Índice do Artigo
- Pontos Principais
- O caso Balogun e a parcialidade da Fifa
- Contexto: a guerra entre LaLiga e Fifa
- O impacto na governança do futebol mundial
- Perguntas Frequentes
- O que Javier Tebas disse sobre a pausa para hidratação na Copa?
- Por que Tebas critica a expansão da Copa do Mundo para 64 seleções?
- Qual foi o caso Balogun mencionado por Tebas?
Pontos Principais
- Presidente da LaLiga, Javier Tebas, afirma que a Fifa está ‘destruindo o futebol’ com decisões unilaterais e falta de consulta aos clubes e ligas.
- Tebas critica a pausa para hidratação de 27 minutos durante a Copa do Mundo, classificando-a como uma estratégia de publicidade disfarçada.
- O dirigente também questiona a anulação da expulsão do atacante Balogun, apontando favorecimento da Fifa, e condena o plano de expandir o Mundial para 64 seleções.
- Na visão de Tebas, o atual presidente da Fifa, Gianni Infantino, já deveria ter deixado o cargo, mas é sustentado por um ‘sistema podre’.
- As críticas reforçam o embate histórico entre LaLiga e a entidade máxima do futebol, especialmente em relação ao calendário e à gestão das competições.
A declaração do presidente da LaLiga, Javier Tebas, de que a Fifa está ‘destruindo o futebol’ e pede saída de Infantino repercutiu com força no meio esportivo. Em entrevista ao jornal italiano Gazzetta dello Sport, o dirigente disparou contra a gestão de Gianni Infantino à frente da entidade máxima do futebol mundial, acusando-a de tomar decisões unilaterais que beneficiam apenas os próprios interesses, em detrimento do esporte como um todo. Tebas não poupou críticas a pontos específicos da organização da Copa do Mundo, como os intervalos prolongados e a polêmica anulação de uma expulsão durante o torneio. Leia também: Gary Neville detona Argentina na final da Copa: ‘jogaram como lixo’
Na visão de Tebas, a Fifa tem agido de forma arbitrária sem consultar as ligas nacionais, que são, segundo ele, a verdadeira espinha dorsal do futebol. A Fifa faz as coisas como bem entende, para os seus próprios interesses, não para o futebol
, afirmou. O presidente da LaLiga destacou que a pausa para hidratação de 27 minutos durante a Copa do Mundo foi uma farsa, servindo na verdade como um espaço para publicidade. Nós as temos na LaLiga, mas só quando está realmente calor. Era mentira, uma pausa para publicidade
, completou. A critica ao calendário e ao crescimento desmedido da Copa do Mundo, com a proposta de 64 seleções, também foi contundente: Aumentar o número de seleções nacionais não faz sentido. A indústria do futebol não se resume à Copa do Mundo
.
O caso Balogun e a parcialidade da Fifa
Outro ponto levantado por Tebas foi a anulação da expulsão do atacante Folarin Balogun, dos Estados Unidos, durante a Copa do Mundo. O jogador havia sido punido com cartão vermelho em uma partida, mas a Fifa reverteu a decisão de forma inesperada. Isso prova que somos governados por uma instituição que faz e decide o que quer, quando quer, seguindo apenas os seus próprios interesses, sem considerar e nem sequer consultar o resto do futebol
, disse Tebas. Para ele, o fato de os EUA terem sido eliminados nas oitavas de final pela Bélgica, mesmo com Balogun em campo, pode ter salvado o emprego de Infantino
, sugerindo que a anulação foi uma tentativa de agradar o país-sede do próximo Mundial.
O presidente da LaLiga também demonstrou preocupação com o calendário cada vez mais inchado. A ideia de uma Copa do Mundo com 64 seleções, segundo ele, está destruindo a indústria do futebol, que gera dezenas de milhares de empregos, por um evento que dura 40 dias e envolve uma minoria de jogadores
. A declaração ecoa um coro de críticas que vem de diversas ligas europeias, que temem a sobrecarga de jogos e a desvalorização das competições nacionais. Confira também: Profecia de Guardiola se cumpre, e Rodri celebra: ‘Sabe muito!’
