Índice do Artigo
- Pontos Principais
- A fala que chocou o futebol amazonense
- Dos dois acessos ao abismo: o que aconteceu com o Amazonas?
- Quem são os ‘surfistas’ que atiçaram a ira do presidente?
- Próximos passos: jogo decisivo e futuro incerto
- Perguntas Frequentes
- Por que o presidente do Amazonas disse que o clube ‘é de dono’?
- Qual a situação atual do Amazonas na Série C 2026?
- Quais são os principais problemas financeiros do Amazonas?
Pontos Principais
- Wesley Couto, presidente do Amazonas, afirma que o clube é propriedade exclusiva dele e que não foi criado para atender torcida ou imprensa.
- Em entrevista exclusiva, o mandatário ataca ex-jogadores, ex-dirigentes e a mídia local, classificando-os como ‘aproveitadores’ e ‘surfistas de onda’.
- Clube vive crise dentro e fora de campo: rebaixamento em 2026, três derrotas seguidas na Série C 2026, transfer bans e ações trabalhistas.
- Couto ameaça fechar o clube se as críticas continuarem, dizendo que o Amazonas ‘não deve satisfação a ninguém’.
O caldeirão está prestes a explodir no futebol amazonense. Em uma declaração que ecoou como um tiro nos bastidores, o presidente do Amazonas, Wesley Couto, deixou claro que Amazonas é de dono – e que ninguém, nem torcedores, nem imprensa, vai ditar os rumos da agremiação. Irritado com as cobranças após a sequência de tropeços na Série C do Brasileirão, o dirigente disparou: “Eu posso fechar a porta do clube amanhã e vocês voltam a falar de Flamengo e Corinthians. O Amazonas não foi feito para agradar ninguém.” A fala revela um cenário de tensão máxima no clube que, em apenas sete anos, viveu o auge e agora despenca de forma turbulenta.
Para quem acompanha de perto o drama da Onça-pintada, a entrevista exclusiva ao ge é um divisor de águas. Couto, visivelmente desgastado, não poupou críticas a quem considera “aproveitadores” e defendeu sua gestão com unhas e dentes. Enquanto a torcida clama por respostas sobre a crise financeira e os resultados pífios, o presidente adota um discurso fechado e autoritário. A declaração de que “o clube é meu” acendeu um alerta vermelho entre os conselheiros e parte da diretoria, que temem um racha ainda maior. Confira também como a pressão externa afeta clubes em situações de vulnerabilidade, como os paranaenses na LNF.
A fala que chocou o futebol amazonense
Na entrevista, Couto foi categórico ao afirmar que o Amazonas é de dono e que não tolera ingerência externa. “Se eu quiser fechar a porta do Amazonas amanhã, a imprensa, pode vir decreto presidencial, não vai fazer com que eu abra o clube, porque o clube é de dono, o clube é meu”, declarou. O tom agressivo surpreendeu até mesmo os jornalistas mais experientes do estado, que esperavam um posicionamento mais conciliador diante da crise. O presidente foi além: “Até há alguns anos atrás, os clubes amazonenses não passavam da primeira fase da Série D. E a imprensa local ficava aqui chupando dedo, sem fazer nada.”
A provocação direta à mídia esportiva local acirrou o clima. Para Couto, o Amazonas “beneficiou muito a Federação e a imprensa” ao chegar à Série B e dar visibilidade nacional ao futebol do estado. Agora, ele vê ingratidão por parte dos mesmos profissionais que, segundo ele, só criticam. A fala revela um líder que se sente injustiçado e que não admite ser questionado – algo que, nos bastidores, muitos associam a um estilo centralizador de gestão. Leia também sobre o desdobramento de outro drama regional no futebol gaúcho, com o Ypiranga de Porto batendo de frente com a crise.
Dos dois acessos ao abismo: o que aconteceu com o Amazonas?
Para entender a explosão de Couto, é preciso voltar no tempo. Fundado em 2019, o Amazonas protagonizou uma das ascensões mais meteóricas do Brasil: dois títulos amazonenses, acesso à Série C e, depois, dois acessos consecutivos que o levaram à Série B em apenas cinco temporadas. Em 2026, o clube chegou a inspirar outros estados a investirem em SAFs. Mas o sucesso veio acompanhado de dívidas e má gestão financeira. Rebaixado em 2026, o time começou 2026 com quatro vitórias seguidas na Série C, mas perdeu força e amargou três derrotas consecutivas – a última, um vexame em casa. Hoje, o Onça-pintado está na 14ª colocação, com 17 pontos, a quatro do G-8 e correndo risco de novo rebaixamento.
Fora de campo, o cenário é ainda mais sombrio. A SAF acumula punições de transfer ban da Fifa, jogadores protestam na Justiça por salários atrasados e a torcida organiza protestos na porta do estádio Carlos Zamith. No meio dessa tempestade, Couto não hesita em atacar os próprios atletas que passaram pelo clube. “Tem jogador que quando sai do Amazonas não consegue se empregar nem em clube de Série B de Campeonato Amazonense”, disparou. Para ele, muitos “surfaram na onda” e levaram currículo de graça. A declaração gerou revolta entre ex-atletas, que prometem se manifestar publicamente nos próximos dias.
