Índice do Artigo
- Pontos Principais
- A crônica que dividiu opiniões
- O contexto da final
- Reações dentro e fora do campo
- O legado de Messi em xeque?
- O que dizem os números da final
- Reflexão final
- Perguntas Frequentes
- O que o jornal The Mirror publicou sobre Messi na final?
- Por que a atitude de Messi foi considerada vergonhosa pelo colunista?
- Como a Argentina reagiu à derrota e às críticas?
Pontos Principais
- O colunista Jeremy Cross, do jornal The Mirror, classificou Messi como ‘petulante e vergonhoso’ após a final da Copa do Mundo 2026.
- A reclamação do argentino ao árbitro sobre Marc Cucurella foi o estopim das críticas, comparada a uma ‘criança mimada’.
- Cross reconheceu a grande campanha de Messi, mas afirmou que o ato final manchou seu legado extraordinário.
- Argentina perdeu para a Espanha por 1 a 0 na prorrogação, com gol de Ferran Torres, e deixou o estádio sem falar com a imprensa.
- A crônica gerou debate sobre o equilíbrio entre a genialidade em campo e a postura esportiva fora dele.
O comportamento de Messi na final da Copa do Mundo de 2026 rendeu uma das críticas mais duras já direcionadas ao craque argentino. Logo após a derrota para a Espanha, o colunista Jeremy Cross, do tradicional jornal inglês The Mirror, publicou uma crônica em que chama o camisa 10 de petulante e vergonhoso. Para Cross, a atitude de Messi nos minutos finais da decisão ‘despejou um pouco de vergonha sobre seu legado extraordinário’.
A derrota por 1 a 0, com gol marcado na prorrogação por Ferran Torres, já era amarga para os argentinos. Mas o que chamou a atenção da imprensa mundial foi a reação do craque após o apito final. Confira também a polêmica de Javier Tebas contra a Fifa que também agitou o futebol mundial nas últimas semanas.
A crônica que dividiu opiniões
Em seu texto, Cross faz questão de separar o desempenho técnico de Messi ao longo do torneio do comportamento na final. Ele reconhece que o argentino fez uma Copa brilhante, quebrou recordes e liderou a Argentina até a decisão. No entanto, o tom muda drasticamente ao analisar os últimos minutos do jogo.
O episódio central foi a confusão envolvendo Marc Cucurella e a expulsão de Enzo Fernández. Messi foi até o árbitro Slavko Vinčić e chamou atenção para uma suposta infração do lateral espanhol. Para Cross, a atitude foi desproporcional e revelou um lado pouco nobre do ídolo. ‘Ver alguém da estatura de Messi tentando usar isso a seu favor é vergonhoso, constrangedor e humilhante’, escreveu o colunista.
Jeremy Cross ainda comparou o camisa 10 a ‘uma criança mimada correndo para reclamar com o professor’ e afirmou que, naquele momento, ‘ele diminuiu seu próprio respeito e dignidade’. A comparação ecoou rapidamente nas redes sociais e foi debatida por comentaristas esportivos ao redor do mundo.
O contexto da final
A final foi marcada por grande tensão desde o início. A Espanha, comandada por uma geração talentosa, impôs seu jogo de posse e só conseguiu furar a defesa argentina no segundo tempo da prorrogação. Ferran Torres, atacante do Barcelona, foi o autor do gol que deu o bicampeonato mundial aos espanhóis.
Após o gol, os ânimos se exaltaram. Jogadores argentinos se envolveram em uma briga generalizada, e a confusão culminou na expulsão de Enzo Fernández. Foi nesse cenário que Messi partiu para cima do árbitro, gerando a reação que virou manchete no Reino Unido. Saiba mais sobre o boné usado por Ferran Torres durante a festa do título.
A atitude de Messi não passou despercebida nem mesmo entre os próprios companheiros. O jornalista inglês destacou que, enquanto a Espanha erguia a taça, o craque argentino se recusou a olhar para a celebração, virou as costas e saiu de campo cabisbaixo. A imagem contrastou com a postura de outros grandes nomes do esporte que souberam perder com dignidade.
Reações dentro e fora do campo
A crônica de Cross gerou reações imediatas. Parte da imprensa argentina defendeu Messi, argumentando que a frustração pela derrota em uma final de Copa justificaria o comportamento. Já analistas internacionais, em sua maioria, concordaram que o craque poderia ter agido de forma mais comedida.
