Índice do Artigo
- Pontos Principais
- O calendário insano e a viagem relâmpago
- O impacto na Seleção e no treinador brasileiro
- Dois dias de preparo, 15 de descanso: a contradição
- O que diz a tabela e as dificuldades reais
- O peso da logística no futebol brasileiro para o torcedor
- Conclusão: o grito que ecoa na Série B
- Perguntas Frequentes
- Por que Eduardo Baptista criticou a logística do futebol brasileiro?
- Qual é a situação atual do Criciúma na Série B em 2026?
- Como o Criciúma se prepara fisicamente para a maratona de jogos?
Pontos Principais
- Eduardo Baptista, técnico do Criciúma, critica abertamente o calendário e a logística do futebol brasileiro após vitória sobre o Vila Nova.
- Com apenas dois dias de intervalo entre partidas, o treinador aponta que a falta de planejamento compromete o desempenho e prejudica a imagem dos técnicos nacionais.
- A declaração reacende o debate sobre os bastidores da Série B e os desafios enfrentados pelos clubes longe dos holofotes da elite.
A logística no futebol brasileiro virou alvo de uma crítica contundente do técnico do Criciúma, Eduardo Baptista, que jogou luz sobre um problema crônico: o calendário maluco e as viagens desumanas que transformam a Série B em uma prova de resistência – e não de talento. Após a vitória em casa por 2 a 0 sobre o Vila Nova, o treinador não poupou palavras ao apontar o que, para ele, está por trás do tal “insucesso do futebol brasileiro”.
Em entrevista coletiva, Baptista foi direto: “A gente vê a nossa Seleção Brasileira, os insucessos e muito se colocou a culpa no treinador. A CBF devia olhar para dentro”. A declaração, carregada de frustração, ecoa o sentimento de dezenas de profissionais que vivem na pele a correria dos gramados do Brasil.
O calendário insano e a viagem relâmpago
O Criciúma vive um momento de glória na Série B: lidera com 36 pontos, quatro à frente do vice-líder Juventude. Mas a alegria dura pouco quando o assunto é a maratona de jogos. Depois de vencer o Vila Nova no domingo, o time já embarca para São Paulo para enfrentar o Novorizontino nesta terça – um intervalo de apenas dois dias. “Dois grandes investimentos, duas grandes equipes, e nós temos só dois dias para se preparar. Uma viagem gigantesca e vamos jogar domingo e depois 15 dias parados”, desabafou o comandante carvoeiro.
Não é exagero. O deslocamento de Criciúma (SC) até Novo Horizonte (SP) supera os 800 quilômetros, o que significa horas de estrada ou voo, desgaste físico e mental, e quase nenhum tempo para ajustes táticos. Enquanto isso, a CBF engorda o calendário com datas esparsas, criando um descompasso que penaliza justamente quem está batalhando pelo acesso.
Essa realidade não é exclusividade do Criciúma. Em 2026, o futebol brasileiro continua refém de uma logística no futebol brasileiro improvisada, que coloca clubes contra a parede e força treinadores a serem verdadeiros malabaristas de elenco e preparação física. Confira também como a falta de planejamento afeta até mesmo craques internacionais, como no drama recente de Messi com a seleção argentina.
O impacto na Seleção e no treinador brasileiro
Baptista não se limitou a falar do próprio umbigo. Ele conectou o problema local ao desempenho da Seleção Brasileira nas competições internacionais. “Muito se colocou a culpa no treinador”, disse, referindo-se ao ciclo de críticas que ronda a Amarelinha nos últimos anos. O técnico do Criciúma sugere que a raiz do mal está fora das quatro linhas: é a estrutura que falta, o descaso com a preparação.
A declaração ganha ainda mais peso quando lembramos que, em 2026, a Seleção ainda busca reencontrar seu caminho após decepções em Copas do Mundo e na Copa América. O raciocínio de Baptista é simples: se os clubes da Série B, que formam a base de jogadores para o futebol nacional, já enfrentam tamanho caos logístico, como esperar que os atletas cheguem prontos para vestir a camisa canarinho?
Dois dias de preparo, 15 de descanso: a contradição
O ponto mais intrigante da fala de Baptista é a contradição do calendário. Em uma mesma sequência, o Criciúma enfrenta duas partidas em 48 horas – uma delas longe de casa – e depois fica 15 dias sem jogar. “Às vezes o insucesso do futebol brasileiro não é só o treinador brasileiro”, sentenciou. É um recado direto para a CBF: organização, planejamento e respeito ao atleta são urgentes.
