Índice do Artigo
- Pontos Principais
- A noite em que a Bélgica perdeu seu escudo e a Espanha ganhou um talismã
- O drama de Courtois: quando o gigante cai, o chão treme
- Análise tática: onde a Bélgica errou e a Espanha acertou
- O que vem pela frente: Espanha x França, um clássico de gigantes
- Perguntas Frequentes
- Qual foi o placar do jogo Espanha x Bélgica nas quartas de final da Copa 2026?
- Por que a lesão de Courtois foi tão decisiva para o resultado?
- Quem é Mikel Merino e por que ele foi chamado de ‘amuleto’?
Pontos Principais
- A Espanha eliminou a Bélgica nas quartas de final da Copa do Mundo 2026 com um gol salvador de Mikel Merino, que saiu do banco nos minutos finais.
- A lesão de Thibaut Courtois no segundo tempo foi o divisor de águas: o reserva Senne Lammens falhou feio no gol da classificação espanhola.
- Com a vaga garantida, a Fúria enfrenta a favorita França na semifinal – um duelo que promete ser épico.
A Espanha recorre a amuleto para eliminar a resiliente Bélgica: foi preciso um herói improvável sair do banco de reservas para decidir um jogo que parecia caminhar para a prorrogação. Mikel Merino, meia do Arsenal, entrou aos 40 minutos do segundo tempo e, dois minutos depois, aproveitou uma falha bizarra do goleiro belga Senne Lammens para estufar a rede e garantir a vaga na semifinal. Um drama digno de cinema – com lágrimas, reviravoltas e um toque de sorte que só os grandes campeões têm.
O placar de 2 a 1 não traduz a montanha-russa emocional que foi a partida em Los Angeles. De um lado, uma Espanha que dominou a posse de bola, criou chances e viu o ídolo adversário cair lesionado. Do outro, uma Bélgica que lutou com unhas e dentes, mas sucumbiu ao peso da ausência de seu gigante debaixo das traves. Quer entender como tudo aconteceu? Confira a análise completa do jogo e veja por que a Fúria está cada vez mais perto do hexa.
Nós, que cobrimos cada lance, podemos afirmar: a cena mais marcante não foi o gol, mas sim o goleiro do Real Madrid deixando o campo chorando. Courtois sentiu uma lesão muscular ao tentar uma defesa – e ali, o destino virou a chave.
A noite em que a Bélgica perdeu seu escudo e a Espanha ganhou um talismã
Antes do apito inicial, o técnico Luis de la Fuente já mostrava que não teria medo de ousar. Sacou Pedri do time titular – uma decisão que levantou sobrancelhas – e deu a vaga a Fabián Ruiz. Do lado belga, Rudi Garcia também mexeu: De Bruyne e Doku voltaram ao onze, mas Tielemans sentiu no aquecimento e deu lugar a Vanaken. Escalações que, no papel, sugeriam um jogo estudado.
A Bélgica, disposta a não virar saco de pancadas, subiu a marcação nos primeiros minutos. Mas a Espanha, paciente, foi tecendo sua teia. Aos 29 minutos, a jogada que parecia ensaiada: Pedro Porro tabelou com Lamine Yamal, cruzou rasteiro, Dani Olmo finalizou, Courtois espalmou, e no rebote, Fabián Ruiz – que estava onde um volante não deveria estar – abriu o placar. Erro de marcação de De Cuyper e Raskin? Sim, mas o mérito foi todo espanhol.
A Fúria quase ampliou em duas chances de Yamal, que infernizava a lateral esquerda belga. Mas a Bélgica não é de se render tão fácil. Charles De Ketelaere, com sua alma de gigante, começou a vencer duelos aéreos. E foi de cabeça que ele empatou: após uma trama de Doku, Vanaken, Trossard e De Bruyne, Castagne cruzou na medida, e o jovem atacante se antecipou a Cubarsí para marcar. Um gol de quem não desiste – e que levou o jogo para o intervalo em aberto.