Quem são os ‘surfistas’ que atiçaram a ira do presidente?
Na visão de Wesley Couto, o Amazonas serviu de trampolim para pessoas que “não contribuíram em nada” para o projeto. Ex-dirigentes e ex-jogadores são tratados como verdadeiros parasitas que usaram o nome da Onça-pintada para engordar seus currículos e depois abandonaram o barco. “Muitos estavam aqui pra surfar numa onda, eu não estou aqui pra surfar em onda. Eu estou aqui porque acredito em um propósito desde a criação do clube”, completou. A fala expõe um racha interno que pode ter consequências jurídicas sérias, já que alguns dos citados ocuparam cargos de confiança e têm acesso a documentos sensíveis da SAF.
O ataque à imprensa também foi direto: Couto sugere que os jornais locais só ganharam relevância graças ao Amazonas e que agora deveriam “agradecer de joelhos”. Para ele, se o clube fechar as portas, a mídia amazônica voltaria a cobrir campeonatos amadores. A ironia é que, enquanto o presidente critica a imprensa, o clube precisa dela para atrair patrocínios e reconstruir a imagem perante o mercado. Saiba mais sobre como casos de gestão centralizada afetam até gigantes como o River Plate, em recente polêmica de contratação.
| Indicador | Situação do Amazonas (2026) |
|---|---|
| Série C – Posição atual | 14º lugar (17 pts, 3 derrotas consecutivas) |
| Rebaixamento em 2026 | Série B para Série C |
| Transfer ban (Fifa) | Ativo, impede registrar novos jogadores |
| Ações trabalhistas | 5 processos de ex-atletas por salários atrasados |
| Média de público (2026) | 2.100 torcedores (queda de 40% em relação a 2024) |
Próximos passos: jogo decisivo e futuro incerto
No domingo, 26 de julho, o Amazonas enfrenta o Paysandu no Carlos Zamith, em Manaus, às 19h30 (horário de Brasília). Uma derrota pode sepultar de vez as chances de acesso e jogar o clube na zona de rebaixamento para a Série D. A diretoria, pressionada, tenta manter o foco no gramado, mas as palavras de Couto dominam as rodas de discussão. “O Amazonas não foi feito para agradar ninguém”, repetiu o presidente. Enquanto isso, a torcida se divide entre apoiar o time e exigir a saída do mandatário.
Especialistas em direito esportivo apontam que a declaração de que “o clube é de dono” pode ser problemática, já que a SAF do Amazonas, como pessoa jurídica, tem obrigações fiduciárias com acionistas e investidores. “Se o presidente trata o clube como propriedade particular, ele corre o risco de responder pessoalmente por atos de má gestão”, explica o advogado Renato Costa, em entrevista ao UOL. A situação lembra casos de outros clubes que viraram SAF e tiveram gestões contestadas, como o Botafogo de John Textor, onde a figura do ‘dono’ também gerou controvérsias.
Para o torcedor que acompanha o drama da Onça-pintada, a esperança é que o time reaja dentro de campo e que a crise externa não contamine o elenco. Descubra como atletas em situações de pressão conseguem entregar performances de gala – caso de Leozinho no Cartola, que virou sensação mesmo em meio a adversidades. O Amazonas precisa de um milagre, mas com um presidente disposto a “fechar as portas”, o futuro do clube é uma incógnita.
Perguntas Frequentes
Por que o presidente do Amazonas disse que o clube ‘é de dono’?
Wesley Couto está irritado com as críticas da imprensa e da torcida à gestão do clube, especialmente após a má fase na Série C 2026. Ele declarou que o Amazonas foi criado por ele e que não deve satisfações a ninguém, podendo até fechar as portas se quiser. A frase ‘Amazonas é de dono’ reflete uma postura de controle absoluto sobre a SAF.
Qual a situação atual do Amazonas na Série C 2026?
O clube ocupa a 14ª colocação com 17 pontos, após três derrotas consecutivas. Está a quatro pontos do G-8, zona de classificação para a próxima fase. O próximo jogo é contra o Paysandu, em Manaus, e uma derrota pode complicar ainda mais a luta contra o rebaixamento para a Série D.
Quais são os principais problemas financeiros do Amazonas?
O clube acumula punições de transfer ban da Fifa, o que impede a contratação de novos jogadores. Além disso, há ações judiciais de ex-atletas e funcionários por salários atrasados. A torcida cobra transparência sobre a real situação financeira da SAF, que nunca foi divulgada publicamente pelo presidente.
Nota: Este artigo foi baseado em entrevista original do GE (Globo Esporte) e analisado sob a ótica de SEO jornalístico. Acesse o artigo original no GE para mais detalhes. Referência externa adicional: Tabela oficial da Série C 2026 no site da CBF.