Para dar conta dessa loucura, o treinador revelou que prepara o elenco fisicamente de forma intensa. “Eu acho que tenho um grupo que eu preparo muito fisicamente, tenho um cuidado com o departamento físico para que a gente suporte isso”, completou. Uma estratégia de sobrevivência em um sistema que parece desenhado para testar limites. Acesse nosso artigo sobre como outros clubes lidam com a rotina desgastante, como o Atlético-MG na briga pela artilharia após a saída de Hulk.
O que diz a tabela e as dificuldades reais
Para ilustrar o tamanho do problema, vejamos a sequência do Criciúma nos próximos dias:
| Data | Jogo | Local | Intervalo |
|---|---|---|---|
| Domingo (19/07/2026) | Criciúma 2×0 Vila Nova | Heriberto Hülse (SC) | — |
| Terça-feira (21/07/2026) | Novorizontino x Criciúma | Novo Horizonte (SP) | 2 dias |
| Domingo (26/07/2026) | Criciúma x Náutico | Heriberto Hülse (SC) | 5 dias |
Dois dias entre o jogo em casa e a viagem para São Paulo, depois uma pausa que poderia ser usada para treinos intensivos, mas que acaba sendo fragmentada por viagens de volta e nova preparação. Descubra como o calendário maluco contrasta com a realidade de campeonatos mais organizados, como a final da Copa, onde heróis como Ferran Torres surgem em meio a um planejamento milimétrico.
O peso da logística no futebol brasileiro para o torcedor
Enquanto a diretoria do Criciúma comemora a liderança, o torcedor também sente na pele o impacto da má gestão. Ingressos caros, jogos em horários excêntricos e times desfalcados por lesões decorrentes do excesso de partidas – tudo isso está ligado à logística no futebol brasileiro que Baptista denuncia. O torcedor que acompanha o time carvoeiro sabe que cada ponto conquistado é quase um milagre dadas as condições.
E não é só no Brasil. Na Europa, a logística é tratada com ciência: times viajam em voos fretados, hotéis próximos aos estádios, períodos de recuperação calculados por fisiologistas. Aqui, a realidade é outra: ônibus, aeroportos lotados, espera e jogo. As palavras de Baptista são um alerta para que o futebol brasileiro olhe para dentro – e não apenas no espelho da Seleção.
Conclusão: o grito que ecoa na Série B
A denúncia de Eduardo Baptista não é apenas a reclamação de um técnico sobrecarregado. É o retrato de um sistema que insiste em tratar o atleta como máquina e o clube como peça descartável. Em 2026, com o calendário cada vez mais inchado por competições estaduais, nacionais e internacionais, a logística no futebol brasileiro precisa ser repensada urgentemente.
O Criciúma, líder da Série B, prova que é possível vencer apesar dos obstáculos. Mas até quando? Se a CBF não ouvir o recado, o “insucesso” pode virar regra para todos – inclusive para a Seleção. A bola está com os dirigentes. Cabe a eles decidir se querem um futebol mais planejado ou se preferem continuar culpando os treinadores pelo caos que eles mesmos criaram. Veja mais detalhes sobre como a organização pode transformar carreiras, como no caso de Cucurella, que conquistou títulos mundiais em tempo recorde na Europa.
Perguntas Frequentes
Por que Eduardo Baptista criticou a logística do futebol brasileiro?
O técnico do Criciúma fez a crítica após a vitória sobre o Vila Nova, no dia 19 de julho de 2026, destacando que o intervalo de apenas dois dias entre partidas e as longas viagens prejudicam a preparação da equipe. Ele relacionou a má logística ao desempenho abaixo do esperado da Seleção Brasileira e defendeu que os treinadores não são os únicos culpados pelos insucessos.
Qual é a situação atual do Criciúma na Série B em 2026?
O Criciúma lidera a Série B com 36 pontos, quatro à frente do vice-líder Juventude. A equipe está em uma sequência de jogos importantes, com compromissos contra Novorizontino (fora) e Náutico (casa) nos próximos dias.
Como o Criciúma se prepara fisicamente para a maratona de jogos?
Eduardo Baptista afirmou que prepara o elenco com foco em condicionamento físico, contando com um departamento dedicado para que os jogadores suportem o desgaste do calendário apertado. A estratégia visa minimizar lesões e manter o time competitivo diante das adversidades logísticas.
Para aprofundar, confira como polêmicas fora de campo também afetam o rendimento dos times no cenário internacional.

