensiva do Brasil, o técnico italiano precisará encontrar alternativas para manter o equilíbrio e a eficácia do ataque, especialmente no flanco direito.
Impacto do corte de Wesley na estrutura ofensiva
Wesley vinha desempenhando um papel crucial ao oferecer amplitude ao ataque pela direita, especialmente após Lucas Paquetá começar a atuar por esse setor. A ausência de Wesley significa que Ancelotti deve reavaliar sua estratégia, considerando que jogadores como Éder Militão, Estevão, Rodrygo e Vanderson também não estão disponíveis para a posição.
Paquetá, por ser um meio-campista de origem, precisa de liberdade para flutuar, conectando-se com Bruno Guimarães e os atacantes, algo que se mostrou eficiente em jogos recentes. Sem Wesley, a seleção pode se ver obrigada a explorar mais o lado esquerdo ou o centro, o que pode ser insuficiente contra defesas compactas, como as da Escócia e do Haiti.
Alternativas para substituir Wesley
Ancelotti tem à disposição Raphinha, que pode atuar pela direita com amplitude. Raphinha já mostrou ser um atacante versátil e, sob o comando de Tite, jogou na Copa de 2022 dessa forma. Essa configuração permite ainda a inserção de um centroavante, como Endrick ou Igor Thiago, e até a volta de Matheus Cunha poderia ser benéfica, caso Ancelotti opte por dar mais liberdade a Vini Jr e Raphinha na defesa.
Outra possibilidade é a utilização de Luiz Henrique. Com Wesley, o jovem do Zenit tinha dificuldades de explorar suas jogadas características, mas agora pode se beneficiar de um espaço maior para enfrentar adversários individualmente. Com Danilo ou Ibañez na lateral direita, Ancelotti poderia alterar a dinâmica do time, prendendo o lateral-direito na linha de construção inicial e liberando o lado esquerdo para Douglas Santos.
Possíveis formações e estratégias
Uma formação ofensiva poderia incluir Raphinha e Vini Jr ampliando o campo, enquanto Paquetá e Bruno Guimarães se aproximariam do centroavante. Na defesa, Raphinha e Paquetá protegeriam os flancos. Luiz Henrique, se utilizado, daria a Raphinha a chance de atuar mais centralmente, buscando profundidade, algo que Ancelotti aprecia.
Por fim, há ainda Rayan, uma jovem promessa que, embora esteja atualmente como uma opção mais distante, pode surgir como alternativa em caso de necessidade. Para saber mais sobre o potencial de Rayan na seleção, confira também nosso artigo sobre suas curiosidades.
Conclusão
Independentemente da escolha de Ancelotti, a seleção brasileira possui diversos recursos para manter a agressividade e equilíbrio no lado direito do campo. O técnico terá que aproveitar ao máximo o talento disponível para superar o corte de Wesley e continuar a busca pelo sucesso na Copa. Para entender melhor a preparação estratégica do Brasil para o torneio, leia mais sobre a estratégia da seleção brasileira.

