Índice do Artigo
- Pontos Principais
- Por que o time misto do Grêmio pode ser a chave para a vitória na altitude?
- Escalação provável: mudanças de ponta a ponta
- O risco calculado de Luís Castro
- Viagem e logística: um trunfo ou mais um desafio?
- O que esperar do jogo? O veredito da altitude
- Perguntas Frequentes
- Por que Luís Castro está escalando um time misto do Grêmio contra o Bolívar?
- Quem está fora do Grêmio para essa partida?
- Qual é o retrospecto do Grêmio jogando em La Paz?
Pontos Principais
- Luís Castro testa escalação mista do Grêmio para encarar o Bolívar na altitude de La Paz, poupando titulares.
- Provável time tem Braithwaite como centroavante, trio de volantes e zaga reserva.
- Carlos Vinícius está suspenso; Amuzu deve ficar de fora por protocolo de concussão.
- Delegação viaja em voo fretado e jogo acontece quinta-feira às 19h no Hernando Siles.
O time misto do Grêmio testado por Luís Castro nesta semana é a grande aposta do técnico para o duelo decisivo contra o Bolívar, pela repescagem da Copa Sul-Americana. Em vez de levar todos os titulares para o inferno da altitude de La Paz (3.600 metros), o comandante tricolor optou por misturar experiência e juventude, com alterações em todos os setores. A decisão, revelada em treino fechado, já divide opiniões entre torcedores e analistas: loucura ou genialidade?
Por que o time misto do Grêmio pode ser a chave para a vitória na altitude?
La Paz não é para qualquer um. O ar rarefeito castiga até os mais preparados, e o Grêmio já sentiu na pele — e nos pulmões — o peso da altitude. Em 2017, uma vitória histórica por 1 a 0 deu esperança, mas o retrospecto geral é negativo. Luís Castro sabe disso e, ao montar um time misto do Grêmio, tenta equilibrar a necessidade de resultado com a preservação física para o returno. A lógica é simples: se o time reserva segurar o empate ou uma derrota magra, os titulares descansados podem decidir em Porto Alegre.
Nos treinos da semana, Castro e o auxiliar Vitor Severino ensaiaram uma formação com Luís Eduardo e Wagner Leonardo na zaga — dupla que ainda busca entrosamento. No meio, um tripé de volantes: Leonel Pérez, Villasanti e Dodi. A ideia é proteger a defesa e congestionar o meio-campo, dificultando a vida do Bolívar, que joga em casa e vai partir para cima.
Escalação provável: mudanças de ponta a ponta
Se confirmada, a escalação do Grêmio para quinta-feira terá cara nova. No gol, Weverton é a referência. Na lateral direita, Pavon ou Marcos Rocha disputam vaga. A zaga, como dito, será reserva. Na esquerda, Pedro Gabriel. O meio terá os três volantes, com Tetê e Gabriel Mec (ou Willian/Enamorado) abertos. No ataque, Braithwaite assume a referência, já que Carlos Vinícius está suspenso pelo cartão vermelho contra o City Torque. Matheus Nascimento, recém-contratado e inscrito a tempo, fica no banco.
| Posição | Titular provável | Opção no banco |
|---|---|---|
| Goleiro | Weverton | — |
| Lateral-direito | Pavon / Marcos Rocha | — |
| Zaga | Luís Eduardo e Wagner Leonardo | — |
| Lateral-esquerdo | Pedro Gabriel | — |
| Meio-campo | Leonel Pérez, Dodi, Villasanti | — |
| Pontas | Tetê e Gabriel Mec (ou Willian/Enamorado) | Matheus Nascimento |
| Centroavante | Braithwaite | — |
Uma ausência de peso é Amuzu. O atacante não participou de todos os treinos por causa do protocolo de concussão, após uma pancada contra o Mirassol. Ele deve ficar fora do jogo.
O risco calculado de Luís Castro
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Castro não é de fazer mistério. Nos bastidores, o treinador justifica a estratégia com um argumento baseado em dados: times que poupam jogadores na altitude têm, em média, 30% menos lesões musculares no returno. Além disso, a experiência de outros clubes brasileiros mostra que o excesso de titulares em La Paz muitas vezes não compensa — o Grêmio mesmo já foi goleado por 3 a 0 com força máxima em 2015.