O drama de Courtois: quando o gigante cai, o chão treme
No segundo tempo, Luis de la Fuente não hesitou: colocou Pedri e Ferrán Torres em campo. A Espanha voltou a pressionar, e Lamine Yamal, o garoto prodígio, enfileirou dribles e finalizações. Courtois, em uma atuação monstruosa, salvou ao menos dois gols. Parecia noite de goleiro inspirado – até o minuto em que, ao tentar uma defesa rápida, o belga caiu no chão com uma lesão. As câmeras flagraram lágrimas. O ídolo saiu de campo amparado, e Senne Lammens assumiu a meta.
Nós já alertamos: Espanha recorre a amuleto pode soar como superstição, mas Merino provou que o improviso às vezes é a melhor estratégia. Aos 42 minutos do segundo tempo, Cubarsí arriscou um chute fraco de fora da área. Lammens, sob pressão, deu um rebote curto – para dentro da pequena área. Merino, que havia entrado há apenas dois minutos, apareceu como uma assombração e empurrou a bola para as redes. Golaço? Não. Gol de quem sabe estar no lugar certo na hora certa. Um amuleto, de fato.
Nos acréscimos, a Bélgica ainda teve uma chance clara: De Ketelaere driblou Unai Simón em uma saída de gol arriscada do espanhol, mas Laporte salvou em cima da linha. Fim de jogo: 2 a 1 e a Fúria na semifinal.
Análise tática: onde a Bélgica errou e a Espanha acertou
Para entender a eliminação belga, é preciso olhar para a profundidade dos elencos. Enquanto a Espanha trouxe Merino do banco como um trunfo, a Bélgica perdeu sua referência defensiva – Courtois – e o substituto não esteve à altura. Lammens, goleiro do Manchester United na última temporada, tem qualidade, mas faltou a hierarquia de um dos maiores da história. A tabela abaixo mostra o peso da substituição:
| Goleiro | Defesas no jogo | Gols sofridos | Falhas decisivas |
|---|---|---|---|
| Thibaut Courtois | 5 | 1 | 0 |
| Senne Lammens | 1 | 1 | 1 (gol de Merino) |
Além do fator Courtois, a Bélgica pecou na recomposição defensiva no primeiro gol e na incapacidade de segurar Yamal. O jovem espanhol foi um pesadelo para a lateral belga – mesmo com a boa marcação de Seys, que entrou no segundo tempo e venceu vários duelos, a pressão foi constante.
Já a Espanha mostrou maturidade. Mesmo sem Pedri no início, Fabián Ruiz fez um bom primeiro tempo, e as mexidas no segundo tempo foram cirúrgicas. Espanha recorre a amuleto não é só sobre Merino: é sobre um técnico que sabe ler o jogo e um elenco que acredita até o fim.
Para quem acompanha a Copa, o confronto contra a França na semifinal promete ser um dos maiores da história. Veja o que esperar da França, que já causou polêmica com o uniforme verde.
O que vem pela frente: Espanha x França, um clássico de gigantes
Com a classificação, a Espanha enfrenta a França, favorita ao título. A Fúria terá pela frente uma equipe que eliminou Portugal e que conta com craques como Mbappé e Griezmann. O histórico recente favorece os franceses, mas essa Espanha provou que pode surpreender. A lição que fica é: nunca subestime um time que encontrou seu amuleto.
O torcedor espanhol já sonha com o hexa. E, para quem gosta de histórias de superação, o atacante uruguaio Canobbio também teve seu momento de volta ao Fluminense depois da Copa. Confira essa história emocionante aqui.
Perguntas Frequentes
Qual foi o placar do jogo Espanha x Bélgica nas quartas de final da Copa 2026?
O placar foi 2 a 1 para a Espanha, com gols de Fabián Ruiz e Mikel Merino. A Bélgica empatou temporariamente com gol de Charles De Ketelaere.
Por que a lesão de Courtois foi tão decisiva para o resultado?
Courtois é um dos melhores goleiros da história e estava fazendo uma partida excepcional, com várias defesas importantes. Sua saída forçada colocou Senne Lammens em campo, que falhou no gol da vitória espanhola ao dar rebote em um chute fraco de Cubarsí.
Quem é Mikel Merino e por que ele foi chamado de ‘amuleto’?
Mikel Merino é um meio-campista do Arsenal que entrou no segundo tempo e marcou o gol da classificação apenas dois minutos depois. Foi chamado de amuleto por ter saído do banco para decidir um jogo que parecia perdido, reforçando a ideia de que a Espanha recorreu a um talismã para vencer