O técnico da Argentina, Lionel Scaloni, evitou comentar diretamente o episódio, mas disse que ‘a emoção do momento às vezes fala mais alto’. Já os jogadores argentinos deixaram o estádio sem falar com a imprensa, o que aumentou a especulação sobre o clima no vestiário. Veja como Rodrigo De Paul rebateu as críticas à Argentina após o vice-campeonato.
Por outro lado, o colunista do The Mirror não foi o único a criticar o comportamento do argentino. Outros veículos britânicos, como o The Guardian e o Daily Mail, também destacaram a postura de Messi, embora com tom menos incisivo. Apesar disso, a crônica de Cross se destacou pela veemência e pela escolha de palavras.
O legado de Messi em xeque?
A grande questão levantada pelo texto é se um ato de petulância pode realmente manchar uma carreira repleta de conquistas e recordes. Jeremy Cross não nega as contribuições de Messi ao futebol, mas sugere que, se esta foi sua última Copa do Mundo, o craque será lembrado por ‘um ato final com enorme tristeza’.
Essa visão, no entanto, é contraposta por muitos fãs e especialistas. Para eles, a genialidade de Messi transcende momentos de frustração. O próprio Cross admite no fim da crônica que Messi é ‘falível, vulnerável e humano’ – e que justamente por isso a decepção foi maior. ‘Esperávamos mais de um homem que nos acostumou ao extraordinário’, escreveu.
A discussão sobre o comportamento de atletas de alto rendimento em momentos de estresse extremo não é nova. Jogadores como Maradona, Zidane e Cristiano Ronaldo também tiveram episódios de explosão emocional em Copas. A diferença, segundo analistas, é que Messi sempre foi visto como um exemplo de fair play e humildade. Entenda melhor a profecia de Guardiola sobre Rodri, que foi um dos destaques da final.
O que dizem os números da final
| Estatística | Espanha | Argentina |
|---|---|---|
| Posse de bola | 62% | 38% |
| Finalizações ao gol | 14 (5 no alvo) | 8 (2 no alvo) |
| Faltas cometidas | 18 | 22 |
| Cartões amarelos | 4 | 6 |
| Expulsões | 0 | 1 (Enzo Fernández) |
Os dados mostram uma partida equilibrada em termos de oportunidades, mas com a Espanha dominando a posse e sendo mais eficiente no ataque. A expulsão de Enzo Fernández foi um ponto de virada, deixando a Argentina com um a menos nos minutos finais da prorrogação. Foi nesse contexto que Messi perdeu a calma.
Reflexão final
A crônica de Jeremy Cross não deve ser vista como um veredito definitivo sobre Lionel Messi, mas como um convite à reflexão sobre os limites da paixão no esporte. Até onde a competitividade pode justificar atitudes que beiram o desrespeito? O comportamento de Messi naquela noite em Doha será discutido por anos, mas não apaga o brilho de uma carreira única.
O que fica é a lição de que, mesmo os maiores ídolos, estão sujeitos a momentos de fraqueza. Cabe à imprensa e aos torcedores saberem equilibrar a crítica construtiva com o reconhecimento das glórias passadas. Afinal, o futebol é feito de vitórias e derrotas, mas também de exemplos de como lidar com ambas.
Perguntas Frequentes
O que o jornal The Mirror publicou sobre Messi na final?
O colunista Jeremy Cross publicou uma crônica no The Mirror intitulada indiretamente ‘Petulante e vergonhoso’, na qual critica duramente a postura de Lionel Messi nos minutos finais da derrota para a Espanha na final da Copa do Mundo 2026. Cross afirmou que o argentino agiu como uma criança mimada ao reclamar com o árbitro sobre Marc Cucurella, e que sua atitude manchou o legado do craque.
Por que a atitude de Messi foi considerada vergonhosa pelo colunista?
Segundo Cross, Messi tentou se beneficiar de uma regra da Fifa de forma inadequada ao chamar a atenção do árbitro para uma infração de Cucurella. O colunista considerou o gesto desonesto, desprovido de dignidade e comparável à conduta de uma criança que corre para reclamar ao professor. Ele também destacou que o craque virou as costas para a premiação da Espanha, o que reforçou a impressão de falta de esportividade.
Como a Argentina reagiu à derrota e às críticas?
Os jogadores argentinos deixaram o estádio sem falar com a imprensa, o que gerou especulações sobre o clima no vestiário. O técnico Lionel Scaloni evitou comentar diretamente o episódio, mas admitiu que a emoção do momento falou mais alto. Já o volante Rodrigo De Paul, em entrevista posterior, rebateu críticas gerais à Argentina e citou teorias da conspiração para justificar o vice-campeonato.