Por outro lado, a torcida teme que o time misto não consiga segurar a pressão. O Bolívar é conhecido por impor um ritmo alucinante nos primeiros 30 minutos, quando o ar ainda pesa menos nos visitantes. Se o Grêmio sobreviver a esse início, as chances aumentam. O ataque rápido do adversário, com jogadores velozes como Francisco da Costa, ex-Sport, pode castigar qualquer desatenção defensiva.
Viagem e logística: um trunfo ou mais um desafio?
O Grêmio optou por fretar um voo para Santa Cruz de La Sierra, a uma altitude menor (400 metros), e só ir a La Paz no dia do jogo. Essa estratégia tem sido adotada por vários clubes brasileiros para minimizar os efeitos da altitude. A delegação embarcou no início da tarde desta quarta-feira e passará a noite em Santa Cruz. Na quinta, um voo curto até La Paz, com pouso previsto para o início da tarde — cerca de seis horas antes da partida, marcada para as 19h (horário de Brasília) no Estádio Hernando Siles.
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A climatização é crucial. O Grêmio levou equipamentos de oxigênio suplementar e uma equipe médica reforçada. O preparador físico, Rodrigo Poletto, elaborou um protocolo específico de hidratação e alimentação para os atletas. Nos treinos em Porto Alegre, simulou-se a falta de ar com máscaras de altitude, mas nada substitui a realidade.
O que esperar do jogo? O veredito da altitude
Se o time misto do Grêmio for bem-sucedido, Luís Castro entrará para a história como o técnico que ousou e acertou. Se falhar, a pressão vai aumentar. O jogo de ida é crucial: um bom resultado (vitória ou empate com gols) deixa a vaga em aberto para o returno na Arena. Uma derrota por mais de um gol de diferença torna a missão quase impossível.
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O Bolívar, por sua vez, não é bobo. O time boliviano sabe que o Grêmio vem desfalcado e com um time misto. Vai pressionar desde o início, explorando a falta de ritmo dos reservas. A torcida local promete lotar o Hernando Siles, com mais de 40 mil pessoas. O barulho ensurdecedor e a altitude formam uma combinação mortal para qualquer visitante.
Luís Castro já mostrou que não tem medo de arriscar. Em entrevistas recentes, afirmou que ‘futebol é para corajosos’. Pois bem, agora ele terá que provar na prática. O time misto do Grêmio é a sua aposta. E o mundo inteiro estará de olho nesse duelo de La Paz.
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Para entender melhor os efeitos da altitude no futebol, vale consultar um estudo da Conmebol sobre jogos em grandes altitudes, que apontam a redução de até 15% no rendimento aeróbico dos jogadores nas primeiras 48 horas em La Paz.
Perguntas Frequentes
Por que Luís Castro está escalando um time misto do Grêmio contra o Bolívar?
A principal razão é a altitude de La Paz (3.600 metros). Jogar com todos os titulares aumentaria o risco de desgaste físico extremo e lesões. Castro prefere poupar os principais nomes para o jogo de volta em Porto Alegre, onde o Grêmio terá mais condições de vencer, e aposta que o time misto pode segurar um resultado razoável na ida.
Quem está fora do Grêmio para essa partida?
Carlos Vinícius está suspenso por ter recebido cartão vermelho na partida contra o City Torque. O atacante Amuzu também deve ficar de fora, pois está sob protocolo de concussão após um choque contra o Mirassol. Além disso, o técnico optou por preservar alguns titulares, como Edenilson e Kannemann, que nem viajaram.
Qual é o retrospecto do Grêmio jogando em La Paz?
O Grêmio já venceu uma vez em La Paz (1 a 0 em 2017, pela Libertadores), mas o saldo geral é negativo. Foram várias derrotas, algumas goleadas, e a altitude sempre foi um fator determinante. O clube tem um histórico de atuações irregulares na cidade boliviana.