Contexto: a guerra entre LaLiga e Fifa
As críticas de Tebas não são novidade para quem acompanha o futebol europeu. Há anos o dirigente da LaLiga trava uma batalha pública contra a Fifa e, em especial, contra Gianni Infantino. O espanhol já questionou abertamente a transparência da entidade e a concentração de poder na figura do presidente. Na entrevista, Tebas foi direto: Acho que o tempo dele (Infantino) acabou. Mas ele tem o apoio do sistema, das federações, então não há muito mais a acrescentar. Este é o sistema, e é um sistema podre na sua essência
.
Essa guerra de declarações ganha ainda mais relevância em um momento em que a Fifa discute a expansão da Copa do Mundo de 48 para 64 seleções, proposta que já gerou forte oposição de clubes e ligas. Para entidades como a LaLiga, a Premier League e a Bundesliga, a medida representa uma diluição da qualidade técnica e um aumento insustentável no calendário. Enquanto isso, Infantino defende a expansão como uma forma de democratizar o futebol e dar chances a seleções menores. Saiba mais: Rodrigo De Paul rebate críticas e cita teorias da conspiração contra Argentina após vice na Copa
O impacto na governança do futebol mundial
As declarações de Tebas reacendem o debate sobre a governança no futebol. A falta de um diálogo estruturado entre a Fifa e as ligas nacionais é apontada como um dos principais problemas da gestão do esporte. Enquanto a entidade máxima defende que suas decisões visam o crescimento global, ligas como a LaLiga argumentam que os clubes – que geram a maior parte da receita – são ignorados. Estão destruindo a indústria do futebol, que gera dezenas de milhares de empregos, por um evento que dura 40 dias e envolve uma minoria de jogadores
, repetiu Tebas, deixando claro que a insatisfação não é pontual, mas sistêmica.
O posicionamento de Tebas também coloca em xeque a liderança de Infantino a menos de um ano da próxima Copa do Mundo. Embora o suíço ainda tenha apoio majoritário das federações nacionais, a pressão vinda de ligas influentes pode abrir brechas para uma reforma na governança. Descubra: Ferran Torres explica boné com slogan Trump após título e indica recado político?
Por enquanto, a Fifa não se pronunciou oficialmente sobre as críticas de Tebas. Mas a expectativa é que o assunto domine os próximos congressos da entidade, especialmente com a aproximação da Copa do Mundo de 2026, que será sediada por Estados Unidos, Canadá e México.
Perguntas Frequentes
O que Javier Tebas disse sobre a pausa para hidratação na Copa?
O presidente da LaLiga afirmou que a pausa de 27 minutos durante a Copa do Mundo foi uma farsa e serviu como um intervalo para publicidade, não como uma medida real de hidratação. Ele comparou com a prática da LaLiga, onde pausas só ocorrem em condições de calor extremo.
Por que Tebas critica a expansão da Copa do Mundo para 64 seleções?
Segundo Tebas, aumentar o número de seleções não faz sentido do ponto de vista esportivo e econômico. Ele argumenta que a indústria do futebol é sustentada pelas competições nacionais e que a Fifa está priorizando um evento curto e minoritário, colocando em risco milhares de empregos gerados pelos clubes e ligas.
Qual foi o caso Balogun mencionado por Tebas?
O atacante Folarin Balogun, dos Estados Unidos, levou cartão vermelho durante a Copa do Mundo, mas a Fifa anulou a punição de forma unilateral. Tebas usou o episódio como exemplo de que a entidade age sem transparência e de acordo com seus próprios interesses, sugerindo que a decisão foi política para não prejudicar a seleção do país-sede do próximo Mundial.

