O Retorno Inesperado do Haiti a um Mundial
O Haiti, atualmente na 84ª posição do ranking da FIFA, protagonizou uma das maiores surpresas ao garantir sua vaga na Copa do Mundo de 2026. Ignorando as expectativas, a seleção caribenha superou adversários com mais tradição, como Costa Rica e Honduras, para alcançar um feito que não acontecia desde 1974. A campanha notável foi impulsionada pela atuação decisiva do atacante Duckens Nazon, que se tornou o principal artilheiro e peça fundamental para a conquista da vaga.
Um Confronto Histórico: O “Duelo da Paz”
Embora nunca tenham se enfrentado em Copas do Mundo, Brasil e Haiti compartilham um capítulo único em sua história. Em 2004, em meio a um período de instabilidade social e revolta armada no país caribenho, as duas seleções protagonizaram o “Duelo da Paz”. Na ocasião, uma equipe brasileira liderada por Ronaldinho Gaúcho goleou o Haiti por 6 a 0, proporcionando um momento de alegria e esperança para a população local.
O Desafio na Fase de Grupos de 2026
O Haiti se apresenta como o segundo adversário do Brasil na fase de grupos da Copa do Mundo de 2026, que contará com um formato expandido e será sediada conjuntamente por Estados Unidos, México e Canadá. A seleção caribenha, sob o comando do técnico francês Sébastien Migné, chega à competição com a força da superação e a experiência de um jogador em grande fase, como Nazon, que está a apenas cinco gols de se tornar o maior artilheiro da história de sua seleção. O confronto promete ser mais do que uma partida de futebol, carregando o peso da história e a emoção de um reencontro.
Expectativas para a Seleção Brasileira
Apesar da surpresa e da força de vontade do Haiti, o Brasil entra como favorito no confronto. A experiência em Copas do Mundo e a qualidade técnica do elenco brasileiro são fatores determinantes. No entanto, a história do “Duelo da Paz” e a campanha inspiradora do Haiti servem como um lembrete da imprevisibilidade do futebol e da importância de respeitar todos os adversários, especialmente em um torneio que promete ser o maior da história com 48 seleções participantes.

